coisas minhas, desabafos em rodapé

remate final

 achei-lhe graça.

word-press-cartoon

pode ler-se sobre o assunto, aqui.

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coisas da vida, desabafos em rodapé

fui e vim

e ainda aqui estou. a bem dizer nunca cheguei a sair do lugar. presa à cadeira pus-me em movimento. movimento de rotação: rodei muito sobre mim mesma, principalmente ao nível dos pensamentos. fiquei quase enjoada, não só com o movimento, mas também com os pensamentos. eram tão repetitivos. não deixavam margem para dúvidas que se me fugia algo que julgara para sempre eterno. e o que seria esse algo? tinha a certeza que também me viera ao pensamento, mas deve ter sido muito fugaz a sua presença. ou olvidei muito depressa, ou não me concentrei suficientemente devagar. e  a divagar, sem querer ser trocadilho, pairei sobre um campo repleto de palavras. reparei que eram iguais às de sempre. não crescem.  sempre o mesmo tamanho e envergadura de há meses. e as mais floridas não polinizaram. tanto tempo sem polinizar. tenho de meter abelhas nos meus pensamentos. a ver se elas ajudam no campo das palavras que, afinal, parece ser isso que se me aflorou , fugiu, voltou e não parou muito tempo, só o suficiente para perceber que o campo de palavras dos pensamentos precisa rejuvenescer. espera-se que a chuva possa ajudar. o pior é se entorpecem com a humidade. dá-lhe ferrugem, sim que as palavras também enferrujam… e ranjem depois, fazem tal barulho que as abominamos e passamos a encurtar discurso, a resumir assunto, a sintetizar conversas…hã? sim, claro. dizias? pode ser.  não te maces. está bem assim.

desabafos em rodapé

janela(s) de oportunidade em atualização constante

só para dizer que tenho os irmãos hansel e gretel cá em casa. entre uma divisão e outra, num caminhar com botas resistentes, vão deixando pequenas migalhas pretas no chão, tão direitinhas e seguidinhas , que espero bem que lá mais para a tardinha encontrem o caminho de regresso a suas casas.

berbequim, martelo, martelo , berbequim. podia estar todo o dia nisto.

ben-u-ron, por favor.

desabafos em rodapé

janela(s) de oportunidade(atualização)

doze horas, vinte e um minutos e quarenta e dois segundos. a casa está invadida de sons e de frio. tudo quanto é espaço “janeloso” está aberto e irremediavelmente exposto à atmosfera exterior que nos enche o espaço, o habitáculo, a  área interior de arrepios. há já mantas ao serviço, nomeadamente nas minhas pernas, derivado do facto anteriormente mencionado. apesar das portas fechadas o ar vai entrando, atrevido. toda a gente sabe que o ar é rufia, intromete-se, ingere-se alarga-se em atitudes não consentidas…se houvesse agora uma possibilidade de glaciação rápida – em velocidade turbo, digamos,- a minha casa seria a primeira a ser atingida. a fama chegaria finalmente ao lote 10,  terceiro esquerdo. olha agora o som do berbequim. chega-me aqui até onde estou, talqualmente como o som da broca do dentista. que experiência tortuosa. e as portas que batem, e as chaves que caem…

coisas minhas, desabafos em rodapé

janela(s) de oportunidade

acabadinhas de chegar cá a casa.

ei-las. pouco nítidas. há que preservar a privacidade. e depois há muita inveja não declarada, e nunca se sabe quando uma boa macumba me arruína a oportunidade e a janela.

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tivemos de expulsar as antigas. eram “oportunidades” já gastas.

sala

não há oportunidade que não dê trabalho e não precise de ferramenta. mais uma vez um  registo a dar para o baço, pois muita nitidez pode proporcionar voyeurismo exagerado.

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atualizações a qualquer momento.

bom dia.

coisas da vida, desabafos em rodapé

a cantar de galo,

pelo menos até ao próximo fevereiro de 2018, parece-me. o ano novo chinês é todo ele revestido de cores, encantos e boas energias. mas só para alguns. nada de novo, afinal. o galo irá cantar para uns, desafinar para outros. no fim, far-se-á o balanço. a mim, dizem-me que sou porco. será, será, eles têm uma cultura milenar. hão de acertar nalguma coisa. o que me chateia ser porco tem a ver com a cor rosada e o pelo crespo. que desagradável.

boa noite.