desabafos em rodapé

Se quiserem vir aqui perceber o que aconteceu…

Ontem. Já passou. Foi um dia em que muitos não foram, não quiseram, e, entre indecisões e abstenções, passou-se um domingo com previsões de temporal, e no fim de tudo, não sei se terá havido sequer aguaceiros. Num exercício de arrumação rápida, deparo-me com um exemplar do livro da 1ª classe. 8ª edição (1958), que muito me emociona. Aproveitando páginas de grande conteúdo, tento perceber o dia de ontem. Começo por verificar que, logo na primeira página, iniciamos o ato de leitura com dor.

ai,ui

Isto é muito importante para percebermos que, logo de pequenos, fazer leituras de acontecimentos, pode magoar. Realidade mal explicada neste país de ambições desmedidas, depois, vai-se a ver, e a abstenção foi o que foi. Doeu. Claro que sim.

No entanto,fizeram-se esforços  para convencer os chamados indecisos. eu ia

o chamamento é bem percetível: “eia”, “eia” – ” Sai da frente, Guedes!”-  mas nada.

é que nem havia desculpa de bom tempo, praia, mar. Há 4 anos, sim. junho, início da época balnear . Isso de ficar a ver navios é para o Miguel Araújo lá nas suas músicas. Ontem, a cantiga era outra.

os us

É bem possível que, agora os meninos e as meninas deem as mãos, sem que isso signifique “coisa boa”, e depois, “ós, us, is, ás, és! está bem, está. Já pias tarde!

Mas com boa educação, os meninos cumprimentam-se, e haverá até, quem,  possa “cócórocar”, a partir de alguma arcada:

costa

“Vou a casa do Costa”. E isto em repetição. E só para cantar de galo. Não sei se é elegante! Possivelmente, como quem não quer ” a coisa” , depois do jantar, haverá quem possa, com grande maldade, deixar passar a geada e,

couves

ir ligeiro, oferecer “doces e apetitosas laranjas”. Os subsídios da UE têm de dar frutos.

Agora uma previsão. Deixemos passar um pouco de tempo. Parece-me que não há de tardar que se ouça por esse Portugal fora:

xô

xô… xô. Após um exame mais profundo à situação, é capaz de começar a cheirar assim a azedo, e haveremos de sentir o exército descontente, com vontade de mandar alguma “ameixa” à testa de alguém que valha a pena, e nós aqui, a tomar um xarope no máximo da nossa infelicidade.

E tudo isto no livro da primeira classe. Tão elementar…

livro da 1º classe

Boa semana.

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8 thoughts on “Se quiserem vir aqui perceber o que aconteceu…”

  1. Ainda assim um livro de 1ª classe o que nos ensina ah???? 🙂 o dia de ontem em relação à abstenção é vergonhoso! o acto de votar acima de um direito devia ser um dever/obrigação… E o pior é que quem não votou depois ainda se acha no direito de criticar, de mandar os seus ‘bitaites’, mas com base em quê??? Não consigo perceber certos aspectos da sociedade/pessoas…

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