crónicas

ele, 2014, vem aí

caríssimo 2014,

a escassas horas da sua chegada, espero que venha com vontade de ser bonzinho para todas as pessoas que ainda encontram motivos para festejar, e mesmo para aquelas que, por qualquer razão, não andem com a mesma vontade. entenda que os seus familiares pretéritos não nos deixaram assim muitas saudades. por outro lado, os seus familiares vindouros  põe-nos nervosos…vá-se lá entender. amanhã, de qualquer modo, quando derem as doze badaladas, já se sabe, espera foguetes, tchins tchins, beijos e abraços, gritos e assobios, muitas palmas e insanidade, é o normal. rituais que ninguém percebe, mas que cumprimos à risca. ah! e passas! também entram nesta lista. depois, instala-se com validade de 52 semanas, 365 dias e um ror de horas e minutos. pense bem na forma como se vai dar por cá, e faça lá a vontade a quem quer ir aos mercados um pouco lá mais para diante. também há muita vontade de ver pelas costas uns “amigos” que nos têm  visitado com um acerta frequência, leve-os com gentileza e simpatia. temos fama de bons hospitaleiros, mas tanto tempo, cansa. quanto a resoluções, aqui, para o meu lado, por favor não estranhe eu não me pronunciar. tem uma explicação: quanto mais planeio fazer, menos me corre a contento, daí que, agora, é um dia de cada vez, e olhe que são 365. por isso, vamos com calma. parece-me que já não vou maçá-lo com mais conversa. permita-me desejar-lhe uma estada feliz, de modo que possa despedir-se daqui a um ano com saudades deste punhado de terra que dizem estar à beira mar plantado. seja muito bem-vindo. e para quem tem tido a amabilidade de por aqui passar, oxalá sejam felizes nesses 365 dias que se aproximam.

tic tac…

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crónicas

compras e saldos

e eu estou aqui à volta de um relatório, cuja data está no limite de entrega. geralmente não me atrapalho assim muito, muito com as palavras, hoje, parece que encalhei. eu percebo. está a ser feito de má vontade, e ainda por cima, sem préstimo absoluto nenhum. é  só mais um papel que  a burocracia requer. a minha concentração está abaixo de zero, até porque ouço um apelo, bem lá do fundo da minha genética consumista …”saldos”…”sales” “soldes”, chega-me em versão multilingue…e não lhe posso dar ouvidos. para já, recuso-me a entrar naquela loucura que leva as freguesas à histeria…não, não vale a pena. até porque esta realidade ilustrada é-me muito familiar, por isso vamos acalmar que os tempos estão difíceis. Imagem

mas não era de todo, uma má programação para a última segunda -feira do ano. vou pensar.

sábados

e 2013? hein?

estava mesmo para não ceder à tentação de fazer o balanço do ano relativo à minha pessoa. mas algumas das minhas convicções  são como as promessas dos políticos: são para esquecer. então, lá vai, a saber: janeiro com 31 dias, mês dos saldos, os quais correram muito bem, mas fez frio. fevereiro, o mês mais curto, fez frio e houve carnaval. depois veio março, 31 dias, já  anunciar a páscoa.  fez frio e foi desagradável. abril: festa. tenho dois aniversariantes cá em casa. um fez drama, porque lhe custou chegar à idade que tem no cartão do cidadão, a mais novinha do agregado familiar atingia a maioridade, caso ainda vivêssemos no tempo de antigamente, que era aos 21. ah! e fez frio.  a caminho de maio,mais 31 dias, todos contentes, já julgávamos que a primavera vivia entre nós, mas não. fez frio. até choveu. junho. junho é que era, mês dos santos populares, aí é que se ia ver. afinal fez frio e chuva. julho, mais 31 dias, não ia escapar. pois não. de repente, uma torreira digna de registo, que andou por aqui intermitente. e veio agosto, 31 dias. a praia. isso é que foi bom. ah! não esquecer grande efeméride:  nasceu este blog que apelido de  fantástico, único e difícil de igualar. setembro, mais 30 dias, agora de agonia, pois dava-se a famosa rentrée. outubro, mês muito lindo. o mês do meu aniversário. 31 dias de grande beleza, em que a cor das árvores se dignificou em tons ímpares, para receber a minha nova idade(não revelo para não assustar os mais sensíveis). novembro com mais 31 dias passou  a correr e veio dezembro com o natal a marcar presença. frio e chuva. e neste 12 meses, tirando o facto de terem aumentado os meus cabelos brancos, tive trabalho, saúde, e alguma boa disposição para ir aguentando tantos desvarios  com que nos presenteiam. apesar da monotonia, o “balanço” é positivo.

