desabafos em rodapé

Crónicas de um silêncio abençoado

Isto hoje é sobre vizinhos. “Os tais vizinhos”, os que  já foram protagonistas de dois registos que aqui coloquei. Para quem acompanha, sabe que cheguei a desconfiar existir uma micro empresa no ramo da coudelaria aqui, no prédio. E afirmei-o sem pudor, pois os treinos que diariamente era efetuados, a mim, eram-me proporcionados apenas por sensações auditivas, no entanto, isso, por si só, era já suficiente para tirar conclusões.  Dava para perceber que os pequenos póneis que ali viviam, tinham disciplina rígida no galope e no trote. Começava o treino logo de manhã, na descida das escadas, – o elevador, só para compras pesadas – e à noite, os gerentes da empresa tinham bastante dificuldade em silenciar a prole super-mega-hiper-ativa.

Entretanto, fez-se silêncio absoluto. Um  dia, dois dias, uma semana, e já lá vai um mês.  O silêncio que se faz sentir é tão notório que, não podia deixar de inquirir outros felizes contemplados, sobre o que se estaria a passar. De sorriso bem aberto, informaram-me que se mudaram. Instalaram-se numa vivenda que, por acaso, um dos vizinhos até sabe onde é, e espera que se deem por lá muito bem.

 Rogo agora  com  veemência, para que não haja candidatos ao apartamento vazio. Aquelas paredes e aquele chão conversam tão bem sozinhos.

Boa semana. Que o silêncio vos acompanhe.

pena

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21 thoughts on “Crónicas de um silêncio abençoado”

  1. os “mogli” que moram lá por aquelas bandas bem que podiam seguir o mesmo exemplo já que partilham a escola do trote e do galope… a isto adicione-se o gosto pela mudança e o constante arrastar de mobiliário e afins… ainda não eram 7h da manhã e já se trotava por aquele soalho fora 😦

    1. soni, se eu tivesse armado uma estratégia mandava para aí a receita. Mas não, sairam de moto próprio.
      Aqui também arrastavam móveis, era o galope, precisavam de espaço. Isto da coudelaria é capaz de ser um negócio em ascensão, pelos vistos!

  2. Olá Mia,

    Fico contente por si e pela vizinhança 🙂 Eu que li os seus relatos anteriores…
    Eu por cá não tenho queixas desse género, aliás até são asseadinhos demais porque hoje acordei com a vizinha de cima às 6h45 a lavar a varanda e acordei com o barulho de água a cair cá em baixo… Pronto, é assim a única coisa que dispensava, mas ao menos isso!!!

    Beijinhos silenciosos para si e desejos de uma semana tranquila***

  3. Mia, gosto pouco de silêncios e quando eles se tornam sepulcrais, aí tenho medo! Manda-me a localização exata do prédio e os custos de aluguer, ando à procura de um poiso diferente e visto que tu também és sossegada;) estou a pensar mudar para aí! Juro que não te incomodo!

    Beijinho silencioso****

    1. 🙂 🙂 Ora aí está uma boa ideia. O único inconveniente é o prédio ter uma localização longe da praia, realidade que eu sei, que muito prezas.
      Beijinhos.

      1. Ah! Pois é! Acho que só me vou mudar para aí no Inverno! Tem ar (a)condicionado ou depende tudo do exterior?
        Ospois falamos! e au matexe ai maste peie? Dete ise beri importante!

    1. Minha querida amiga, faz uma reza, uma makumba, vai ao Professor Karamba, alguma coisa se há de aaranjar. Maria, tive muita sorte. Nunca pensei que fossem embora. É uma paz, pois todo o prédio é muito silencioso, só aqueles palermas é que nos atazanavam. Que não voltem, nem eles nem outros iguais.
      Beijinhos, Maria.

  4. A Mia consegue tudo o que quer, mesmo sem fazer nada por isso! E eu até poderia dizer que estou contente por ti e tudo o mais, mas a verdade é que esse mal dava histórias bem boas.
    Desejo que, se novos vizinhos vierem, sejam excêntricos, mas silenciosos. 🙂

    1. Ola Carina. Este segundo esquerdo já teve histórias…mas estes últimos locatários eram mesmo dispensáveis! Eu arranjo histórias- elas vêm ter comigo, devo ter um íman- mesmo sem pessoas assim à minha volta!
      Beijinhos e boa semana.
      🙂

      1. Eu já li algimas histórias sobre os últimos inquilinos daí eheh! Ainda bem que as histórias te encontrem, desde que tenham todas um final feliz! 🙂 Beijinhos, boa semana também.

  5. Ai os vizinhos, Mia! Se te contasse… Temos uma história que seria de terror se nós não tentássemos desesperadamente perceber que é ridícula. No nosso caso não é barulho; é falta de educação e futebol no relvado comum, com bolas atiradas para as nossas janelas constantemente (não sei como aqueles vidros ainda não partiram…)
    Felizmente que se trata de uma casa de férias – e escusado será dizer-te que nunca mais lá pusemos os pés. 😦
    Beijinhos e parabéns por te teres visto livre desses póneis irritantes!

    1. Olá Miú, boa noite.
      Esses vizinhos são um nadinha piores…e depois, ter uma casa de férias, e não usufruir, dá pena. Pela minha parte foi mesmo um alívio. Espero que não voltem.
      Beijinhos e bom fim de semana.

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