fiquei muito sensibilizada com o facebook

eu e o facebook conhecemo-nos há dois anos. não o trato particularmente bem; não lhe dou atenção devida, nem mimos traduzidos em centenas de likes anuais. não sou boa cliente, e nem sequer o referencio em conversas de circunstâncias. visito-o regularmente , mas apenas de passagem sem me demorar em salamaleques e reverências.

no entanto, ontem, dia 30 de março, fui presenteada com uma atenção inesperada. na tal visita de passagem, reparo que o mesmo, me chama a atenção de forma delicada para uma fotografia que publiquei há dois anos, acompanhada de um texto muito pouco elaborado. por que razão o terá feito? política da empresa, ou surge como um alerta, para eu melhorar a qualidade do que para lá envio? vai ser difícil; é que isto com  a idade tem tendência  a piorar. fica aqui a memória a que disto mais de 700 dias.

Pombos. Animais ligados à natureza esvoaçante. Hoje, numa cidade do centro do país, junto de uma paragem de autocarro, julguei estar a viver as sensações da moça do filme de Hitchcok, em Bodega Bay. Eles eram muitos… voavam à minha volta,cercavam, e uma vez no chão, atrevidos, lá vinham eles com a cabecinha a dar a dar na minha direção. – Xô!!! bichinho de perna curta e cabecinha desengonçada!

pombos

não gosto de pombos; voam muito baixo e, por vezes, têm o péssimo hábito de nos presentear com produto pouco recomendável.

nota final: não me parece que valesse a pena darem-se  a tanto trabalho por tão pouco. mas, às tantas, é assim que fidelizam a clientela.

“mas as crianças, Senhor, porque lhes dais tanta dor?!…”

Augusto Gil que me perdoe por me ter apropriado de forma tão despudorada  de um verso seu em “Balada de Neve” , para intitular este post, mas não me ocorreu outra ideia. Depois de sabermos pelos jornais, reportagens, documentários, livros e noticiários televisivos que os cenários de guerra trazem sofrimento e dor, esta fotografia encerra um turbilhão de parágrafos. Por melhor que fosse a prosa utilizada, não seria suficientemente pungente.

Menina a “render-se” perante máquina fotográfica torna-se símbolo do drama na Síria

menina

a notícia lê-se na revista VIsão

por mais Sol que esteja, fiquei com a alma ensombrada.

“bela adormecida”: razões que nos podem ter escapado

Os irmãos Grimm, conhecidos por nos terem deixado como património um acervo de histórias todas elas muito bem contadas, relataram-nos os episódios ligados a uma princesa que, por maldição de uma bruxa má, invejosa e mau carácter , fadou o pequeno ser a uma terrível maldição. Como toda a gente conhece sobejamente os detalhes da mesma, sabe que tudo acabou muito bem: beijo da praxe com o candidato ideal, todos os obstáculos bem espinhosos completamente derrotados. a terminar, o inevitável; “viveram felizes para sempre.” depois, remeto-me para o dia 30 de março de 2015 e leio isto:

CAZAQUISTÃO: O ESTRANHO CASO DA ALDEIA ONDE AS PESSOAS ADORMECEM DURANTE DIAS

 após as considerações científicas veiculadas pelo artigo, acudiu-me à cabeça uma teoria quase diria capciosa…senão vejamos:

após a minha estupefação, cogito: quem sabe se, já no tempo dos manos Grimm, lá pela alemanha de outrora (considerar a denominação geográfica e a toponímia correta dá muito trabalho e não carece), dizia eu, pois quem me diz  que não houve por lá casos de adormecimentos estranhos, causados por fenómenos que à época não teriam explicação científica por falta de meios e conhecimentos, e nós a pensarmos que a tradição oral, e o esforço destes dois académicos com imaginação prodigiosa, afinal, estariam a incluir no fantástico algo muito parecido com o que se lê no artigo? eu, deixo a questão em aberto. 

convenhamos que para início de semana é um contributo muito válido, muito rico em conteúdo e não nos deixa indiferentes, verdade?

bela adormecida

parece-me que os príncipes encantados (cientistas e autoridades competentes) que tentam acudir ao fenómeno atual,  em vez de beijos, oferecem realojamento. realidade distinta que esperamos, no entanto, tenha final feliz.

bom dia

nota final: escusam de me vir dizer que o conto dos Grimm se baseia numa história de um outro autor mais recuado na cronologia…e etc! fui eu que tive esta ideia e gosto dela! tenho dito.

naturalmente ao serviço da comunidade

chamam-lhe escova lava-garrafas, tem nome científico parecido com instituição patrocinada pelo estado (Callistemon spp) e é de origem australiana. esta  árvore  vive numa rua junto à minha, e só agora reparei nela. as flores, parecem escovas, daquelas de lavar garrafas, daí o nome popular que lhes é dado (segundo consta numa informação que recolhi). a que tenho cá em casa, comprada num super mercado, imita-a na perfeição. resumindo; criativos deste mundo, dizei-me: basta estar atento e a criação acontece?

escova

escova 2

na indústria, foi só substituir o material.

escovas 3

estas descobertas ao domingo, imprimem uma dinâmica extraordinária,  a um dia parcialmente céu encoberto, parcialmente solarengo, totalmente fastidioso.