desabafos em rodapé

a rua como terapia

em passadas largas junto ao rio, o vento que sopra aligeira os pensamentos. eu voltei mais leve. a rua como terapia; barata e funcional.DSC00025

a água corre por onde muito bem lhe convém, e há quem aproveite momentos em grupo para passar o tempo. aqui estão eles, branquinhos e bons nadadores. ajudam a otimizar a foto.

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sinto a alma embaciada

bom dia. amanhece claro com o sol a despontar entre as nuvens, é segunda feira, e o trabalho até está bem encaminhado. mais ou menos. ainda tenho alguns pendentes que deveriam já estar arrumados, mas são de tal modo fastidiosos que vou protelando. tenho que os fazer, é certo! mas então…como se desta forma me aparecessem feitos. é que hoje, ainda continuo sob o efeito dos dramas noticiados. sinto a alma embaciada. mas como diz aquele cliché ” a vida continua”, e eu tenho que me fazer a ela. boa semana. boa segunda -feira!

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domingo carregado de luto!

e um dia que podia ser alegre e bem disposto é atravessado por notícias tristíssimas. mães e famílias; umas mais anónimas que outras  carregam  hoje todo o peso da dor que é perder um filho.  desde o acidente com a moto quatro (penela), passando pelo incêndio na damaia, até à morte do filho da jornalista  judite de sousa, fica um rasto de desgosto muito profundo.

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então, e por aí?

por aqui choveu, fez vento, e o sol apareceu em momentos, tipo assim, flashes. depois, na farmácia, onde tive de ir à tarde, não fazia vento, nem sol, nem chuva.  eu entrei. já lá estava uma utente (parece que é assim que podemos ser denominadas), que fazia esforços hercúleos para que a moça que a atendia falasse baixo, ao dar-lhe tantas explicações à medida que brandia o medicamento. estávamos só as três. eu esperava pacientemente que alguém viesse até mim, para suavizar aquele constrangimento, pois nitidamente a moça utente não queria o seu assunto bradado pela moça farmacêutica, assim para quem quisesse ouvir. e aí, eu, ainda por atender, lá fui “charicando” todos os produtos das prateleiras próximas dos meus olhos. sinceramente, não percebi o que se passava. esforcei-me por ignorar, mas considero que haveria de existir um canto mais reservado para poder atender pessoas que requerem alguma privacidade. se calhar até há. ali, é que não houve lugar para tal.

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Portugal e os milagres

esclarecimento breve: não sou especialista em futebol (não tenho sequer um clube de eleição), mas hoje quero ser comentadora de bancada, vou começar. ah!, abrir parênteses, esta análise é científica, tem matemática e tudo, fechar parênteses. nestes últimos dias, por culpa do grande evento desportivo em terras de vera cruz, a matemática e a crença em factos sobrenaturais opostos às leis da natureza, vulgarmente conhecidos por milagres, têm andado de mãos dadas, quais crianças de jardim de infância em visita de estudo. agora eu em refexão profunda; a racionalidade dos números, aliada à subjetivade milagreira, deu-me para pensar que se calhar  vivo num país de pataratas. por exemplo, só para citar assim de repente; vem o instituto de estatística e aponta os números das exportações de determinado semestre de forma contida, mas há imediatamente um grupo de foliões que não se inibe de falar em milagre económico, pois os números não mentem; são estrondosos, por comparação em  período homólogo. ontem, alguém ligado à governação, dizia em contexto económico que, ” os portugueses são ótimos quando estão à rasca.” ora isto deita por terra a teoria do milagre. ou então não.  depois, e agora em contexto desportivo; há menos de vinte e quatro horas, em brasília, parece que aquele grupo representante das cinco quinas estava à rasca, mas não foi particularmente ótimo, e o milagre não aconteceu. a matemática, nervosa por entrar em ação, tratou de mostrar mais uma vez que, dois mais dois são quatro. e este número é agora um bocadinho incómodo por aqui em terras lusas. os americanos também se colaram ao mesmo algarismo, mas parece que lhes é favorável. não há milagre que explique isto. é mesmo  matemática. bom dia e boa sexta feira.