desabafos de agosto, férias por todo o lado

cai a chuva,ploc, ploc…

  • corre a chuva ploc, ploc
    como um cavalo a galope.(…)

    Luisa Ducla Soares,
    a poesia pode ser sempre interpretada como nós muito bem entendermos. a chuva, por sinal também. para os terrenos, uma benção, vendedores de guarda-chuvas,negócio,formação de poças de água, boas para o desgraçado transeunte encharcar, ou então para chapinhar com umas galochas catitas…a bem dizer, um mundo de diversão e coisa séria. todavia, contudo, não obstante, hoje, apeteciam-me raios solares sem perigo de ultra violetas. é que tenho umas pecinhas que queria pôr a apanhar ar e sol, e já fiquei com o plano alterado. nada que me aborreça. lembrei-me de umas fotografias de Aveiro, onde por sinal fui arejar em dia luminoso, e achei que, como terapia pudesse resultar. está triste? aborrecido(a)? procure algo que a anime. eu, assim fiz. fui num instante também à Costa Nova, e já estou muito mais arrebitada. por isso, vamos lá que se faz tarde. fica aqui parte da minha terapia matinal. à tarde o tratamento há de ser outro. fiquem bem! bom início de semana. e os ovos moles? ai! que lembrança me havia agora de chegar às papilas gustativas…

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  • desabafos de agosto, férias por todo o lado

    não gosto de me gabar…

    …só que não resisto. esta minha casa, começa  a ser pequena para tanta coisa que necessita ser arrumada. tiro de um lado, ponho no outro, e depois perco a noção da nova localização; já levei um sermão da minha filha,porque mexi numas placas de metal  de publicidade dos anos 50, tentei guardá-las melhor, e agora não as encontro, e, por causa disso, estou proibida de mexer seja lá no que for. mas, à revelia, hoje de manhã, mexi. mas mexi, no disco externo que aqui tenho junto do computador a procurar uma fotografias que precisava, e dou com este arquivo, do qual até já me tinha esquecido,é o resultado de um trabalho de projeto que a minha filha fez no 12º ano. um “café dinner” anos 50, cujas miniaturas foram compradas numa ida de propósito num fim de semana  a Oeiras, onde acontecia uma exposição de entusiastas destes trabalhos, mas, ainda incompleta a lista de compras, a maior parte chegou via correio expresso dos Estados Unidos, que têm disto a rodos, e é possível comprar via internet. ficou tão lindo, não ficou? é tão habilidosa a minha pequena. há muitas maneiras de mostrar orgulho por um filho. eu, hoje, escolhi esta!

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    não é bonito?

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    bom dia e bom domingo.

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    refletindo e pensando bem

    o dia de hoje está muito farrusco. lá vêm uns intervalitos com sol, mas não apetece sair de casa. pelos menos a mim. estou assim para o enfadada. tenho que fazer, mas a vontade não é nenhuma. depois , aparece-me beatrix potter no ecrã, canal hollywood,  pensei então que era melhor ir ver um filme de animação. qual há de ser e tal; “aristogatos”, pois sim senhora! thomas o’malley e as gansas abigail e amélia fazem as nossas delícias ( e já somos bem crescidos cá em casa), mas que se há de fazer?  “Gru o mal disposto 2″ foi consumido sexta à noite, por isso, era necessário escolher um clássico para repor o equilíbrio. se isto for considerado estupidez, pois que seja, não quero saber . desde há uns tempos que a História deste país anda pelas ruas da amargura. preciso de me afastar da realidade, senão, o pouco otimismo que vou mantendo ainda se  desgraça de vez, e isso, nem pensar!  a todos os que vivem quotidianos cheios de conversas profundas, reflexões aturadas, encontros profícuos para discussões metafísicas, desejo muita sorte na vida. a mim, desde que não me abandone esta infantilidade que comigo habita desde sempre, não há de faltar motivo para acabar com o enfado, e para me ajudar a refletir, tenho ali mr. bingley, urso avisado que evita responder às minhas perguntas difíceis, e se ele pensa, que com isso desisto, engana-se, pois “quem cala consente”! 

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                                    impossível resistir

     

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    chamem-me o que quiserem (como diz Henrique Monteiro , “Expresso”)

     

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    pequena biografia (autorizada) de d. duarte

