desabafos em rodapé

Foi assim que aconteceu – momento embaraçoso

Ouvi logo de manhã numa certa rádio, que hoje era dia do momento embaraçoso. da impossibilidade de o fazer logo na hora, registo-o agora depois das vinte horas.

Há uns anos uma colega de trabalho pediu-me ajuda numa tarefa que, segundo ela, eu podia apresentar com outra pesrpetiva, e isso era importante para a questão. Não sabendo dizer não, anuí! Levou.me algum tempo a concluir, e na noite que antecedia a presentação, deitei-me um pouco mais tarde que o habitual para me certificar que tudo estava dentro dos parâmetros exigidos. Considerando que me levantava normalmente por volta das seis da manhã, deitar-me depois da uma da madrugada, não foi boa ideia. Cinco horas depois, o despertador tocou. Ignorei-o um bocadinho, só um bocadinho. Mas o tempo insulta-nos quando ele próprio se vê ofendido, e os ponteiros, inexoráveis, mostraram-me o erro cometido. Já era tarde: tempo apenas para um banho rápido, roupa interior e camisa foram fáceis de arrancar do roupeiro, calças? não havia tempo. Seguiram as do dia anterior. A apresentação correu muito bem e , mais tarde, fui almoçar. Por acaso sozinha, naquele dia. À vinda para o trabalho, reparei que umas pessoas com quem me cruzava, reparavam em mim de forma muito pouco tímida. Achei que algo errado se haveria de passar.

De imediato há que  reparar no fecho das calças – tranquilo- o que seria então?

Decido focar-me nas passadas que dou. O dia estava soalheiro. A minha pessoa entrepunha-se entre o astro-rei e um muro. A sombra assim projetada fez-me reparar que havia algo estranho que me saia da bainha das calças. Um rasto que parecia uma serpente, daquelas jibóias que parecem não ter fim, acompanhavam cada passada que dava. Estarrecida, estanco. Verifico  o que que se passa; tenho um par de collants azuis escuros, opacos, a descerem lentamente, a escorrerem pela perna direita em direção ao sapato, que , por sua vez, os expulsa em direção à calçada do passeio. Sento-me cambaleante sem saber se ria, se chore! Era tão nova, tão fresca, graciosa, e disponho-me sem dar conta, a ser um espetáculo quase circense.

Este episódio decorre do facto de eu ser muito distraída;

– naquele tempo usar collants debaixo das caças de ganga – a minha tiróide não me libertava de um frio polar que sentia frequentemente ;

– andar cansada,  e no dia anterior ter-me libertado das calças e dos collants, tudo ao mesmo tempo;

– No dia seguinte, devido à pressa envergo as mesmas calças, e as meias , não sei como, encostadas a uma perna das calças, não dei por elas;

Tudo se conjugou e aconteceu.

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26 thoughts on “Foi assim que aconteceu – momento embaraçoso”

  1. Ahahahaha … por momentos (a meio do texto) pensei que trazias o rolo de papel higiénico a arrastar pela rua fora. Nunca me lembraria de um par de collants. 🙂

  2. Rir é sempre o melhor remédio. Quando se é mais nova, nem sempre se encara dessa forma!
    Coisas assim acontecem-me frequentemente, normalmente já todos estão calados e eu ainda me estou a rir de mim própria!

  3. Aconteceu algo parecido…no tempo em que eu usava saiote e estando eu em frende a uma montra vejo um saiote quase a tocar o chão…era eu que tinha acabado de atravessar a rua!

    1. ah! ah! 🙂 Curiosamente ” a vergonha passei-a eu” não de porta aberta, mas sim em plena rua e à luz do sol. Ontem ao escrever isto, fi-lo a ouvir António Zambujo, músico, de quem estou completamente dependente nas minhas sessões de trabalho individuais.
      Bom dia.
      🙂
      Beijo

  4. ahahahah Mia… Adorei! E agora puxou-me aqui pela minha veia hipocondríaca, o problema do frio relacionado com a tiróide… Nunca tal me tinha acontecido, mas que tenho muito frio quer seja Inverno ou verão (lá isso tenho)!
    A partir de agora vou chamá-la de ‘Mia distraída’!!!

  5. Até que devias estar giríssima! Se voltasses a fazer essa cena hoje estavas mais preparada para observar os comportamentos das pessoas…quando alguem te abordasse dizias que é uma nova tendência entre o metrosexual e a distractline…ficavam a perceber o mesmo e tu não ias corar nem morrer de vergonha…até que já te estoua imaginar Mia.

    Beijinho

    1. Digamos que gira, gira , não estava. Talvez a dar para o excêntrico assim, numa primeira apreensão. À distância, rio-me sempre pois tenho extremamente presente esse momento!
      Beijinho.
      🙂

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