desabafos em rodapé

Paris, Londres, Bruxelas, Berlim…

brincava-se com a história da baguette e subíamos uma escadaria muito torta e estreita,(claustrofóbica) para avistar a capital da moda. Lá de cima do Sacre Coeur…depois, descíamos Montmartre, e se quiséssemos ir encostar o nariz ao gradeamento de Buckingham ver o render da guarda, tínhamos de dar uma volta e meia para lá chegar. Para botar discurso, lá íamos até ao Speakers’ Corner mandar umas larachas. E ríamos. Não muito longe no tempo, fixámo-nos em Notting Hill à procura da livraria  onde a Anna Scot entrou… Chegou-nos a fome. E que tal o tradicional fish and chips? Não obrigada. Mas, subiu-nos o sabor da batata frita. Durante muito tempo indagámos sobre a invenção da mesma. Sopra-nos a enciclopédia Uderzo e Gosciny que, terão sido os belgas, aquando de uma grande tareia que terão infligido aos romanos num concurso de pancadaria em que os vizinhos Obelix, Asterix e Abradacourcix foram concorrentes acérrimos.

Se calhasse tirarmos o repórter  Tintin  da prateleira, ficávamos muito mais enriquecidos com a presença do capitão  Haddock . Enchia-nos de verbalizações, enquanto Castafiore  nos obrigava a fechar os tímpanos….

Depois, era o muro. Caiu. Festejámos. Outro paradigma, diziam os entendidos. Foi, e é o que se vê.

fontes de pesquisa

230320161471

230320161469

acabava sempre tudo tão bem.

este registo foi feito  sob o apanágio de uma abordagem plena de superficialidade ao assunto que nos ocupa a mente, outra vez. e, com muito respeito às vítimas. e a todos nós, que somos também, vítimas do medo que se vem instalando em nossa casa: o mundo.

para terminar

Capitão Haddock pragueja 2

castafiore

imagem

bom dia.

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8 thoughts on “Paris, Londres, Bruxelas, Berlim…”

  1. “Ninguém me roubará algumas coisas,
    nem acerca de elas saberei transigir;
    um pequeno morto morre eternamente
    em qualquer sítio de tudo isto.

    É a sua morte que eu vivo eternamente
    quem quer que eu seja e ele seja.
    As minhas palavras voltam eternamente a essa morte
    como, imóvel, ao coração de um fruto.

    Serei capaz
    de não ter medo de nada,
    nem de algumas palavras juntas?”

    Manuel António Pina/O Medo

    Querida Mia, o medo pode ser também uma forma de viver eternamente a morte de alguém.

    Um beijinho

  2. Juntando Tintin e o muro, meses atrás eu vi à venda – mas não folheei – uma edição de “Tintin no país dos sovietes”. Trará lições interessantes neste grave momento? Não sei…

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