desabafos em rodapé

preso por um fio

Todos os dias tenho a sensação que o frágil equilíbrio que vivemos, nesta Europa, à beira de uma catástrofe humanitária, se encontra numa contagem decrescente aterradora. Estará por um fio. Mas, embrulhadas nas nossas angústias tão privadas, tudo o que vemos e ouvimos, ecoa-nos momentaneamente, para logo de seguida mergulharmos no nosso quotidiano.  Receio ter já visto este cenário, embora com outros matizes, mas com consequências igualmente trágicas. No meio destes cálculos, somar a tragédia que se adivinha, às nossas vivências pejadas de preocupações, começa a ser um fardo difícil de carregar.

relógio

imagem

Advertisements

12 thoughts on “preso por um fio”

    1. Elisa, tal como as anteriores, os cenários estão já muito cheios de “adereços”, sem querer ofender os protagonistas da tragédia que nos entra todos os dias em casa.
      Um beijinho.

    1. Boa noite, Outro Ente.
      O mundo está a entranhar-se de uma forma muito violenta nas nossas vidas, que, já de si, estão recheadas de grandes preocupações. No entanto, é imperativo olhar para este cenário com muita objetividade e capacidade de resolução. Temo a inoperacionalidade desta Europa aparentemente tão una, e afinal, tão individualista.
      Um beijo,
      Mia.

  1. Uma coisa é certa, tu como pessoa sensível e atenta que és, percebes bem que há fios que esticam muito e nunca partem. Esses fios nunca são os da solidariedade e da humanidade. É pena.

    1. Uva, boa noite.
      Mais do que observar até onde o fio pode esticar, é terrível perceber que não temos capacidade de interiorizar os ensinamentos que a História nos lega. Parafraseando-te: “é pena”.

  2. Por mim o conceito “Europa” já devia ter rebentado há muito tempo. A Europa “não existe” conforme foi um dia sonhada nem monetáriamente, nem financeiramente, nem humanamente: Somos um fracasso. Por isso mais valia acabar com isto de uma vez por todas, para recomeçarmos das cinzas…Acho muita graça (não acho graça nenhuma!) à forma como se está a lidar com a situação dos refugiados, por exemplo da Síria: É uma guerra sem sentido nenhum que dura há 4, não dias, não meses, não, há 4 anos…mas só agora depois de milhares e milhares de mortes, quando os “desgraçados” nos começam a entrar pela “casa” dentro é que, de mãos alemãs na franja, “vamos lá a ver como é que vamos resolver isto!”…ora, francamente…

    O fardo é pesado sim, ainda hoje de manhã no transito vinha a pensar com os meus botões se apesar da minha vida difícil não haveria pão para mais um em minha casa…É a este ponto que se chega, conseguem fazer-nos a nós perder o sono, mas aquelas bestas, os senhores lideres europeus continuam a dormir descansados…e é isto…

    Olha, desculpa, também tu agora foste vítima do meu longo desabafo:)

    jinhooooooooosss

    1. Olá Suri, bom dia. Acabamos inevitavelmente a pensar como é que nós, cidadãos comuns, podemos conviver com tanta dor, enquanto quem decide e pode, tem a cabeça tão leve.
      Desabafa sempre que quiseres.
      Beijinhos

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s