coisas da vida

qualquer dia paro…e não respondo por mim

 boa noite. ou quase.

 

 

 

manhãzinha, 5 grauzinhos a roçarem a pontinha do nariz, dos dedinhos (não sei das minhas luvas), salve-se o casaco que é bem quentinho. chave a rodar e tudo a andar que o trabalho espera-me.

desço, viro à direita, sempre em frente, rotunda, a descer outra vez. nova rotunda e eu a virar à direita, para ir em frente. nova rotunda e não acelero porque já vou em frente em direcção  a outra rotunda. vale-me tomar comprimidos para o enjoo. sigo. viro à direita e subo. olha! outra rotunda, contorno , vou  em frente e agora ninguém me para. já estou a subir com autorização para chegar aos 100. nada mau. é um troço de estrada que não necessitávamos que fosse melhorada. é possível que algum amigo de um amigo bem posicionado estivesse a precisar de uns trocos,  e lançou-se logo ali o alcatrão para marcar terreno. agora que já quase subi tudo, tenho de me encolher. aqui só há autorização para chegar aos 50. mas como? o pedal enrosca-se para ir mais além, o meu pé é um insensível de primeiríssima água, e quem é que já pela terceira vez, no espaço de duas semanas tem uma câmara apontada aos senhores automobilistas, ali, num cantinho deixado de propósito para esta malfeitoria? A G.N.R./ Brigada de Trânsito.

um dia destes, enervo-me, paro o carro  e peço-lhes os documentos. mas aquilo é sítio para estar estacionado? logo ali, junto  a uma curva? está uma pessoa sujeita  a ter um acidente por via da aceleração cardíaca, a partir de um visionamento mental da multa que poderá ter de pagar,  e toda  agente sabe que a vida está cara, se nos dá uma coisinha má o hospital está cheio de utentes com problemas, o SNS não aguenta tanta despesa…

um dia destes, calha. ai, calha, calha.

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8 thoughts on “qualquer dia paro…e não respondo por mim”

  1. Mia, quem vai precisar de comprimidos para o enjoo sou eu com tanta rotunda e já me bastam os que tomo para a dor de cabeça. Tu desacelera, não te desgraces. mas pelo sim, pelo não, faz boa cara caso te apontem a câmara. :))

  2. É uma valente chatice apanhá-los quando estamos desprevenidos com o pé a calcar demasiado o acelerador. Já me aconteceu e também acho que me ía dando um ‘piripaque’, o coração quase que sai pela boca de tanto palpitar…

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