crónicas

bimby, novo tema de conversa

estalou mais um tema de conversa que não nos deixa indiferentes; robots de cozinha. em especial, a rainha dos gadgets culinários: bimby.  há um jornal americano na área da economia que faz alusão ao “basbaque” que os invadiu ao perceberem que gostamos de cozinhar e comer, não em qualquer panela de alumínio, (onde é que isso já vai) antes em robots de cozinha. e dos caros. sim, que nós não somos uns quaisquer. quando compramos, é a sério. a partir de agora, quem não tem uma bimby na bancada da sua cozinha não é ninguém. isso, e uma playstation 4 no quarto dos miúdos. eu estou tramada. não tenho cá em casa, nem uma coisa nem outra. passarei a fazer parte de um grupo marginal, mal aceite pela sociedade em geral, e pelos meus amigos em particular. é que, na realidade , estou rodeada de bimbyodependentes” . como poderei entrar neste círculo restrito elitista, se eu faço leite creme num tacho? (vá que é  de inox ou ferro fundido, não estou totalmente no fundo da cadeia do trem de cozinha), mas mesmo assim… e a sopa? demora vinte minutos, mas sou eu que tenho de controlar o tempo. e o bacalhau com natas? em que tenho de avançar manualmente com todos os procedimentos? mas não vou deprimir!!! vou tentar impressionar o meus amigos com a minha máquina de cozer a vapor, apetrechada de três andares em acrílico de boa qualidade, com o meu ferro de passar na vertical, com a minha panela de cozer arroz (sim, que eu não faço arroz num tacho qualquer…) e mais , esta panela está preparada para “cenas de sushi” . ah! pois é ! cá em casa não se brinca em serviço. perante este desabafo fiquei agora muito mais confiante para enfrentar 2014. que venha. estou preparada, tachos não me faltam.

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“você tem uma mensagem”

é só um filme com o Tom Hanks e Meg Ryan. mas gosto de o ver e rever; mete livros e livrarias, um tipo de loja que, desde sempre, eu achei que devia ter. desde pequena é assim, uma espécie de sonho. nunca concretizado. imagino-me a ter uma salinha para contar e ler histórias a verdadeiros interessados, daqueles que não interrompem, e reagem à inflexão de voz, vibrando com o final. mas isso é só no meu imaginário, e foi coisa que nunca pedi ao pai natal. não sei se teria eco nos itens que se podem pedir…mas, pronto, já estamos a 26 de dezembro e é tempo de pôr a vida em dia. há por aqui um aspirador que vai ser posto à prova.

crónicas

25 de dezembro

já a acabar, em fase de balanço; comer, abusar, arrepender, mas, continuar, e agora mesmo a caminho do fim, depois de uma pequena e ligeira sesta, já me metia de novo a abusar. mas não. prevalece o bom senso e bebe-se chá, e sem açúcar. a chuva e a trovoada súbita, pediam era um chocolate quente, mas o chá também vai bem para manter os níveis. votos que tenha sido um dia bom para todas as pessoas que, desde o meu início nestas lides (agosto 2013), tiveram a gentileza de vir até cá, ler e apreciar. obrigada. feliz natal.

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