desabafos em rodapé

a remoer saudades

 domingo. 24 de janeiro. ato eleitoral. estou em coimbra, em casa. mais logo, estarei mais abaixo, e, em casa, também. com a generosidade, barra, bondade imensa, quase a roçar o exagero, que compõe a minha pessoa, fiz hoje de motorista a três octogenários que, expressaram ontem, a sua vontade de fazer parte do corpo de votantes. certa de que não poderiam ir sozinhos, fiz então de cicerone e dama de companhia. e lá fomos. praticamente de madrugada pois não havia tempo a perder. escola avelar brotero.  foi intervencionada ao abrigo daquela histeria chamada requalificação do parque escolar. tal como outras, que quase não precisavam de coisa nenhuma, tem tudo. até elevador. aqui, foi de facto, uma melhoria. mas pronto, está feito. gastou-se o dinheiro, nada a fazer. pena o que ficou por fazer em centenas de outras que precisavam muito mais. adiante. ao entrar no elevador, vieram-me à memória os meus dois anos de ciclo preparatório que ali fiz, antes de ir para o liceu ao lado, o infanta dona maria. verbalizei essas memórias. o senhor que nos conduzia no elevador perguntou se eu me lembrava dele. fiz-lhe o favor de o localizar no ano em que por lá andei. o senhor, que aparentava ter mais dez anos do que eu, e que, afinal, era dez anos mais novo, percebeu nessa altura que não podíamos ter sido contemporâneos.

após o dever cívico cumprido fomos abordados por “agentes à paisana da értêpê“. era a sondagem à boca das urnas. os meus acompanhantes quiseram esclarecimentos sobre a abordagem. esclareci. levei-os a casa.  vim para minha casa. que canseira.

 

 

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17 thoughts on “a remoer saudades”

    1. Olá Laércio, boa noite,
      O “meu liceu” o Infanta D. Maria, data de 1918, mas só em 1948 é que passou para o local que ocupa até hoje. Até há dois anos foi considerado num ranking de escolas, a melhor escola pública do país. Só podia… 🙂
      Desculpe não ter dado resposta, mas só agora reparei no seu comentário.
      Grande abarçao,
      Mia

      1. Olá, Mia, boa tarde,
        Que coisa, não? Isso só aumenta a responsabilidade de quem lá estudou… 🙂
        Um forte abraço,
        Laércio

  1. Engraçado. Ainda não me tinha apercebido que também eras de Coimbra.
    Isso de se fazer o bem traz aconchego à alma. Dizem, que eu cá não percebo nada disso. 🙂

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