aujourd’hui, je suis Calimero

Lembram-se do patinho queixinhas ?

calimero

que passava o tempo todo  num lamento piegas e picuinhas? tudo para ele era injusto? e toda a gente o achava muito fofinho, apesar de tudo?

aujourd’hui, je suis Calimero.

estou nessa. estou farta de trabalhar. preciso de um intervalo, e qual me é oferecido? ir à farmácia comprar protetor solar, pois há quem vá precisar, e não o pode ir buscar. calhou-me a mim.

aujourd’hui, je suis Calimero.

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coisas que me acontecem #2

Vem uma pessoa muito descansada pela estrada fora a cumprir as regras – ou pelo menos a tentar – e há sempre quem goste de se colar ao veículo da frente. Portanto, a partir de agora, o veículo da frente sou eu, e o colante barra  energumeno, é o outro condutor que vem com pressa dentro de uma carrinha de caixa aberta (tenho uma afeição particular por esta categoria de veículo).

Ora muito bem. Eu venho para o trabalho. A carrinha também, e que eu saiba, o meu carro não tem nenhum íman atrás que atraia de forma irracional qualquer meio de transporte que o preceda. Aqui, começa um jogo de nervos: eu gosto de manter distância, sou por isso, obrigada a acelerar. Depois, isto acontece-me em estrada dentro de localidades com limite de velocidade: 50 Km. Depois, neste sítio, a Brigada de Trânsito viciou-se em colocar radares em carros descaracterizados e esquisitos. Depois, é vê-los lá adiante a mandarem encostar, com olhar guloso, babando-se de felicidade pelo diálogo que irão entabular, e acrescente-se o arrepio que os percorre ao preencherem aquele papelinho que nos desgraça de várias maneiras. Nem é bom falar nisso. Ora eu, não querendo ofender as autoridades, dispenso convívios desta natureza. E como é que posso evitá-los, com calhordas assim na estrada?

Por acaso, hoje correu bem. Os senhores guardas devem estar entretidos nas estradas que levam diretamente ao mar, e o meu local de trabalho afasta-se um pouco da maresia. Tem havido uma certa calma, não se têm avistado fardas e botas a condizer.

 Mas fica aqui o desabafo, pois parecendo que não, tudo isto irrita uma cidadã zelosa  logo pela manhã.

em resumo vos digo

32 graus. sol e calor. ventoinhas e ar condicionado ( onde há), pois há sítios onde esse conceito é desconhecido. Dia com mais horas que as previstas, trabalho que parecia concluído. Parecia, é o problema do ser e parecer. Agora? Começar de novo e com agenda apertada – nem transmito o que me vai cá dentro -, calor, sol, sete e meia da tarde… shhhh!

estatua

silêncio, por favor! obrigada.

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o que faz falta

“é animar a malta”,  refrão de uma música de José Afonso, que eu recrio através de sobremesas. Tendo morangos a mais, e juízo a menos ( não percebi que tinha bastantes, e ainda comprei mais), não perdi tempo a pensar e resolvi triturá-los (mente sádica). Uma vez feitos em puré, foram fazer companhia a uns biscoitos manhosos que dão pelo nome de palitos la reine. Só que  não são. Não lhes corre qualquer sangue azul, seja lá em que partícula for, e toda a gente sabe que a mania das grandezas faz sucumbir muito boa gente. Ora pois, lá íamos então no processo. Um pacote de natas transforma-se em chantilly ( e não foi na bimby), e agora vai começar o chamado jogo “por camadas”. Fácil: biscoito, natas, puré de morangos, ou biscoito, puré de morangos, natas – versatilidade, não falta – açúcar, não leva. A seguir pensei em levar para o trabalho. Como tenho reparado na tendência de tudo meter em frascos, resolvi copiar- originalidade não é comigo-, diga-se de passagem. Pensando com mais calma, ainda coloquei numa taça à moda antiga, para manter alguma tradição entre portas. Ficou assim:

a versão sobremesa laboral

270520151031e a versão tradicional: numa taça vai muito bem.

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sem açúcar.

bom dia.