coisas minhas

e o dia de hoje, hein?

muito , muito cedo, ainda a noite se espreguiçava lá no seu canto predileto, levanta-se esta que vos escreve, inacreditavelmente com alguma genica. há que tomar caminho. depois dos procedimentos normais que uma manhã requer, o carro parece que também não tem preguiça. esgueira-se em direção à A1. destino: coimbra. hospital, pois então. consultas pós operatória. marido ainda não pode conduzir. a chuva, essa, caía vitaminada em toda a superfície que tal lhe permitia. no percurso, lia-se para ir devagar. fiquei tão grata. como é que os senhores da brisa sabiam que eu ia ali, naquele momento? acenderam umas luzes para me darem um recado ” com chuva modere  a velocidade”. que simpatia. deve ser para justificar o preço da portagem. cortesia, com cortesia se paga.

depois lá. nem um lugar para estacionar. após duas voltas pejadas de imprecações,  resolvo ir estacionar no sítio do costume. não sei para que insisto em deixar o carro no recinto do hospital. devo querer provar algo a mim mesma, apesar de não saber exatamente o quê.

e depois foi esperar. a sala estava vazia. silêncio. perguntaram-nos se queríamos a televisão ligada. nãoooooooooooo. obrigada. foi sol de pouca dura. chegaram fregueses ávidos da voz de cristina ferreira e seu companheiro goucha. dois esganiçados que me obrigaram a proteger os tímpanos com música que levei de casa. “mulher prevenida…”

e depois foi ouvir”bom ano”, obrigada” ,igualmente”,, fartei-me de comer” deixa lá”, agora já não interessa”, e tanta coisa que é melhor parar por aqui.

amanhã vou trabalhar. aviso já que não oscular ninguém.

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9 thoughts on “e o dia de hoje, hein?”

  1. Mia, bom regresso à labuta. Amanhã vais dizer mais algumas vezes “bom ano”, e ouvir “fartei-me de comer”.
    Adorei o relato. Já percebi, pelo comentário anterior, que correu tudo bem 🙂
    A vida continua, em pleno!
    Feliz 2016.
    Beijinhos

    1. Linda, muito boa noite.
      Minha querida, a labuta está exatamente onde a deixei. Agora, só precisa que a leve com precaução a bom termo.
      De resto, estamos confiantes. Obrigada.
      Feliz 2016.
      Estou por aqui.
      Um beijo,
      Mia

  2. Querida Mia,
    Desejo boa e rápida recuperação. (Nesses momentos, em que sentimos uma certa fragilidade e até algum desamparo, pequenos gestos de cortesia assumem uma dimensão desproporcionada).
    Boa noite,
    Outro Ente.

    1. Querido Outro Ente,
      Vivem-se por aqui, tempos menos fortalecidos no capítulo da saúde. Vale-nos a força e a vontade hercúlea de ultrapassar estes momentos.
      Boa noite. Boa semana.
      Um beijo,
      Mia

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