desabafos em rodapé

fiz-me à cidade

nem mais. céu carregado de nevoeiro. a chuva faz-se sentir naquela forma de pingos muito magrinhos e muito fraquinhos, mas que todos juntos formam uma frente que obriga a abotoar qualquer que seja o agasalho que nos acompanhe num dia destes. tudo isto só para dizer que fiquei com o cabelo numa lástima, valeram-me as minhas galochas que me permitiram passar por duas poças de água que fiz questão de pisar com alguma discrição, note-se. já há algum tempo que não conseguia aproveitar uma tarde de sábado só para os meus devaneios. calhou hoje. apesar do tempo…ficar em casa, hoje, não foi opção. agora são horas de um chá, vai sempre bem. 

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(não) visado pela censura

bom dia. perante a data, 25 de abril, é difícil para mim não lhe fazer uma breve alusão. breve, porque, há milhares de opinantes que irão escalpelizar 40 anos sobre o acontecido em textos eruditos e muito bem escritos. eu só quero deixar o meu agradecimento ao Capitão Salgueiro Maia e a todos os seus camaradas anónimos que participaram de uma (revolu)ação que podia não o ter sido. com todas as portas que abria, elejo a liberdade de expressão como aquela, pensava eu, que haveria de promover uma sociedade esclarecida, justa, dona de uma opinião pública construtiva, interventiva e inteligente. se assim se conseguisse, teríamos um país a que se calhar passaríamos a chamar civilizado, tal como caracterizamos outros. afinal enganei-me. (não me apetece analisar o ADN português para chegar às razões desse “inconseguimento”)!

livros, música, cinema, rádio, jornais, revistas, mentalidades, a censura tinha um manto que tudo cobria…

 um bom dia para todos

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quem és tu miúda?

pontinhos brancos, pontinhos pretos…é uma menina! acabou-se. era mesmo verdade. os bebés não vinham de Paris numa cegonha . desfez-se um mito.

Sem título

e no dia 24 de Abril de 1992 acontecia um momento irrepetível.

era uma vida a começar. e num balbuciar de coisa nenhuma e com tanto significado. era uma vida a querer singrar num corpo pequenino que acabara de nascer. era uma vida a iniciar uma caminhada com sentido e direção. era uma vida num sorriso que ninguém via a não ser eu. era uma vida que eu contemplava. era uma vida a preencher mais duas que a desejaram. era uma vida a querer fazer-se gente. era uma vida pronta a crescer, desejando que a vida seja mais do que dias passados à espera continuamente, receando o futuro, e não vivendo o presente. e a vida foi acontecendo, crescendo, e fez-se  plena existência. parabéns Filha.

24 de Abri de 2014