desabafos em rodapé

como é que passamos entre os pingos da chuva?

Considerando que esses pingos da chuva podem ser preocupações, angústias e situações que nos vão carcomendo as defesas que pensávamos possuir para enfrentar vendavais, como é que passamos entre eles? Driblando? Ignorando? Ou arranjamos um chapéu grande, que depois de aberto não permite que nos atinjam? Talvez nos salpiquem só um pouco. Se chamarmos à conversa uma certa propensão para ser sensível com o sofrimento de outrem, carregando-o como se fosse nosso, é aqui que dizemos que tem de haver um equilíbrio entre razão e coração? E onde fica a razão? Naquele órgão que a poesia ignora, por ser demasiado cientifico e muito dado a experiências, ao qual resolveram chamar cérebro? Esse que dizem ser gerador de comportamentos? O patrão que dá ordens específicas? E o coração fica entregue a uma retórica cheia de recursos de estilos, muito acarinhado por poetas, escritores e músicos pela variedade de obras que ajuda a produzir? O coração, lugar recôndito, onde é passível caberem histórias matizadas de cores e amores? Não sei se da chuva, ou da possibilidade de uma previsão de baixas temperaturas, a esta hora, nisto de equilíbrio entre razão e coração, estou mesmo balançada!

razão e coração

imagem via pinterest

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9 thoughts on “como é que passamos entre os pingos da chuva?”

  1. Não é um balanço fácil…ainda que ultimamente tenha questionado muito se esse balanço é efectivamente bom…tudo o que de bom tenho tido nos últimos tempos foi por decisão do coração….o que me atormenta cada vez mais advém de uma decisão da razão…onde ficamos? Não sei….

  2. Mia, a imagem é muito inspiradora… Ainda p’ra mais para quem se encontra no mesmo dilema que o seu… E digo já que este é um dilema do caraças (perdoe-me a expressão)… Mas a foto diz tudo, equilíbrio entre os 2, muito difícil de gerir, eu sei, mas com jeitinho, com calma tudo se encaixa!!!
    Beijinhos muito grandes***

  3. Mia seguindo o meu exemplo em que vou passando entre os pingos da chuva, sim é assim que considero o meu percurso de vida, temos apenas que enfrentar a chuva com a razão de um lado e o coração do outro, molhas-te mas há pingos que nunca te irão tocar…
    Bjo

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