desabafos em rodapé

“quem dá e tira vai para o Inferno”

Tecnicamente isto é um dogma. Apelo para a vossa instrução dogmática e confirmem-me se, o que acabo de dizer, cabe nessa definição. A que propósito filosofamos? Devido ao tempo. Segundo o calendário, o mês de junho aponta para que estejamos em plena primavera. São Pedro, o todo poderoso (ele tem as chaves do Paraíso, ele domina a meteorologia…), e talvez por isso, esteja a ficar um pouco prepotente- todos sabemos que o poder vicia e corrompe- e, talvez por isso, comete algumas ações pouco abonatórias neste segmento. Penso ter chegado a hora de lhe mandar um aviso, apesar dos enormes riscos a que me posso estar a sujeitar.

Acompanhem-me: o Sol já nos brindou, embora com algum exagero para a época, uma vez que há um padrão que deveria ser seguido, pois se olharmos para os gráficos standard, a primavera baliza-se em conversa de meteorologista “por tempestuaras amenas”, contudo, olhem para a vossa janela, e reflitam.

O que temos? veio o Sol, saiu o Sol, entrou vento, chegou chuva, acercaram-se nuvens pesadas e hostis. Verdade?

Aviso (disfarçado de interrogação):

Como é São Pedro? É para fazer birra ao Santo António que abençoa casamentos, sardinhas, marchas e pimentos numa noite eufórica para muitos? Pois se assim é, reforço: quem dá e tira vai para o Inferno. Muita atenção que eu sei do que falo.

Bom sábado

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9 thoughts on ““quem dá e tira vai para o Inferno””

  1. Querida Mia,
    Conheço “quem dá e volta a tirar ao inferno vai parar ” como provérbio popular. Da sua conversão em dogma de fé nunca ouvi falar. Mas, subscrevo a sua reclamação.
    Bom fim de semana,
    Outro Ente.

    1. Caro Outro Ente,
      Creio que algum desvario de raciocínio, provocado pelo tempo que se faz sentir em Coimbra, onde me encontro, me tenha untado de prosápia (jactância mesmo, pura basófia) e, já sem objetividade, resolvo transformar um simples adágio popular em algo mais. O facto de ter usado um advérbio a seguir à expressão, poderá salvar-me de reparos mais acesos?
      Bom fim de semana,
      Mia

  2. Tecnicamente é um provérbio, do qual conheço, também, a versão “Quem dá e tira para o inferno gira”. De resto pouco poderei adiantar, sobre santos (e respectivas incumbências) e meteorologia. Sardinhas dispenso, embora me deliciem os pimentos de várias cores. Sendo para filosofar, diria que tudo isto (aquilo que cada um diz/ pensa/ escreve a dado momento) são dogmas, os quais repudio mas sem os quais ninguém se orienta (e com eles oriento-me de forma errática). Conclusão: até me está a saber bem esta chuva assim sem compromisso, um tanto avessa a convenções. Bom fim de semana, Mia (dos santos?)

    1. Lady Kina, um provérbio? De certeza que não tem ali, algures, o seu quê de princípio fundamental? E se há aqui matéria para filosofar, eu digo que esta chuva, em si, não me prejudica a existência no meu quotidiano cheio de imperfeições, emperra-me é o normal funcionamento da psique, quando esta já está orientada para raios de Sol mais vitaminados. 🙂
      Bom fim de semana, desta que se assina,
      Mia dos Santos (verdade, mesmo !)

  3. Confesso que fequei perdido no tempo… não sei se foi esta a intenção do texto. O tempo não tem nada a ver com S. Pedro. Com Deus também não, eu acho. Ai.. minha estação do ano é o céu… kkk Abrs

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