desabafos em rodapé

ou estou muito retirada, ou não percebo a juventude universitária

Certo que a minha entrada e saída do meio universitário já se deu há uns tempos. Talvez por isso, tenha dificuldade em ver e ouvir práticas absurdas relativas a praxes. É um assunto muito discutido, eu sei, daí que, não valerá a pena, explorá-lo demais. Certo também que as loucuras aconteciam. Certo que, ser jovem, traz consigo alguma falta de serenidade para acautelar situações difíceis.

Ai! AI!

A idade não é, não pode ser álibi para tudo o que fazemos de forma irresponsável. Mais uma vez, as notícias dão conta de exageros praticados nas praxes aos caloiros. Desta feita, na Universidade do Algarve. A Reitoria diz que vai investigar. Ameaça com processos. O “medo” deve estar instalado entre os autores da iniciativa. Imagino já, as noites mal dormidas até à conclusão dos mesmosE Porquê? Porque estão muito familiarizados com estas situações, e com as consequências das mesmos, que têm vindo a colocar ordem nestes exageros. Houvesse agora, um sinal de pontuação que traduzisse a ironia de algumas expressões, ficaria com o texto completo.

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4 thoughts on “ou estou muito retirada, ou não percebo a juventude universitária”

  1. Acredito que, agora, só criminalizando estes actos irracionais se poderá terminar com a prepotência dos praxistas.
    Chegou-se a um extremo de insanidade incompreensível!

    Beijinhos, Mia. 🙂

    1. Também partilho dessa opinião. Enquanto se tolerar este prática com a desculpa que são jovens , e que basta uma advertência para evitar abusos, teremos sempre notícias destas a desgastar-nos. Imagino a angústia destes pais.
      Beijinhos, Maria Eu.
      Bom fim de semana,
      Mia

  2. Mia, estive numa situação de angústia destas… ainda não recuperei, totalmente. 😦
    A filhota (caloira) na Covilhã com praxes noite dentro, até de madrugada e com aulas a sério, no dia “seguinte”. Não sei se chegou a deitar-se, em 5 dias seguidos, veio estoirada no fim de semana, doidinha por dormir. Não me disse quase nada, para não me afligir (presumo). Ganhou coragem e disse: basta! Perdeu uma semana, mas já não perde mais, prometeu. 😦
    Fiquei revoltada, indignada como qualquer mãe, como qualquer pai. Os caloiros procuram integrar-se, fazer parte do grupo e depois apanham praxes violentas, estúpidas, humilhantes… e são poucos os que conseguem sair sob pena de se sentirem excluídos, mais humilhados ainda… há que ser forte, há que ser corajoso para dizer: Não! Está nas mãos deles.
    Sinto-me orgulhosa da minha filha, mas não deixo de sentir-me preocupada porque está constantemente a ser pressionada para voltar… 😦
    Vai correr tudo bem, tenho de acreditar!
    Beijinho, minha querida perdoa o desabafo.

    1. Lete,
      Nem sempre se consegue reunir bom senso e responsabilidades neste tipo de atividades. Na maior parte dos casos os relatos são de humilhações e pouco dignificantes; não é assim que se faz para se integrarem recém chegados. Isto cansa-me e, como felizmente a minha filha no Porto não passou por nada disso- recusou-se, pura e simplesmente a participar para integrar- foi mais tranquilo. Fez amigos na mesma. Mas sei que houve certas faculdades que fizeram jogos engraçados. Nem tudo é mau. Mas compreendo a ansiedade de pais e filhos.
      Um beijinho e boa semana.
      Mia

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