coisas da vida, desabafos em rodapé

liberdades ao nível da caligrafia

que agora com as receitas eletrónicas acabaram. uma pena, sem dúvida. era todo um exercício de adivinhação, dedução, perceção do que ali estaria escrito, quando os médicos, à mão, ortografavam naquele papelinho branco com vinheta colorida, a panaceia que nos haveria de aliviar das dores. acabou. o mistério foi-se: o esforço realizado em toda e qualquer farmácia no sentido de decifrar aquilo que muita gente apelidava de gatafunhos, é já um cenário do pretérito. tudo se acaba. senhores doutores, a vossa imagem de marca… a designação “letra de médico” pertence a um passado recente. essas liberdades ao nível da caligrafia são agora uma recordação de uma manhã chuvosa de quarta -feira, semana em que a primavera chegou, mas não vingou . ainda.

letras de médico

imagem

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11 thoughts on “liberdades ao nível da caligrafia”

  1. Acho mal, coarctarem assim à má fila a liberdade de expressão dos senhores doutores, com mais um “acordo” imposto, este caligráfico!

  2. Eu estou perfeitamente convencida que os estudantes de farmácia tinham uma cadeira de caligrafia, daquelas a que ninguém passava à primeira, tipo o “sofá” do curso 🙂

    Beijinhos, Mia

  3. Era realmente um exercício de adivinhação tentar perceber o que estava escrito. Mas ainda tenho dessas gatafunhadas no livro verde do bebé 🙂

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