desabafos em rodapé

a vingança. vale a pena?

Segundo os chineses “a vingança serve-se fria”. Segundo cada um de nós, é como quisermos. Isto , se se apoderar do nosso espírito, uma real motivação para a levar a cabo.

Na História de Portugal, D. Pedro, o da D. Inês, nunca perdoou aos algozes que lhe mataram a mui amada, assassinando-os assim que chegou ao trono. Estava feito.

Na literatura, Edmond Dantes ( O Conde de Monte Cristo), após anos de suplício, regressa milionário e leva a efeito um plano que coloca os seus inimigos nas suas mãos, sendo aniquilados um a um, com grande mestria.

Robin Hood que deu muitas dores de cabeça ao Príncipe John e ao Xerife de Notingham.

E Moby Dick? Conta?

… etc…etc…

Será a vingança um ato libertador das dores que nos causaram?

Far-nos-á assim tão bem, entrar num jogo, “olho por olho, dente por dente”?

E onde é que fica  “não faças aos outros o que não queres que te façam  a ti” ?

Acreditamos ou não, na possibilidade de esquecer e seguir em frente? Ou, pelo contrário, o assunto mina o nosso raciocínio, apodera-se do nosso coração, endurece-nos, alastra ao resto do organismo, sobe-nos à cabeça e e obriga-nos a agir?

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14 thoughts on “a vingança. vale a pena?”

  1. Sabe, querida Mia, que eu sempre tive como livro de cabeceira “O Conde de Monte Cristo”. Achava a história da vingança de Edmond Dantés maravilhosa. Mas hoje, acredito que a vingança apenas nos entristeça ainda mais. Por mais que a achamos justa, ela só nos traz ainda mais desgosto.
    Gostei muito de sua postagem.
    Um beijo do enorme do seu amigo aqui do outro lado do Atlântico.
    Alex

    1. Edmond Dantes é um romântico. No fundo, é o amor que o impulsiona, apesar de todo o ódio que carrega aquando da sua chegada como Conde de Monte Cristo.
      Na vida a sério, cada um reage de modo diferente a episódios que os possam ter motivado para uma reação vingativa.
      Um beijo, Alex,
      Mia

  2. Consigo perceber a vingança enquanto motivação, apenas enquanto impulso visceral, racionalmente afigura-se-me injustificável. Daí que por vezes a própria Justiça se me apresente paradoxal, quando punitiva. Embora o sentimento de vingança nunca se tenha apoderado de mim, felizmente, e apesar de já ter sido menina para dizer que dessa água jamais beberia, confesso-te que, após a maternidade, passei a conceber a possibilidade de vir a toldar-se-me todo o juízo à conta dessa pulsão. Mas não sei. Espero nunca vir a saber. (e agora ficava aqui a conversar contigo mais algum tempo e ia buscar coisas antigas e, enfim, nem te pagam para me aturares nem estamos realmente a conversar) 🙂 Beijo

    1. A vingança pode momentaneamente trazer algum alívio, mas, de todo nos sossega. É sempre algo que encrava a tranquilidade de espírito. Eu tenho um rol de episódios que pediam revanche , no entanto, nunca fui por esse caminho. Hoje, ainda me lembro, mas sem raiva ou angústia, prefiro ter em mim a lembrança de me ter controlado e, por isso, também não carrego nenhum peso. Conversa curta, por hoje, que já é noite. 🙂
      Beijinho,
      Mia

    1. Boa noite, Outro Ente.
      Seguir em frente com dignidade é muito importante. O “dá cá por aquela palha” , é, por vezes, um obstáculo ao bom senso e ao equilíbrio de ações.
      Um beijo,
      Mia

  3. Não sei se lhe posso chamar vingança, mas olha q sonho, caso um dia me saia o euromilhoes, poder abordar umas qts pessoas e dizer umas verdades (naturalmente falamos de pessoas q afectam o meu rendimento de forma directa… :))

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