desabafos em rodapé

há coisas que não se explicam

ainda ontem era verão. verdade? hoje, no entanto, uns pingos de chuva bastaram para   estar já tomada de um tom muito «jingle bells». insidioso, matreiro, insinuou-se naquele largo de um certo shopping que só visito in extremis, e instalou-se com grande atrevimento. sem dar conta, já tinha as mãos ocupadas, e plenas de certeza que devia trazê-los.

natal

apanhei-os desprevenidos, mas reparo agora, que pode ter havido uma inversão de papeis, e quem foi apanhada desprevenida, fui eu, mas isto passa-me. deixai vir janeiro.

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e o verão?#8

verão

dizem que quinta-feira, finalmente, o outono vai fazer-se ouvir. pingos de chuva inundarão as ruas que, constantemente calcorreadas por pressas e vagares, irão hidratar-se e ouvir lamentos de quem segura um guarda-chuva, que passará a ter honras dos estimados óculos de sol guardados em local próprio, à espera de novos raios da estrela maior. dizem os entendidos, que o verão verá chegar o seu capítulo final, aqui, neste sudoeste da Europa, hemisfério norte. despedir-me-ei destas temperaturas “assassinas” para o meu bem-estar físico, sem saudades. a seguir, outras queixas se farão ouvir, se não for sobre o tempo, assunto não há de faltar. o meu sofá cinzento é muito bom ouvinte. e se o outono fosse meu…

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“i just called to say…”

Serve este, para explicar o quanto se sofre no dia a dia, quando há a infelicidade de ter que recorrer a um número telefónico que nos dá música. e são tantos, ó Altíssimo. Talvez, talvez, hoje, pela manhã, alguém cá de casa, possa ter deixado ficar um pequeno saco esquecido num banco de uma estação ferroviária. Talvez. E se assim tivesse acontecido, talvez,  alguém o pudesse ter entregue na bilheteira.

Vamos ligar. Agora é esperar. Ouve-se uma espécie de clique e é aqui,  que todo o maravilhoso número musical e de avisos ao utente tem início, a partir de uma voz simpática, que sugere procedimentos antes de colocar o fundo musical a correr em 45 rotações, fosse o caso de um velhinho LP de vinil, às voltas num velhinho gira-discos. E o piano, numa exímia execução a uma só mão, punha-me a cantarolar aquilo que um dia Stevie Wonder escreveu com ênfase no refrão “I just called to say I love you”. Eu não fui tão longe, só queria perguntar pela possibilidade de alguém ter encontrado um saco. Os minutos passavam, e eu a pensar que um simples telefonema – i just called…- pode ecoar tanto amor, e “nos entretantos” uma voz bem treinada, dizia-me em intervalos regulares, que a minha chamada era muito importante. Eu devia aguardar. Por favor, não desligar. Assim fiz. I just called…

Depois, fui atendida. Dei o nome, o número de telemóvel, o endereço eletrónico, perguntaram-me o número do comboio- I just called…- agora era eu mentalmente, minha querida se pergunta mais alguma coisa, vou daqui à estação procurá-la pessoalmente. Ficámos assim. Eles depois, dizem alguma coisa. Às tantas, o saquito até pode ter ficado no carro. Nunca se sabe se chegou a contactar com os cheiros matinais da estação ferroviária de Pombal. Vamos aguardar. I just called…

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ser positivo e otimista

está a ser fácil. para este ano, os objetivos estão cumpridos. aquela agonia perto do final de agosto, quando as férias estavam a terminar, e tinha um especial ódio ao dia 1 de setembro, este ano, ó,céus! está mitigada. não só já estou a trabalhar em agosto, como ainda o dia 1 de setembro calha a um sábado. estou, deste modo, a trabalhar no sentido de ver sempre o copo meio cheio. se para a semana em pleno desenvolvimento laboral, e com a palavra férias totalmente enterrada num pretérito tão próximo, estarei assim tão otimista e bem disposta, isso…logo se vê.

chove e faz fresco. continuação de uma boa semana.