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“senhor dom”duarte

um pequerrucho com dois anos e meio e quase 90 centímetros de altura filho de uma colega, Duarte de seu nome, visitou-nos hoje de manhã. interpelado pelas colegas de sua mamã sobre o que ia fazer quando saísse dali informou-nos que ia ao continente. nessa altura perguntei-lhe que compras pensava em fazer, ao que respondeu prontamente: -“detergentes”! aproveitando a ocasião, questionei sobre o melhor produto dentro da gama . respondeu-me : – “woolite”. ainda argumentei que talvez o skip não fosse mau de todo. sendo um técnico especializado no setor, abanou veementemente a cabeça dizendo que não. não discuti mais, pois parecia-me uma batalha perdida. já de saída informou que ia comprar um camião, um volvo, que era o melhor que havia, embora já tivesse um “rover”. na despedida perguntaram-lhe se ia passar por determinada rampa e descer por lá, ao que respondeu que não, pois estava “escorregadia”. e pronto, dez minutos de puro prazer a ouvir um petiz deste tamanho, conversando desta forma, até permitiu que o tempo passasse mais depressa. as minhas sextas -feiras, já de si muito boas porque antecedem o fim-de-semana, otimizam-se com episódios destes.

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marcações por telefone

é preciso marcar uma consulta. – “ótimo, o contacto está aqui, já encontrei!”- diálogo interior. já estou a marcar o número, já se ouve chamar e após um minuto e dezasseis segundos, o telefone entra-me no ouvido com um som, bip, bip, bip, que é como quem diz, “estou desligado por uma mão que não quer chatices a esta hora!” ” – impossível! não atendem…?”- agora estranhava, e voltei  a ligar. já se ouvia outra vez o som de ligação efetuada com êxito, e um minuto e dezasseis seg…- têm razão, já me estou  a repetir. mas não desisti. era estranho. já tinha feito outras marcações por telefone… o que se passaria? nova tentativa. esperei, esperei… só que desta vez, ouve-se a voz inconfundível de uma gravação profissional que foi feita para irritar, e que toda a gente conhece a lengalenga. se for para tal, marque 1, para outro tal, marque dois, e se por acaso já está há tanto tempo à espera que até já lhe nasceu um dente do siso , não desista e fale connosco. meus senhores, falo convosco quando tiver tempo de ir aí pessoalmente e puder “desancar” de viva voz em tom sibilino, cortante e voz sincopada a pessoa que não atendeu em conformidade, e quando o fez, não me deu boas notícias. consultas naqueles dias, não obrigada! não posso. e se o dente do siso que entretanto me nasceu enquanto esperava ser atendida me der cuidados, esperem pela pancada. 

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perfumes

é preciso ter um bom nariz para perceber do assunto. eu, como boa desfavorecida ao nível do olfacto, tenho dificuldade em prececionar se o aroma libertado é mais adocicado, mais floral, mais seco, e por aí…mas lá vou tentando acertar na fragância que  poderá ser mais acertada para mim. quanto aos frascos, há alguns que me conquistam logo, mas depois não dá comigo, outros fazem o pleno. foi o caso deste, que não traz o peso channel, ou dior consigo. roberto verino de seu nome, é uma beleza em todos os aspetos.

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infelizmente acabou. guardei o frasco.

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e era agora que…

eu ia ver o resultado do sorteio do euromilhões e, de repente, tinha ficado excêntrica. por isso, quando chegasse a casa do trabalho (não há aqui incongruência, posso  exercer a excentricidade como muito bem entender. até posso continuar a trabalhar só para irritar quem me paga o ordenado, e ia mesmo irritar, olá se ia…), e dizia eu, quando chegasse  tinha assim um mimo destes à minha espera (paisagem incluída). dava logo outro élan à expressão “home, sweet home”!

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