coisas minhas, desabafos em rodapé

as minhas manhãs

não são da rádio comercial, da rfm, da m80, da antena 3 ou da antena 2, em particular. são de todas elas em geral.  é precisamente na antena 2 que sou reduzida à ínfima forma de existência, pois os meus conhecimentos do que, por lá se ouve, são tão básicos e elementares, que estou a precisar de umas explicações. hoje, tendo o rádio sintonizado nela mesma, cheguei  a perguntar-me se haveria necessidade por parte de quem conduzia o programa, de utilizar aquele tom de voz tão enfatuado. uma entoação a raiar quase presunção, um tom afetado que, penso eu, podia ser interpretado como um distanciamento em relação a outras pessoas. ora, a estação é pública, e parece-me bem que exista, não só para um público conhecedor, mas também para um outro, mais abrangente. era bom que pudesse cativar ouvintes menos preparados. não sei se é esse o objetivo, se calhar não. às tantas,  pretende mesmo só chegar a alguns. se assim for, consegue muito bem.

e depois, tenho a sorte de conhecer tanta gente culta e inteligente que são, como dizer,”tão terra a terra”. Até aqui, por esses blogs fora.

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5 thoughts on “as minhas manhãs”

  1. Tive a sorte de crescer com música clássica em casa ao lado dos discos do Quim Barreiros (antes de ele ter abadalhocado de vez, quando era um acordionista de mão cheia) e dos Zeppelin, Purple, Whitesnake e Floyd!
    Tive a sorte de conhecer músicos clássicos que não são elitistas e até tive um nos XXL Blues a tocar gaita de beiços (e que tocava oboé em três orquestras sinfónicas, isto para além de ser professor no conservatório)
    A música é para ser celebrada, sobretudo a clássica que é, sem dúvida, o pináculo da composição!
    Não há nada que se ouça hoje em dia que chegue sequer aos pés de uma Tocata e Fuga em Dm, ou de um Addagio para cordas de Barber!
    Atitudes elitistas de pseudo inteléctuais entendidos não faz nada pela música…
    …apenas faz com que haja resistência a ouvi-la!

    Não acho que a programação da Antena 2 deva ser alterada, mas deveria haver uma maior inclusão por parte dos apresentadores, sim. Por vezes, revelar algo engraçado acerca do compositor ou da música que se vai ouvir é o suficiente para nos fazer prestar atenção…
    …e há histórias por trás das grandes obras que, por vezes, dão filmes de cinema…

    Olha o caso do requiem de Mozart…

    🙂

    1. Não podia estar mais de acordo. Eu ouço muitas vezes a Antena 2, e a música absorve-me, mas assim que chegamos às palavras ditas, por vezes, apanho cada enfatuado – não conheço os nomes – que me faz imediatamente virar para outra estação, à espera que a música recomece. Outras vezes, ouço pacientemente, para me poder contextualizar no que vou ouvir. Mais das vezes, desisto, porque acabam por se tornar fastidiosos. Pode haver quem diga que a música clássica é séria, não se dá a desvarios. Errado. Para mim, que nada sei, apenas o básico, parece-me importante contextualizar as obras ( já tem acontecido, e gosto imenso de ficar a saber), mas também tal como dizes as histórias…
      De resto, a música é algo que não sei ler, não consigo entrar naquele universo (difícil, quando bem feita), mas os sons são-me tão importantes que, em conjunto com boas palavras, são um mundo à parte. Da francesa, à brasileira, passando pela boa música portuguesa e não esquecendo os velhotes (citas alguns do meu muito agrado), a música, depois dos Beatles, nunca mais foi a mesma. Será?
      Bom dia, Gil.

  2. O snobismo nas “ondas do éter”!
    Sangram-me os ouvidos e agravam-se as cataratas, sempre que alguém vai à radio ou TV, falar para si próprio!!!
    Um bom dia Mia…

    1. neste caso em particular, até era uma entrevista, mas o tom foi sempre o mesmo, quer em diálogo, quer em monólogo. tiques do provincianismo digo eu, que nada sei.
      Bom dia Nelson, e boas pedaladas. 🙂

  3. Ora aqui está uma excelente observação. De facto, os tons quase monocórdicos que, nos cursos de professores não são permitidos, parecem dominar a estação. Não é dada vida à música clássica.
    E como todos estamos sempre a aprender, partilharem informações ou ensinar a ouvi-la parece-me significativo.

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