isto é uma miragem

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Para poder acontecer, tinha de envolver todo o trabalho que me espera para hoje e amanhã, numa trouxa bem pesada, rolá-la até ao elevador, para depois a descarregar num contentor de lixo mais próximo. Num mundo ideal, o fim de semana era mesmo só para descansar. Considerando que eu vivo numa realidade onde se apregoa que o “trabalho dá saúde”, a única saída para já, é mesmo ir arrumar um roupeiro onde foram acrescentadas umas prateleiras, e, a partir desse cocktail vítamínico inicial, não me há de faltar vontade de ingerir outras doses terapêuticas semelhantes, para o seguimento do meu bem-estar.

bom fim de semana.

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“ele é a carne…

ele é peixe”. As recomendações são muitas. Sobre a carne já está o estudo feito, as opiniões formadas, agora ,  é só  empratar de forma equilibrada, Uma  questaão de bom senso. As loas à famosa dieta mediterrânica, até agora, deixavam-nos bastante descansados quanto ao apetite nacional para comer de forma saudável. Afinal, hoje, perante as notícias que vieram a lume, os portugueses, mais uma vez, estes perdulários do extremo sudoeste da Europa, agora, nem é uma questão de rating, é mais grave; andamos a prejudicar o planeta.

Glutões, os portugueses entram na sardinha como se não houvesse amanhã, consomem bacalhau com tanto orgulho que apregoam aos sete ventos, as 1000 receitas que ao dito podem ser aplicadas. O atum, esse, está nos pratos com uma frequência indesejável para a pegada ecológica;  aderimos a modas gastronómicas como o sushi, e, depois, admiram-se que o  consumo de peixe seja exponencial. Os pasteis de bacalhau, “modelo” icónico, parceiro do arroz de cenoura, está condenado. E o polvo à lagareiro? E o robalo ao sal? Vão passar a recordações, não tarda nada.

Segundo consta, é preciso muito mar e muita terra para alimentar 10 milhões de habitantes habituadas a enfardar. E que nos desviámos da verdadeira essência da dieta mediterrânica: legumes, verduras, cereais e azeite. É possível que tenham alguma razão, mas, e aquelas notícias em que há famílias que não conseguem comer mais do que uma sopa à noite? Estão contabilizadas? Basta ver o preço do peixe nas bancadas e observar o que mais se compra : carapau -, para pensar que há generalizações que deviam ser publicadas cautelosamente.

pois gosto muito de casacos

e acredito que, falar desse assunto, também preenche este espaço que se quer variado e despretensioso. lembrei-me disto, porque o tempo tem andado a pedir agasalhos, e os casacos que, até agora, estavam muito bem pendurados, começam a ter oportunidade de aparecer. Estes aqui, têm um ar tão saudável.

casaco cinzento

casaco bege

casaco azul

iam fazer-me tão bem às costas.

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