desabafos em rodapé

estamos em contagem decrescente

a miúda  cá de casa está em preparação para seguir de malas aviadas por essas fronteiras europeias, ao encontro de amigas que já foram primeiro, e se instalaram em experiências que dizem ser muito fortalecedoras. Isso eu compreendo. O que me está a inquietar um pouco, um bocadinho, vá, muito, vem em golfadas, é a preocupação de a saber em trânsito entre aeroportos e estações ferroviárias, principalmente numa altura em que as notícias nos fazem estremecer. contudo, bem vistas as coisas, as notícias todos os dias nos sacodem. partilho da preocupação da rainha ervilha e, com ela, estou na crença de que vai correr tudo bem. por agora, foi só este bocadinho. na sexta -feira terei de certeza palavras em torrente, para travar algum soluço mais insistente.

mals e armários

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31 thoughts on “estamos em contagem decrescente”

  1. Saindo-nos para longe das asas, quer seja pelos melhores e maiores motivos, o coração não deixa de mingar!
    Força Mia!
    Abraço apertado

  2. Coração de mãe apertadinho!
    Já falta pouco para o meu começar com essas experiências e só dele falar já me aperta o coração.
    Vai correr tudo bem, vai ver! Força!
    Beijinho

  3. Ainda não conheço este tipo de aperto no coração, mas dói só de pensar mo que o futuro nos reserva… de forma racional, compreendo a necessidade de partir em busca de um presente/futuro melhor, de partir à aventura, de encher várias malas com experiências únicas e enriquecedoras… de forma emotiva, não consigo desfazer o nó que se dá quando ficamos longe dos nossos… Muita força, Mia, para ti e para o teu rebento! E muita, muita sorte!!! Bejinhos!

    1. soni, neste caso, a miúda vai em viagem turística, e não anda por lá uma eternidade. mas… é que temos sempre ido todos, que não somos muitos, mas vá! agora; chegou a hora de querer ir sozinha. não vou, nem posso dramatizar. é só um bocadinho de preocupação.
      beijinhos

  4. Coração de mãe sofre………..
    Mas vai correr tudo bem, claro que vai! Pensamento positivo 🙂
    Desejo tudo de bom para a sua filhota, uma experiência enriquecedora com toda a certeza…
    Beijinhos*** E bom Carnaval!!!

  5. Já diziam os REM que é mais fácil deixar do que ser deixado… Mas vai correr tudo bem! Ela vai voltar com mais responsabilidade, mais experiência e de certeza mais agradecida por lhe terem dado a oportunidade de fazer isto. Boa sorte para as duas!

  6. Olá, Mia !

    Coração de pai sofre !
    (não pode ser um blog só de meninas ! 🙂 )
    Já me aconteceu o mesmo ( filho em Erasmus ),mas desde que haja confiança e que tenham juízo é muito bom para eles .
    E possibilita -lhes crescer !
    Faz parte da vida,mas que custa…custa.
    Tomara eu que tivesse sido assim comigo…eram tempos tão diferentes e tacanhos.
    Vais ver que irá ser um sucesso ,e as saudades fazem-nos bem !
    Tudo vai correr bem !
    Beijo,
    José

    1. Muito bem visto. Este espaço precisa de mais opiniões masculinas. Venham elas. Agora, no que toca a vê-los ir sozinhos, mesmo que por pouco tempo… enfim, é isso, faz parte da vida! custa, sim, é verdade! mas vai passar rápido! obrigada!
      Beijo
      Mia

    1. Olá Elisa. Chegada a hora, “coração ao largo” . Embora já esteja fora de casa há algum tempo, tem sido cá, está a duas horas de distância, mas assim, masi longe, mesmo que por pouco tempo…
      Beijinhos

  7. Oh Mia, partilho da mesma inquietacão, a jovem cá de casa também voa pelos ares, neste momento… eles estao mesmoooo bem é em casa! Ponto 🙂 Perdoem o desabafo, que não passa disso 🙂 🙂
    Beijinhos

    1. É o curso natural da vida, parece frase feita, que é, mas não há volta a dar! Ela, com nervos pela ansiedade e vontade de ir; nós, com os nervos pela ansiedade de a vermos ir! vida! vida!
      beijinho

  8. Lembras-te da Gaivota que voava asas de vento, coração de mar, como ela somos livres de voar? Claro que lembras Mia, para quem parte, em turismo, em Erasmus, em Inove, em trabalho é sempre uma aventura, para quem fica resta o medo e a saudade…
    Não me esqueço que no dia em que fiz cinquenta, fui eu mesmo levar o meu filho para uma aventura de dois anos de assistente de bordo da Ryanair, todos os dias me vinha à cabeça a dificuldade que ele tinha para se instalar algures no norte sombrio da Alemanha e dos voos que constantemente fazia e não tirava os olhos do Individual plan que ele me enviava mensalmente com as siglas FR, BRE, TMP, STN,MAN,HNN, OPO, MLA, EDI, BLQ, BGY,etc, tudo seguido de números e ora estava na Irlanda, ora na Finlândia, ora em Marrocos, nem nos HSBY ou seja Home Stand BY me despreocupava porque podia ser chamado para substituições, apenas me acalmavam os OFF e as HOL (verdadeiros descansos ou férias)…enfim, acho que envelheci durante algum tempo mas verifiquei que após a sua saída para trabalhar em terra, longe dos aviões e na nossa Lissabon(agora atemoriza-me que possa acontecer um terramoto, credo) continua a ter hoje grandes amigos com quem ainda convive.
    Portanto Mia, liberta o pensamento e deixa que ela cresça de forma livre especialmente na sua vontade de viver.
    Beijinho

    1. lembro-me da Gaivota, da Cotovia e da Andorinha, todas protagonistas de grandes histórias com muitas palavras e frases poéticas. Aqui, as siglas registadas são um pouco assustadoras, não admira um pai ficar agarrado a uma sensação de desequilibro constante; por um lado sim, tem de ser, por outro quereremos proteger. daí que não queiramos abrir frestas, quanto mais portas. Mas depois uma rabanada de vento, quer dizer, é o tempo que chega e chama. Obrigada pelas tuas palavras.
      Beijinho
      Mia

    1. A sério, Leandro? Que pena, um país que considero tão extraordinário. Mas aqui na Europa, há uma zona que chamamos de Europa de Leste, designação herdada de quando existia a chamada “cortina de ferro” que mantém o estigma de terra perigosa! Mas vamos ter calma!

  9. Eu fui Erasmus e não me ocorreu o que os meus pais poderiam estar a sentir por ver partir a filha única, por nove meses. Brevemente, o meu filho único, com 13 anos, irá deixar-nos, pela segunda vez, por duas semanas, para ir para terras de Sua Majestade. Custa muito, mas é assim que eles aprendem a viver e a sair de debaixo das nossas saias, tal como um dia nós fizemos.
    Tenho que me dizer isto mesmo amiúde, sabes? 🙂 Mas não é nada fácil deixá-los voar, não…

    1. Pois é. Não é fácil. A minha, também quis ir com essa idade para Inglaterra durante o verão para aqueles cursos, mas depois, acabou por desistir! Mas esta façanha de viajar sozinha anda a perseguir-me há quase dois anos. O ano passado escusei-me com o problema da Ucrânia, afinal mantém-se, e como vai até à Polónia! Que fazer? Ter calma! Também tenho de me dizer isto amiúde! 🙂

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