desabafos em rodapé

amizades tóxicas

li, não sei onde, algo parecido com isto: “há aqueles que entram na nossa vida para a melhorar,  e outros que saem dela para a melhorar ainda mais”.

Desconheço quem escreveu, mas não podia calhar-me melhor. Em tempos, mantive uma amizade, por conta de uma amiga da minha filha. Durante muito tempo, permiti-me aquele convívio, que me parecia bastante normal; a pessoa (adulta) era uma mulher divertida, inteligente, e as miúdas pareciam dar-se bem. Cá em casa havia quem, de vez em quando, me alertasse para algum desequilíbrio que lhe parecia evidente. Eu achava que era implicância de homem (marido) com amiga de mulher. Mais tarde, tornou-se de tal modo tóxica esta amizade, que foi necessário pôr-lhe um fim. Não correu lá muito bem. Houve um outro episódio menos feliz. De algum modo, a esta distância, sinto que fui um pouco marionete sem me dar conta. A manipulação foi latente, só eu é que não a vi! Que azar, podia ter evitado dissabores, não para mim em particular, mas para a miúda, minha filha, que acabou por não retirar nenhum benefício daquela amizade com outra miúda da mesma idade. Hoje, há ressentimentos. E arrependimento. Se eu não me tivesse aproximado…se eu me tivesse mantido objetiva…se…se…fico sempre neste impasse, nestes “ses”, de cada vez que este assunto me vem à lembrança.! Não gosto de manipulação nem de ser joguete, e no entanto, aconteceu-me. Deixa-me algum “amargo de boca.”

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31 thoughts on “amizades tóxicas”

  1. Acontece a todos Mia.
    A mim aconteceu mas foi com uma ‘colega’ de trabalho.
    Não era toxica, era venenosa. Alapou-se a mim de tal maneira que me sufocava. Em todo o lado me aparecia, em casa, à porta de casa, no café, e por aí fora. Contava-me coisas horrendas que se passavam com o marido e eu a achar que ela precisava de colo. Depois mais tarde percebi que não havia mais ninguém na vida dela. Só eu. Não foi bonito. Mas já acabou.

    1. É verdade Uva. Às vezes parece-nos que só acontece aos outros, mas já mais pessoas perto de mim acabaram por viver este tipo de experiências com pessoas tão tóxicas. Sugam-nos o que de melhor temos, e por vezes, acabamos amarguradas por sentirmos que nos falhou um certo instinto, um certo “radar”, que nos mantivesse alerta para estas sanguessugas. Acabamos aprendendo que só mesmo a experiência vivida é que nos traz a cautela para futuras situações. Bom dia. Amanhã é sexta. 🙂

  2. Mia, está visto que os maridos são perspicazes nisto das ‘amigas das mulheres’…
    O meu numa situação do género também me dizia ‘Olha que ela só quer parecer que é tua amiga enquanto lhe convém, enquanto está aprender… e quando ela não precisar de ti, vai-te calcar… Põe-te fim! E eu… Nãoooo… Ela é mesmo minha amiga…’ E assim foi! Calcou-me, aprendeu comigo e no fim ainda ficou no meu lugar a trabalhar… Já viu?
    Amizades poluídas há em todo o lado… O pior é mesmo nós conseguirmos detectar quais são!!!

    1. O pior para mim, é que de vez em quando lembro-me disto e fico amargurada: como é que eu não vi? Mas de facto, ao ler o que escreve, Joana, chego à conclusão que o problema é sermos muito crédulas, e corrermos o risco de nos tornarmos cínicas com estas experiências.
      Beijinhos

  3. Mia querida nunca ta esquecerás, sei PK tb tive uma amizade que acabou ao fim de muitos anos, se te disser 30 acreditas?
    Mas acabou e não me sai da cabeça. Tb tenho “ses” e ” porquês” e “mas” …procuro razaos e encontro-as desde o inicio da amizade. Não quis ver…
    Passávamos fins de semana juntos e foi depois de um longo passeio pelos picos da europa e a convivência de 24 horas que me abriu a mente.
    Manipuladora mandona e trata as pessoas como se fossemos crianças…e altamente egocêntrica egoísta. Só elaé que sabe, só ela é que faz só ela….
    Kis :>}

    1. 30 anos, Gi? Isso é uma vida! Deve ter feito muita mossa! Esta “amiga”, mulher muito inteligente, manipulou-me com uma mestria digna de um filme de suspense. E eu sempre a passar ao lado. E os avisos caiam constantemente em “saco roto”. E eu fico triste, porque fui mesmo amiga. Colocou-me em situações muito delicadas, onde lhe dei apoio total. Eram horas ao telefone, a depressão dela sugava-me a energia. Quando acabou fiquei muito aliviada. mas não me esquece!

