coisas da vida, desabafos em rodapé

“eu vou chorar do tempo onde eu vi o mundo azul”

eu vou chorar do tempo onde eu vi o mundo azul

 era quando saía para a rua e havia tantos por quem esperar, certa de que não me falhavam, independentemente do que se inventasse para para passar o tempo;

era quando estava certa de que ainda tinha todos, ou quase todos, os mais velhos,  prontos para viverem muitos anos, na esperança de que não haveria mais golpes do destino, daqueles muito fatídicos;

era quando as batatas fritas da praia, os gelados e o banheiro não me falhavam a cada dia quente de julho, onde a maré baixa deixava ver as rochas, e o cheiro a iodo se intensificava…

isto e muito mais.

e aí, como é que era o tempo do mundo azul?

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coisas da vida, desabafos em rodapé

valores mais altos se levantam

passando os olhos pelos jornais, tablóides, ou o que for, há títulos chamativos, umas vezes agoniam, outras imprimem repulsa, pois isto de valores, parece que se foram perdendo muitos. doutros. diferentes.

As verbas para assessoria e secretariado na Assembleia Municipal de Lisboa (AML) vão ser discutidas amanhã pelos membros da mesma. A presidente do órgão, a também deputada à Assembleia da República, Helena Roseta, levará o assunto à conferência de representantes (que reúne os eleitos pelos lisboetas), onde poderá ouvir os partidos com assento, e o debate está agendado para logo a seguir. 

mais um assunto que vai aquecer, ou não estejam as temperaturas baixinhas, para depois se esfumar no calor das festividades que se aproximam. um viva às filhós de abóbora, e a quem as pode comer.

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de escândalo em escândalo

Hollywood  obriga-se a olhar para dentro da indústria que sempre soube subjugar e, ao mesmo tempo, trazer à ribalta- só que a custos elevados- . o passeio da fama está por demais enlameado. as areias movediças que rodeiam o local já tragaram muita dignidade. sob as luzes da ribalta, demasiadas sombras se movem pejadas de  ultraje e  abuso. os diferentes formatos das películas regem-se por diferentes bitolas. tudo uma questão de ética e de integridade …câmara obscura, talvez.

Harvey Weinstein 

Bret Ratner

Kevin Spacey

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homeopatia

andava a  vida entre perdidos e achados. às vezes, os perdidos, porque em maior quantidade, submergiam os achados, quando eles se tornavam bons para a continuidade. neste equilíbrio/desequilíbrio, até parecia que pensar bem e positivo haveria de chegar para alcançar tudo o que o céu prometera.

entretanto, um calendário.

ali, pendurado numa parede com um ar gasto pela pouca temperança, fazia perceber uma vida que se escoara umas vezes mansa, outras mais turbulenta. uma vida que clamara por tratamento, e quando  veio a a receita, uns, insistiam em doses fortes aprovadas cientificamente, já outros, opinavam ser melhor olhar para dentro, e procurar cura lá mais no fundo…

a discussão instalou-se e a vida foi-se movendo em várias direções isentando-se de responsabilidades sempre que as doses mais fortes não resultavam, e não se coibia de desdenhar do efeito placebo.  bitch.

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sobre nostalgia

Etimologicamente, a palavra nostalgia é formada pelos termos gregos nostós (que significa regresso a casa) e álgos (que significa dor). Define-se por um sentimento de tristeza, um sentimento que pode elevar a palavra saudade a um nível acentuado. Perante isto, parecendo simples, sem no entanto o ser, percebo que já há muito tempo sinto necessidade de regressar a casa, àquele lugar que sempre tive, que estava cá dentro e fluía mesmo que as contrariedades se impusessem. Esta albufeira nostálgica que se instalou devagar e insidiosamente (com o meu consentimento) tem ordem de demolição rápida e imediata. O pior é que com o problema da burocracia portuguesa há de levar o seu tempo.