desabafos em rodapé

o passado sempre presente

Cá por casa sempre houve tendência para pensar que “dantes, é que era bom!” – a manteiga, o leite, a carne -, tudo era melhor. E outras coisas também: as férias, então!  ui,ui… Tirando os avanços na medicina que são uma benção graças a Deus, a nostalgia por aquilo que já lá vai sempre esteve presente. Não quer dizer que não saibamos olhar o presente e agradecer as suas mais valias, ou queiramos parar o tempo e evitar o futuro. Aliás, quanto ao futuro, acomodámo-nos a pensar que o próprio é lá longe, mas não, amanhã, já é futuro; há o futuro próximo, e o futuro distante. E eu do futuro, às vezes, quero distância. Por isso, é que é me é mais fácil virar-me para trás, do que inclinar-me para a frente.

Deve ter sido algo contagioso que contraiu filha, entretanto crescida, pois, também ela se fixou mais no pretérito, do que no futuro. Quanto ao presente, conjuga-o devagarinho, sílaba a sílaba. Enquanto isso, fixa-se nos objetos de antanho e, caso não os encontre cá por casa, vai à rua, e abastece-se.

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assim foi, quando lhe deu para as  manias fotográficas
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e aqui, depois de ter menosprezado uma tecnologia que lhe permitia ouvir música em formato CD, atracou-se à mala para ouvir em formato LP.

É isto, e as garrafas do leite Vigor. Tinham tanta graça. E eu, que não gosto de leite, era uma fã incondicional. Do objeto, não do conteúdo.

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