  4. Mia…aprendeste e isso é o importante. será que hoje voltarias a repetir tudo da mesma forma? A vida e as incognitas (muitas), muitos “ses” e enfim, a vida é feita de encantos e desencantos, crime e castigo….e tanto arrependimento que se este matasse estaríamos todos mortos, nem me digas nada porque o que lá vai já se foi…vive o agora e espera que o amanhã seja melhor, de preferência bem melhor…beijinhos minha amiga.

    1. Aprendi sim. E claro que agora sou muito mais cautelosa. Neste momento, para minha grande felicidade estou rodeada de boas pessoas, poucas, é certo, mas chegam-me bem. A honestidade e a amizade que me dedicam vale para apagar episódios menos felizes. Depois, o que dizes é bem acertado “viver o agora” é muito mais importante!
      beijinhos e resto de um bom dia.

  5. É muito difícil esquecer quando damos tanto de nós a alguém, mas consegue-se! Também eu tive uma amizade de mais de 10 que acabou depois de eu ter dado o melhor de mim. Fui humilhada e tratada como lama da rua, sem quaisquer justificação! Andei anos com pesadelos, tive até uma depressão. infelizmente! Hoje passados 11 anos já não tenho mágoa, nem raiva, nem nenhum sentimento, estou curada deste mal. Estou também mais forte, mais segura e muito feliz de ser quem sou e como sou. Tudo tem um lado positivo, acredita :)!

    1. Lassalete, nós temos mesmo de esquecer para não sofrer. Apenas não podemos esquecer para podermos retirar ensinamentos destes erros. E concordo que tudo tem um lado positivo. .-)

  6. Assim a juntar à torrente de experiências, eu já tive uma amiga que me mentiu e disse – e actuou de acordo – que tinha cancro, é assim a única história de novela que se me passou na vida. Vim a descobrir na altura, porque as oisas estavam já a tomar contornos estranhos, que ela me queria era arrastar pra queles jogos da pirâmide e usar a minha pena para me extorquir dinheiro – o que vale é que, de qualquer forma, tão jovem, eu não tinha muito. Eu tinha para aí uns 22 ou 24 anos na altura, e ela era um ano mais velha. Há uns tempos atrás, depois de todo este rol de acontecimentos, pediu-me amizade no facebook. A lata não tem fundo nestas pessoas. E eu? Eu penso o quanto fui burra em não ver a verdade mais cedo, mas também tenho a noção de que a enganada aqui fui eu, e que não me devia sentir mal por ver o bem onde não o havia e por tentar ajudar quem parecia precisar de ajuda. Fica o ensinamento.

  7. Olá, Mia !

    Essas situações, ocorrem tantas vezes.
    São decepções que podem deixar/deixam mossa … mas há que tentar desvalorizar e conseguir dar volta ao texto.
    Tb há,felizmente, muitas pessoas boas . Por vezes ficamos cegos e entramos (sem perceber ) nesse tipo de jogo…
    Mas esse “tipo ” de gente são sempre uns “tristes “.
    O que aconteceu,aconteceu ! Falta meter a 1ª e seguir em frente !
    Siga o baile ! 🙂

    Beijo,
    José

    1. Chorar sobre o leite derramado, não faz bem a ninguém , pois não? Então, sigamos em frente, mesmo que, de vez em quando, ainda façamos marcha-atrás, mesmo que involuntariamente! Siga o baile! Siga! 🙂

  8. O que lá vai, lá vai! Se bem que há capítulos da nossa vida que, mesmo muito tempo depois de terem chegado ao fim, ainda nos conseguem incomodar… Não vale a pena pensar naquilo que nos faz mal, pois não Mia? Beijo e continuação de um bom dia 🙂

  9. Acontece aos melhores… Também já tive a minha dose. No fundo, julgo que tudo nos traz uma lição, uma aprendizagem, e um amadurecimento (por muito que não nos apeteça passar pela experiência menos agradável, faz parte…)

    1. Pois acontece, rainha.E depois, lá no fundo é mais uma aprendizagem que gostávamos de evitar. No entanto, sempre nos ajuda a prevenir no futuro fugir a situações semelhantes.

  10. Bota para trás das costas, pior estou eu que ainda não percebi o que aconteceu com uma amiga que considerava como irmã.
    Saiu do mapa e não me responde as chamadas. Ahhh mas recebe anónimas.
    Pois… já matutei para descortinar o que afinal se passou, mas não consigo.
    Então, o que não tem remédio, remediado está!
    Ela é que perde.. :^(

  11. Eu sou tão “ingénua” que me acontecem coisas desse género com alguma frequência. Só mais tarde percebo que as pessoas não eram tão sinceras como pareciam e como eu fui para elas. Pena que já seja tarde e, é verdade, por mais que se diga que o que passou, passou, não deixa de incomodar. beijinho

  12. Pelo que li por aqui já aconteceu a todas em algum momento, eu também não sou exceção. Apesar dos ses, do arrependimento e tudo o mais, é passar à frente e estar mais atenta no futuro. Beijinhos

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