    do alto dos seus 86 centímetros, este senhor d. Duarte, com 24 meses bem vividos entre o colinho da mãe, o colinho do pai e de todos os que lhe querem bem, é um caso sério de clubismo benfiquista! dono de uma cultura geral digna de nota; embasbacamos com o à vontade com que enuncia o nome de sua eminência, o papa,  arregalamos com o domínio que demonstra de todo o universo de logótipos bancários,  estarrecemos com o conhecimento à volta do mercado automóvel; para além da localização de stands nas redondezas, não há marca de carro que lhe seja estranha. no percurso que medeia a sua casa e a “mercearia do tio Belmiro” (vulgo Continente, que venera de paixão,)  é ele próprio um GPS de última geração. todo e qualquer folheto publicitário de diferentes superfícies comercias não têm para este menino qualquer segredo, revelando conhecimento profundo do mundo dos detergentes. ocupado no dia a dia, entre a paparoca a horas certas, passeatas e visionamentos televisivos,  elegeu Ruca e o seu gatinho Riscas como melhores companheiros de sempre. sendo a televisão um veículo de mensagens múltiplas, d. duarte, incorporando o universo do seu herói, manifestou vontade de também vir a ter um gato. – se calhar, não, bebé! cá em casa abunda alergia ao pelinho do miau, e não é fácil conviver com o pingo no nariz e constantes atchins!- ter-lhe-á respondido um adulto. mas a vida dá muitas voltas. nem por acaso, estando eu, muda e queda na companhia da mamã do autobiografado, fomos surpreendidas com o apelo algo ansioso de alguém com quem privamos quotidianamente, que pretendia arranjar nova morada para três gatinhos recentemente nascidos na sua propriedade. assim, muito aliviado ficaria se mamã de d. duarte aceitasse ficar com um, pelo menos! educadamente, respondeu que iria levar a proposta  a deliberação. à noite: reunião familiar. só adultos (dois). mas, (pausa) a d. Duarte, não escapou a ordem de trabalhos com ponto único: podemos ter um gato? colocadas todas as variáveis, a resposta foi : “yes, we can”. veio o gato. nome de batismo : Riscas. o bicho brinca e engorda a olhos vistos. o senhor que o deu, respira de alívio! d. Duarte irradia felicidade. quanto à alergia, essa, foi relegada para segundo plano, pois aqueles momentos, só por si, são  bálsamo suficiente em momentos de maiores fungadelas.

     

     

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    o pequeno Duarte é filho de uma colega e é um fofo
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                                                                     Riscas, the cat

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    planta, margarina para barrar

    eu e a publicidade temos uma relação muito cúmplice. acho que já disse isso muitas vezes. mas paciência, quem manda aqui sou eu, por isso…adiante! assim, de vez em quando, não resisto a revisitar antigos anúncios. este , da Planta, parece-me ilustrativo, do que era Portugal, nos idos de 60. agora, já no século XXI, a mesma marca investe na “modernidade”e lança-nos um casal jovem, plantado num cenário doméstico, onde o rapaz mastiga avidamente uma fatia de pão, e é admirado de forma lânguida, pela pequena ao seu lado, que afirma com voz sensual o quanto adora as migalhas (kilos) que ele deixa na cama. este mesmo casal, que deve ter um disfunção qualquer, não se fica por aqui. ataca de novo com outra fatia de pão barrada com Planta noutro cenário doméstico. agora, é possível, testemunhar, a moça, lânguida, (again) suspirando palavras de adoração pela forma como o moço mastiga o pão de boca aberta ???? hein?!!! será que assim de repente, estará a escapar-me alguma mensagem subliminar de grande importância?

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    o poder de um crepe

    hoje, sinto-me: cansada, sem ânimo, pessimista, negativa quanto ao futuro. A conversa na hora do almoço roçou a atualidade (falou-se na possibilidade do segundo resgate, na economia paralela e seus prejuízos), de tal maneira que a minha salada de rúcula com parmesão quase azedou durante a tarde. Na volta para casa, adotei a postura Calimero, e vim todo o caminho em queixume monocórdico, onde as frases : “é uma injustiça, pois é! ” e “abusam porque sou pequenino!”, foram por mim proferidas em jeito de solidariedade com o meu país que se vê a braços com avaliações pouco tolerantes à lamúria nacional. Depois, cheguei a casa, e um cheirinho a crepes acabadinhos de fazer estalou-me na narigueta, que se abriu em prodigalidade total para a tal sensação de absorção e pronto! “desencalimeirei” sacudi a casquinha de ovo, sentei-me e esperei que aquele preparado em circunferência me pudesse restabelecer os níveis de otimismo a que me obriguei submeter desde a chegada dos últimos “tróikanos”! 

    Here come bad news talking this and that

    Yeah, give me all you got, don’t hold back

    Yeah, well I should probably warn you I’ll be just fine

    Yeah, no offense to you don’t waste your time

    Here’s why

    Because I’m happy

    Clap along if you feel like a room without a roof …

    (“happy” , Pharrel Williams)

     

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    avós, netos & calorias fofinhas

    ontem, a meio da manhã,  numa sala muito frequentada no meu local de trabalho,  fui surpreendida pela presença de um tabuleiro encimado por um magnífico bolo, cujo nome técnico, contentor de calorias, não expulsou  ninguém (1) do lugar; era vê-los (as)  chegarem-se à frente, para perceberem melhor o significado da coisa. ao chamamento que se seguiu, levantou-se uma voz para justificar a presença daquele aglomerado de tentação: – amigos! sou avó há trinta dias, e quero partilhar convosco … ! – certo, avó H. a comoção traiu-lhe o discurso, mas nós percebemos. Com indisfarçável orgulho, o peito rebenta-lhe de felicidade e quer partilhá-la connosco. nós agradecemos. – de fatia  em fatia, viveram-se  momentos quase religiosos pois ouvia-se um clamor constante :- “ Jesus, e a minha dieta?” – “ meu Deus, e logo quando me pesar?”… – preocupações  à parte, do bolo, nada restou, do momento tão cheio de significado, fica uma memória viva, daquilo que muitos de nós experenciamos quando trabalhamos com pessoas assim, que ajudam a desenvolver um ambiente de trabalho invejável. aconselho a avó H. a trocar experiências com  a avó C. que leva pelo menos 8/9 anos de avanço, e com histórias fantásticas para relatar da sua querida neta. madrinha, já tínhamos! agora? ganhámos avós. que rico agregado familiar.

    (1)-minto, por acaso, cruzei-me com uma fugitiva que trincava alegremente um biscoitinho LEV(e)…