coisas minhas, desabafos em rodapé

dói? dói.

coimbra. catorze horas e doze minutos. segundos qualquer coisa. não sei precisar. catorze de fevereiro. encontrava-me a fazer recados a uma terceira idade debilitada no que toca à locomoção. o dia? tempestade em terra e no mar. gaivotas? “quer que é delas ?”

superfície comercial muito conhecida. carinhosamente, tratamo-la por “mercearia do Tio Belmiro” – não seremos muito elegantes no trato, mas, ficamos assim.

corredor acima, corredor abaixo. embora não estivesse a competir numa prova de fórmula 1, a velocidade a que tinha de me despachar era considerável. 10 minutos depois.

agora, já tenho tudo. vamos pagar. que chatice (maçada / aborrecimento/) , em português muito mais gourmet)- observei eu, internamente – se tivesse um cesto em vez de um carrinho, pagava já nestas caixas “sefl-service”. não tendo, aguenta e vai para a fila única que logo te chamam com um “plim” e aparece o número no ecrã.

decidida  a despachar o

 assunto, ai vou. sempre a olhar em frente. estuguei o passo.  logo a seguir a estugar, ouço uma voz : “cuidado, piso escorregadio, está ali o aviso amarelo!”

e o que se passou foi o seguinte:

levantei os dois pés ao mesmo tempo (sou muito sincronizada), senti-me uma pena a ser transportada pela brisa do norte, e aterrei no chão, mesmo ao sul, sem brisa, sem nada. só com a força da gravidade.

  • machucou?-inquiriu um senhor mesmo ao meu lado. respondi-lhe que sim, num fio de voz. ajudou a levantar-me e caminhei, agora, como se tivesse 200 anos   de reumático em cima.
  • a menina da caixa instou-me  a participar a ocorrência. chegámos à conclusão que todo o procedimento estava travestido  de “espera aí, que eu já t’atendo”.
  • fui entregar “os recados”. despedi-me à francesa.
  • vim para casa.
  • 60 Km depois, ao sair do carro:ai!ui!ai!ui!
  • bem haja quem inventou a água quente, as pomadinhas boas, os analgésicos e as poltronas que aliviam todos estes sintomas.
  • meu rico cóccix. estou que nem posso. tenho esperança que o meu diretor leia este post, e me telefone recomendando que fique em casa, pois com quedas deste género não se brinca. vamos lá ver!
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25 thoughts on “dói? dói.”

    1. lá me fui aguentando. hoje dei muito valor às pessoas que têm dificuldade em levantar-se e sentar-se, por força de algum bloqueio físico.. não é que antes não desse. mas agora, a provar do remédio…

  1. Mia querida, desacelere um pouco, por favor. Trate de descansar até a dor passar e nada de esforço físico, está bem?
    Um grande beijo e uma ótima semana pra ti, minha amiga tão querida.
    Alex

  2. Mau… Isso é que foi uma aventura e tanto 😦 E nessa zona dói p’ra caraças, perdoe-me a expressão Mia. Desejo-lhe as melhoras e entretanto faça da pomada a sua melhor amiga.

  3. Peço desculpa mas não pude deixar de rir.
    Recordei uma situação idêntica quando lecionava em Cinfães. Ia eu a pé, a caminho da escola, no meu passo um pouco acelerado. Vi uma zona azulada na estrada mas pensei tratar-se de água corrente. Sim, havia alguma. O problema estava no que esta ocultava…
    Tudo ocorreu como descreve. Subitamente, vi-me sentado no chão, ocupando uma via da estrada, logo depois de um cruzamento e pensando “Raios, estive em Trancoso, Manteigas e Seia e nunca caí com a neve ou gelo. Vim para este fim do mundo e tudo acontece.” Ao levantar-me, receei não conseguir. Felizmente, estava tudo bem, salvo o citado no seu texto que me deixou algo anestesiado durante o dia.

    1. temos de rir, Paulo vasco, senão que seria das nossas pequenas desgraças? transformar-se -iam em autênticos desastres, e isso não queremos. agora, cair na estrada, já me põe mais em sentido. Cinfães, uma queda épica no interior profundo :-)Quanto ao “citado” está ainda muito abalado. Vamos ter de aguentar.
      boa semana,
      Mia
      🙂

    1. nada. nada. silêncio total!
      ingratidão! é o que é , caríssimo Laércio. vivo cercada de ingratos. nem uma palavrinha. amanhã já ajustamos contas. sim, que eu hei de ir trabalhar, nem que seja para tirar justificações sobre tudo isto. 🙂 não se faz…

      1. Mas que pouca vergonha… Em que mundo estamos? Diga que, se ele não seguir seu blog, e comentar todos os posts, você tomará sérias providências. 🙂

      2. Melhor, vou ameaçá-lo com intervenções regulares e recorrentes 🙂 de Mico e Muco diretamente na página de facebook “diretorial” – temos amizade, “ambos os dois” :-), não vai ser difícil invadir-lhe a cronologia com considerações daquela natureza. que assim, logo vê…
        boa noite, Laércio.
        Grande abraço,
        Mia

        Mico e Muco

    1. Obrigada, querida Miss Smile. E pode rir. Faz tão bem. até eu, a escrevê-lo e a rever os acontecimentos, lá fui esboçando um sorriso, não muito amarelo, que isto dos analgésicos, por alguma razão foram inventados.
      Quando a mocinha da esfregona me grita “cuidado…aviso amarelo…” ainda lhe respondi “tarde de mais, minha querida…” e depois apeteceu-me acrescentar que isso do aviso amarelo não vinha a propósito num dia de alerta vermelho.
      O chão estava a abarrotar de detergente ( o patrão vai à falência com aquele exagero químico…) 🙂 tive ali uma oportunidade de exigir uma indemnizarão milionária e desperdicei-a. Néscia. 😀 – Eu – 😀
      um beijinho. Boa noite,
      Mia

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