avisos

ainda eu rosnava contra as pipocas

cinema. Nova Zelândia. aviso:

“Apenas um lembrete amigável de que temos um código de vestuário nos cinemas Hawera. É muito simples, basta estar vestido de forma apropriada e com sapatos limpos, e está pronto. Por favor, nada de pijamas, onesies [pijamas de peça única], roupões ou galochas sujas — não importa o quão bonitas sejam!”

a partir de agora passarei  a relativizar o ruído crocante e irritante de todos aqueles que me cercam numa qualquer sala de cinema e apreciar  muito, mas mesmo muito, o facto de não ter ninguém na cadeira ao lado da minha, uma alimária envergando um pijama ou um roupão, embora verdade seja dita, um roupão traçado com um cinto bem encorpado, é outra conversa.

fonte

 

 

 

 

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coisas da vida

“sol na eira e chuva no nabal”

 

estava o Sol com vontade de iluminar e fez-se ao terreno e iluminou. a roupa lavada, e depois bem torcida, que a máquina que muito bem  a lavou, muito bem  a torceu, pois ele eram rotações  a chiar num rodopio que, calhando, um dia destes, sai-me do lugar, e chego a casa e dou-me com uma espécie de mastodonte no corredor, ligada a uma tomada exangue. pois lá foi a dita roupinha respirar o ar que se impunha, e receber os raios mais ou menos quentinhos que se distribuíam, ali, na área do terraço, à espera que zéfiro, numa dança muito lá dele, a consiga elevar em movimentos graciosos e cheios de bons resultados. mas, porque não se pode ter “sol na eira e chuva no nabal”, acontece que o número de pares de meias entrados, não corresponderam ao número dos que saíram. esta estatística, esta contagem, este censo, este numeramento, sei lá eu o que lhe hei de chamar, mais uma vez a trazer à liça um tema que parece não desaparecer do nosso quotidiano. eu, aqui feliz com o dia que se fazia sentir, e elas, as aleivosas, a quererem mostrar todo um poder demoníaco, de subjugação a um martírio que me traz de vez em quando, vontade de materializar assim:

ideias_meias perdidas

aplacava-lhes o mau feitio, sabendo do meu cuidado para que nada lhes faltasse. ou:

ideias_meia perdida_2

dava-lhes ali uma ternurinha, numa espécie de trocadilho bem sucedido. ou

ideias_meias perdidas_3

dava-lhes  um recado ríspido disfarçado com uma pitadinha de humor, pois começo a fartar-me desta comédia.

segunda-feira, 23 de abril. faltam menos de 48 horas para ser feriado.  que se lixem as meias.

imagens

desabafos em rodapé

afogada em ficção

“—Ninguém consegue qualquer coisa contentando-se com o seu trabalho. É necessário criar relações. Devia pensar em criar um negócio.

—De que géneros de negócios fala? (…)

—Oh! há centenas, não é o que falta. Mas vejo-o perfeitamente pelo menos num lugar de responsabilidade.

— Mas é preciso dinheiro para montar um negócio.

— Não muito, se tiver as relações necessárias. ”

Focus, Arthur Miller

desabafos em rodapé

coisas desta semana

com o despontar da segunda, primeiro dia da semana, boas notícias auguravam a despedida de tais adereços, e quiçá, o cenário haveria de encher-se de luz, de uma mais amarela.

inverno

a previsão não desiludiu.

verão

não fosse o trabalho podia ter sido assim, mas a luz fez-se ao caminho e iluminou.

até já começava a planear, lá para sábado, que por acaso é hoje, algo parecido com isto.

praia

mas quase sempre que me entusiasmo com antecedências, dou com os “burrinhos na água”, pois afinal, é mais isto, daqui, da minha janela.

chuva 2

bom fim de semana.

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coisas minhas

estive, quase, quase,

tentada a escrever sobre a sexta-feira, dia treze, e os templários, e os doze apóstolos, e sobre frigatriscaidecafobia (um medo irracional de sextas-feiras 13), e gatos pretos e azares associados, mas depois pensei: “quem é que a uma sexta-feira, há de andar perdido no wordpress, a espreitar assuntos já muito comentados, e sem nada de novo para acrescentar, como este das superstições ligadas a este dia? ” e foi isso que me fez recuar no propósito, para sorte minha, que ainda logrei ter algum juízo, algures entre o passar dos segundos a fazerem-se minutos, numa corrida sem pressas. mas estive, quase! lá isso, é verdade!

gato preto

bom fim de semana

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