desabafos em rodapé

linhas ténues

A mentira delicada e o sarcasmo estão separados por uma linha ténue, ou, pelo contrário, são tão diferentes na sua intenção, que não podem ser confundidos?

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25 thoughts on “linhas ténues”

  1. Ai Mia, e o que detesto quando me tentam passar um atestado de ‘burra’? No entanto acho que são coisas com intenções bem diferentes mas ambas no mau sentido… Beijinhos***

      1. Mia, se respondes ainda que mentindo (TU, e não a VERDADE) a uma pergunta que sabes que a resposta afecta negativamente a pessoa que pergunta(sem que isso seja importante, como sobre um vestido), onde está a Maldade?(desculpa o atabalhoado do português, mas acredito que me entenderás no cerne da questão)

      2. A maldade, apesar de não o parecer, pois a mentira piedosa é vista como algo que não magoa, está no facto de que, qualquer pessoa inteligente pode usar um argumentário verdadeiro carregado de delicadeza e diplomacia. Responde à questão, não da forma como a pessoa gostaria de ouvir, mas,antes, dizendo a verdade; não mascarada, explicita , ainda que de forma “peso pluma”! Estarei errada?

  2. O que é uma mentira delicada? Mentir por delicadeza? Como por exemplo se me perguntam “o que achas deste vestido?” , que eu acho horrível, e respondo “não é feio”? Se assim for, o sarcasmo não tem por intenção a delicadeza, muito pelo contrário. “De boas intenções está o inferno cheio”, e de más também.

  3. Mentira é mentira — delicada, é pílula dourada; indelicada, é punhal fininho. Mas mentira na mesma.
    Sarcasmo é verdade — chapada, descarada, descarnada e virada do avesso. Mas verdade na mesma.

    Beijinhos para ti, menina 🙂

  4. O sarcasmo ” Serve para menosprezar e desprezar uma determinada pessoa”, a delicadeza não, ainda que assente em uma não-verdade para quem dela usa. Distingo a hipocrisia, que visa o benefício do próprio, da delicadeza, e eu não sou uma pessoa delicada.

    1. Não ser uma pessoa delicada depende da perspetiva da análise. Há quem lhe chame frontalidade, e aí, a delicadeza não encaixa, pois a forma como se diz enforma a questão.
      ” Não sou mas gostava de ser – faltou-me dizê-lo.” Às vezes, a experiência convivencial é que nos leva a essa postura. E, quanto a mim, é aí que entra a hipocrisia que aprendemos a detetar e a detestar, e usamos uma camuflagem de proteção, onde a delicadeza não entra. É só uma forma de expor o assunto.
      Boa noite, Lady Kina.

  5. Sobre este tema, acho, olha um exemplo que me é próximo. Uma vizinha conta-me que se calhar tem cancro… Eu não sou capaz, como a maioria das pessoas, de responder “vai correr tudo bem”, não sou, porque eu não sei isso, porque eu sei que pode correr muito mal… então fico sem palavras, não digo nada. No dia seguinte encontro-a no elevador e acrescento, apenas: “vizinha, se precisar de alguma coisa, diga”…

    1. Sim, nesse caso, omitiste uma opinião, não mentiste de forma piedosa. O teu silêncio é conivente com a dor que acarreta a notícia, não é cúmplice de uma frase animadora, quando dizes e muito bem, que não sabes o que vai acontecer.

      1. Mesmo assim ( e estou de acordo contigo): uma coisa seria dizer, vá, por descargo ou conforto, “vai correr tudo bem”, outra coisa seria dizer “olhe, deixe lá, VEJA LÁ É SE MORRE rápido, para não andar eu a pagar os seus tratamentos!” (ah , mas é isto que eu sinto??!!!!… foda-se! se for, ok, é dizer… é a isto que te referes?)

      2. Não, de maneira nenhuma. O facto de não dizeres nada é uma forma de assentir na preocupação, não a aumentas, nem a diminuis, és apenas ouvinte de uma notícia, que não comentas para evitares equívocos contigo própria. No caso de uma opinião economicista, “morra, para poupar dinheiro ao SNS”, estaríamos já num patamar de uma filosofia de vida, em que o Outro e as suas preocupações, em nada me afetariam. Estarei a ser clara?

  6. Para mim são coisas muito distintas. Exemplo: há já algum tempo que não vejo determinada pessoa, quando a encontro acho-a mais gorda, comentário sarcástico “credo, estás muito mais gordo(a), desde a última vez que nos vimos”, ou posso optar por mentir delicadamente “há quanto tempo, estás praticamente na mesma, com uns quilos a mais, próprios da idade”. Qual a necessidade de ofender e fazer um comentário abrupto, que vai desmoralizar essa pessoa. Não sou pela mentira, é mais uma questão de abordagem e dizer as coisas sem a pessoa se sentir constrangida e magoada.

    1. A abordagem é importante, Magui. As pessoas não gostam de ser confrontadas com a sua realidade de forma abrupta, por isso, há maneiras de dizer, sem ofender.
      Bom fim de semana.

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