coisas minhas, desabafos em rodapé

desabafos de um limão

desabafos de um limão

mais uma vez desabafos em rodapé a dar voz aos oprimidos.

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12 thoughts on “desabafos de um limão”

  1. Não me canso de passar por aqui e reiterar o quanto te adoro, Mia querida.
    Um grande beijo e um ótimo final de semana pra ti, minha tão criativa amiga.
    Alex

  2. É verdade, vê-se aí um preconceito contra os limões e um privilégio das maçãs. Note que a maçã, nada menos que o fruto do pecado original, é poupada desse tipo de tortura. E o limão, que nada tem a ver com o peixe (ou melhor, tem, pois dá-lhe sabor), é espremido a qualquer desagrado. Que injustiça! 😀

    1. Preconceito. Ora aí está um tema fraturante. No mundo dos citrinos é só apertos: limões e laranjas veem-se “nas amarelas” para se subtraírem a tal tortura. A maçãzinha, essa vaidosa, que cresce em variedades múltiplas e famosas, é apresentada ao mundo como o fruto do pecado original. injustiças destas, dificilmente terão resolução capaz num futuro próximo.
      Obrigada por este momento de alta reflexão.
      E lá diz o outro: ” uma maçã por dia, não sabe o bem que lhe fazia”. 😀

      1. Também tem a banana, fruta transformada em xingamento gestual e verbal (banana = covarde). E o abacaxi, sinônimo de coisa chata e difícil (descascar o abacaxi; por extensão, via Chacrinha: Troféu Abacaxi). Até o pepino, que não é fruta, sinônimo de dificuldade (que pepino, que assunto pepinoso). E a batata, raiz (a batata quente está contigo; sua batata está assando). Estou evitando mas não consigo: há também outro provérbio envolvendo cítricos, em que suas propriedades laxantes os colocam em situação constrangedora: “toma laranjada/limonada pra (…) de madrugada” (as reticências ponho para não citar palavrões em blog alheio). Em compensação, a cereja continua com sua aura de realeza (a cereja no bolo é…). Muitas injustiças, minha cara Mia! 😀

      2. Caríssimo, Laércio,
        Manifesta vantagem de lá, que é como quem diz, daí. Muito frutífera.A sua reflexão engloba um conjunto de detalhes fantásticos que eu absorvi com muito gosto. Agrada-me particularmente a questão do abacaxi, mas o pepino tem um papel difícil. Agora , a cereja. Sou viciada. Praticamente cerejo-dependente, escolhi bem, não escolhi? Que elegância e luxo da minha parte, no que que toca a arranjar uma adição.
        Abraço,
        😀

      3. Caríssima Mia, veja como, volta e meia, nos debruçamos novamente sobre provérbios, locuções e ditos populares em geral. Essa da maçã, que vc citou, eu não conhecia – e achei muito saborosa. Agora vc usou a palavra “frutífera”, aliás muito a propósito: nossa conversa sobre isso está frutificando… 🙂
        E vc ainda lembrou desse detalhe que me havia escapado terrivelmente: que historicamente aqui era o paraíso das frutas desconhecidas ao paladar europeu, o que talvez tenha inspirado o português a fazer as comparações que fez. Uma vez, sobre isso, li o relato de um general francês que veio ao Rio, no séc. XIX. Não conhecia bananas; adorou e esbaldou-se – o resultado só veio a sofrer no dia seguinte… Aí, passou a dizer a quem quisesse ouvir: “banana? uma fruta maravilhosa mas… terrível!”. 😀
        Abraço,
        Laércio

      4. Desconhecia o efeito desastroso da banana para sua Generaleza, “Le Franciú”. Se bem que eu prefira muito, mas muito , viver nesta época, nem que seja só pela existência de antibióticos e analgésicos, tenho uma atração pela segunda metade do século XIX, até aos anos 20 do século XX, doentia. Estava tudo por descobrir. Imagino o que se sentiria a ouvir o toque do telefone, o buzinar de um carro, o telégrafo… Daí que me respeite muito, embora me divirtam, as personagens que ficaram para a História por conta das novidades, e dos seus medos, em relação ao desconhecido. Só para terminar: não consigo perceber para que servem metade das geringonças eletrónicas que todos os dias inventam. Há uma série britânica “downton abbey” aqui, em Portugal, passou no canal “Fox Life”, mostrava a vida de uma família aristocrática inglesa desde os finais do século XIX até entrar no século XX. Não acompanhei tudo, mas lembro-me do mordomo Mr. Carson, ter já um telefone junto à copa, e ficar horrorizado só de imaginar tocar-lhe. assim como a cozinheira com a primeira maquineta de bater claras em castelo…
        Voltando à fruta, nunca comi mangostão. Adoro lichias.
        Não maço mais.
        Grande abraço,
        mia

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