coisas minhas, desabafos em rodapé

palavras ao mar

 

Falei ao vento, ao mar salgado. Estava  o dia cinzento. Não fiz queixas nem exigências. Elogiei a espuma e a força do encontro na rocha , que logo se esbatia em suavidade. E ela, a onda, multiplicava-se em salpicos, agradecendo. Isto é cá uma interpretação muito minha, desta proximidade. Expressei-me a partir de cima, de uma espécie de amurada.  Procurei ângulos diferentes: ali, só a espuma me ouvia, só a onda me entendia, e o constante movimento, a  repetição do som, do movimento… fez-se silêncio. Falou o mar.

leça

Podia ter sido num sítio qualquer. Pois podia. Foi em Leça da Palmeira.

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6 thoughts on “palavras ao mar”

  1. Leça da Palmeira, como dizem os outros – “terra mais bonita de Portugal”
    Não será a mais bonita, mas tem um belo e largo passeio marítimo, um bonito farol, uma admirável casa da arquitectura, uma chique Casa de Chã do mestre Siza e uma piscina cheia de mar… e tem muito mais… mas fica muito mais distante desta amurada.

    1. Foi exatamente isso, que me levou a identificar o local ( os Expensive Soul, lá terão as suas razões 🙂
      Eu, que sou mais cá de baixo, aliás região Centro, vou ao Porto com regularidade. Leça da Palmeira aconteceu. O dia nublado e aquele enorme passeio e o farol, e tudo o mais, até uma casinha de chá muito simpática, enfim, “caiu-me no goto”.

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