coisas minhas

“a pica que o pica do sete me dá”

coimbra. também tínhamos o “sete”. lá ia ele para o Tovim. não era o meu destino, mas lembrei-me hoje dele por conta do senhor zambujo. tinha o “pica”. o alicate, e o barulho que fazia nos carris quando roufenho subia até onde lhe era dado ir. e o 4. esse ia para Celas… e o 5? esse era o troley, mais gordo, também com “suspensórios”, mas não fazia barulho. Era nesse que eu tinha de ir para a baixa ( Largo da Portagem), e era nele que voltava a casa (paragem de São José). e sem o coração dilacerado por um “pica” qualquer…

não percebo por que acabaram com eles. embora barulhentos, não eram poluentes como os autocarros. e o troley, tão silencioso, por que foi erradicado?

o filme é antigo, tem pouca qualidade, mas evoca saudade.

São jos´o cinco (1)

a “minha carreira”

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15 thoughts on ““a pica que o pica do sete me dá””

  1. Acredito que pelos fios de alta tensão que serviam para alimentar seus motores. Cá também se foram sobraram bem poucos em alguns cantos de cidades afora. =D

  2. Concordo, não há justificativa racional para erradicar esses veículos. Mas sei do argumento usado no Rio de Janeiro: abrir espaço para carros… Parece piada.
    Um forte abraço e uma ótima semana,
    Laércio

  3. Os “quarentinhas” de São Paulo, foram substituídos por veículos novos, sem o charme dos antigos trólebus. Mas fazer o que?
    Só mandar um grande beijo pra ti, Mia querida.
    Alex

    1. Boa tarde, Leandro.
      A música fala de um amor entre uma utente de um elétrico da Carris (Empresa de Transportes de Lisboa), e um revisor , o “pica”. Quando ela ouve a aproximação do elétrico sente um fulgor, porque sabe que vem lá o “pica” – é o revisor – que, com um alicate, faz o furinho no bilhete para o validar. E , já agora, “a -pica- que o pica …” também aqui em Portugal tem duplo sentido. A palavra começa com “t”, e mais não digo, porque a acho grosseira! Terei sido esclarecedora?

  4. Gostei muito do esclarecimento ao Leandro, Mia 🙂
    Em relação ao 5, cruzámo-nos, de certeza, também eu saía em S.José!
    Que saudades desses tempos!

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