desabafos em rodapé

preocupamo-nos ou fazemos um ato de contrição?

Esta semana foi em França. Foi contra os “nossos”, e as imagens da conjugação  ” je suis charlie” ultrapassaram fronteiras, para que se sinta a força dos que acreditam na liberdade, na democracia e na força da união à volta de princípios que  a Revolução Francesa instituiu ( embora também haja decapitações a contabilizar na exultação de tão nobres valores pelos revoltosos da época, mas isso são contas de “outro rosário”). Há quem faça comparações entre a atual conjuntura com a que antecedeu o eclodir da segunda guerra mundial; há quem misture no mesmo “caldeirão” países como a Nigéria, o Iraque, a Síria, a Ucrânia, o Paquistão, como possíveis fantasmas de uma terceira guerra. São interpretações racionais feitas por especialistas.  E durante a guerra fria? Já nos esquecemos de todos os atentados perpetrados por grupos radicais espalhados por esse mundo, que atuaram sempre em nome de uma causa maior? Lembro-me: o Sendero Luminoso, as Brigadas Vermelhas, o Baader Meinhof, a OLP, o IRA, a ETA, grupos extremistas israelitas, as FARC, as incursões de países estrangeiros na política interna  de estados soberanos,  a repressão das policias politicas sobre os seus cidadãos  e mais uns quantos que  a minha memória de momento não abarca.Quantas mortes a lamentar? Quantos inocentes esquecidos? Volvidas décadas, manifestam-se de novo tendências para subjugar pelo terror, em nome de quê, afinal? E aqueles que se dizem da irmandade mas mais moderados, vejo-os a condenar tais atos? Sim! Mas veementemente, ou com vontade de atuar no sentido de estrangular estas células?Não me parece! Ou são só grupos isolados a jogar num palco de morte? Depois, será fácil  retirar-lhes apoio? Será fácil neutralizar estes grupos? Há ou não há razão para grande desassossego? É que isto da assunção da supremacia moral e politica é perigosa quando se equaciona a partir de um único ponto de vista. E nós que andávamos tão contentes com a queda do muro de Berlim, com a alegada primavera árabe, (que entretanto murchou) é caso para dizer :  agora, preocupamo-nos ou fazemos um ato de contrição?

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