desabafos de agosto, férias por todo o lado

viagem atribulada

eu gosto de andar de comboio. faço-o sempre que vou ao porto sozinha ter com filha atrapalhada com alguma logística. aquela viagem não foi exceção. otimista e um bocadinho tontinha, nem me lembrei de comprar o bilhete pela net.  quando naquela sexta –feira, àquela hora quis um lugar, ficou difícil. – nem em primeira? – nada! e o alfa? a esta hora não para aqui. –bonito serviço! e agora? esperam-me.-já desesperava! – ora bem, deixe ver, faltam menos de 5 minutos, este lugar não está ocupado, é sempre reservado para deficientes, mas posso vender, porque não há quem o ocupe. muito obrigada. lá vem ele, entrei, e afinal o lugar estava ocupado. a menina explicou-me que vinha noutra carruagem, mas teve de vir para ali, se eu não me importasse trocávamos assim. está bem! pensei que fosse acompanhante da senhora do lado que pudesse ter algum problema. fui. pedi licença e sentei-me. junto à janela. como eu gosto. tirei  a revista e ainda não tinham passado 5 segundos, pergunta-me o passageiro do banco ao lado: – qual é sua graça? mal refeita da surpresa respondi-lhe seco: – maria!  muito prazer! queirós! (o prazer era unilateral)! revista… rápido, rápido. tento ler. sem sucesso. – é falta de educação estar a ler quando os outros perguntam o nome e querem conversar- queirós dixit! – eh, lá! querem ver que temos cena?- eu a pensar. adverti queirós de sua graça, que me deixasse em paz. queria ler e fazer a viagem calada. a partir dali foi uma inquietação.  tive de me levantar, recorrer ao meu lugar do bilhete, e comentei com a pequena que já tinha percebido a razão da sua saída.  pedi ao revisor que tratasse do assunto. acrescente-se que não quis acreditar que queirós era um incómodo para os (as) passageiros(as). por fim, lá percebeu, levou-o para a carruagem do pessoal da cp.  consegui chegar sã e salva. à saída em campanhã, mil olhos como um radar. do queirós nem sombra. nunca mais fui ao porto naquele horário, não fosse o diabo (isto é, o queirós) tecê-las!

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8 thoughts on “viagem atribulada”

  1. Ahhhh caramba! Queiroz vá-de-retro!!

    Eu tinha uma táctica infalível nos meus anos de estudante, em que passava 8h fechada dentro dum expresso para ir e vir a casa, para afastar esses indesejáveis… era o meu walkman! Uma vez apanhei um chato de galocha e apesar de não ter pilhas na maquineta, fingi que estava a ouvir, mantendo os phones nos ouvidos! Foi remédio santo!

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