Falei ao vento, ao mar salgado. Estava o dia cinzento. Não fiz queixas nem exigências. Elogiei a espuma e a força do encontro na rocha , que logo se esbatia em suavidade. E ela, a onda, multiplicava-se em salpicos, agradecendo. Isto é cá uma interpretação muito minha, desta proximidade. Expressei-me a partir de cima, de uma espécie de amurada. Procurei ângulos diferentes: ali, só a espuma me ouvia, só a onda me entendia, e o constante movimento, a repetição do som, do movimento… fez-se silêncio. Falou o mar.

Podia ter sido num sítio qualquer. Pois podia. Foi em Leça da Palmeira.
As muitas cores do mar… 🙂
Bom dia, Luisa. As tuas cores e as minhas…
Só o mar nos entende…
Principalmente, porque enrola na areia, Dina.
beijinho.
Leça da Palmeira, como dizem os outros – “terra mais bonita de Portugal”
Não será a mais bonita, mas tem um belo e largo passeio marítimo, um bonito farol, uma admirável casa da arquitectura, uma chique Casa de Chã do mestre Siza e uma piscina cheia de mar… e tem muito mais… mas fica muito mais distante desta amurada.
Foi exatamente isso, que me levou a identificar o local ( os Expensive Soul, lá terão as suas razões 🙂
Eu, que sou mais cá de baixo, aliás região Centro, vou ao Porto com regularidade. Leça da Palmeira aconteceu. O dia nublado e aquele enorme passeio e o farol, e tudo o mais, até uma casinha de chá muito simpática, enfim, “caiu-me no goto”.