coisas da vida, desabafos em rodapé

de Coimbra com amor…

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Pobreza de texto, eu sei. Mas, às vezes, os textos pobrezinhos, lacónicos, podem ser agradáveis, não podem?

O outono entrelaça-se nas folhas das árvorescoimbra_outono

outras, mais verdes, resistem à cor da estação.

coimbra

e eu, por estes dias, tenho toda a esperança pendurada no Centro Hospitalar Universitário de Coimbra.

molas

que, por sinal, fez um excelente trabalho. Agora, é preciso que o Sol com toda aquela luz e brilho, se transfira cá para dentro, como se de um complexo vitamínico se tratasse, e ajude num pós operatório delicado.

bom fim de semana.

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desabafos em rodapé

os cãezinhos dos meus vizinhos

Muito bem educados, só ladram a horas convenientes – quando eu não estou em casa – dormem toda a noite – não os ouço do outro lado, onde fica o meu quarto; têm as mesmas necessidades que qualquer outro seu semelhante, – uma vez na rua, depositam resíduos sólidos onde não devem- o que obriga ao levantamento dos mesmos pelos donos. Bem, isso, queria eu. Nem sempre acontece; ou porque há falta de saquinhos para o efeito, ou, quiçá, porque há falta de civismo destes amores de pessoas que julgam que a calçada do passeio, pode ser “enfeitada” com adornos desta natureza.

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os béus-béus não têm culpa. eu também não.

coisas da vida

glitter? sim, claro que uso. na barba.

Há sempre necessidade de passar momentos menos reflexivos nas horas que fazem o dia, e dizem que, 24 horas é o limite. Nesse pedaço de tempo, entre viagens, trabalho, canseiras, preocupações e afins, sem querer, tropeça-se em notícias de interesse nenhum, com conteúdo nulo, mas muito úteis para posts sem qualquer intenção de impressionar.

Estava eu muito sossegada, sentada num banquinho, a comer leite creme, quando reparo numas imagens que, sem eu saber, são a nova tendência usada pelos homens de barba rija: glitter. E eu pensando que o produto era para usos de trabalhos manuais, e que a barba era, tão só, uma acumulação exagerada de pelosidade que, necessitava apenas, de cuidados básicos de higiene. Afinal, não. Se lhe juntarem o composto acima mencionado, tudo reluz à sua volta.

Depois dos lumber sexuais do ano transato, teremos agora os  “pirilampo- man?” O jeito que deve dar, em casa, quando de repente se fica sem luz, e não há velas ou lanternas, logo ali, à mão de semear.

 

 

 

mais versões aqui.

Também me parece muito útil para evitar a colocação do pinheiro de Natal. O brilho já lá está, embora o formato esteja invertido. Mas isso, é apenas uma minudência.

post escrito possuída pelo “espírito” velho do Restelo.”

bom dia.

coisas da vida, desabafos em rodapé

a ponte

Os velhinhos “Jáfumega”, grupo/banda – que sei eu?- musical dos idos de 80, diziam que “a ponte é uma passagem para a outra margem”.

Recordando os meses de agosto e setembro, em que problemas de saúde a nível familiar se agudizaram, anunciando que aqueles sintomas não iam ter um desfecho simples, estavam cheios de razão. Os prognósticos,  reservados, obrigaram-nos a percorrer um caminho cheio de escolhos, com passos periclitantes, onde o equilíbrio, por vezes, falhava. Caíamos, e logo pressagiávamos finais dramáticos. A lógica fugia-nos. Assoberbados de emoção, toldava-se-nos o raciocínio.

 As palavras, que até aí, surgiam naturalmente ditosas, como o destino que cada um almeja que lhe calhe em sorte, deixaram de irradiar luz, e começaram a compor um quadro, onde a sombra se espalhou e agarrou a vontade que tínhamos de as sacudir, prendendo-as, algemando-as à nossa cabeça. Ficámos assim, reféns de pensamentos mais sombrios. Durante os meses de agosto e setembro, eles voltearam diante de nós, caçoando da nossa vontade de sermos fortes, desprezando o nosso ânimo, como se de pequenos Mefistófeles se tratassem.

E muita água passou sob a ponte.

 Hoje, é talvez o dia que se abre à passagem para a outra margem. A que está amanhada de esperança. Um horizonte, onde talvez seja possível, voltar a plantar palavras ditosas, plenas de luz.

ponte

imagem

 

 

coisas da vida

cor de laranja

Pêssegos, pêras, laranjas,
morangos, cerejas, figos,
maçãs, melão, melancia,
ó música de meus sentidos,
pura delícia da língua;
deixai-me agora falar
do fruto que me fascina,
pelo sabor, pela cor,
pelo aroma das sílabas:
tangerina, tangerina.

Eugénio de Andrade.

Nesta altura do ano, estas palavras  de Eugénio de Andrade têm sempre lugar, aqui, em desabafos.

cor de laranja em gomos

cor de laranjacasaco laranja

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claro que, se a cor não estiver nomeada como tendência para o ano em curso, já não pode entrar na categoria do “must have”. enfim, balelas.