coisas da vida

“sol na eira e chuva no nabal”

 

estava o Sol com vontade de iluminar e fez-se ao terreno e iluminou. a roupa lavada, e depois bem torcida, que a máquina que muito bem  a lavou, muito bem  a torceu, pois ele eram rotações  a chiar num rodopio que, calhando, um dia destes, sai-me do lugar, e chego a casa e dou-me com uma espécie de mastodonte no corredor, ligada a uma tomada exangue. pois lá foi a dita roupinha respirar o ar que se impunha, e receber os raios mais ou menos quentinhos que se distribuíam, ali, na área do terraço, à espera que zéfiro, numa dança muito lá dele, a consiga elevar em movimentos graciosos e cheios de bons resultados. mas, porque não se pode ter “sol na eira e chuva no nabal”, acontece que o número de pares de meias entrados, não corresponderam ao número dos que saíram. esta estatística, esta contagem, este censo, este numeramento, sei lá eu o que lhe hei de chamar, mais uma vez a trazer à liça um tema que parece não desaparecer do nosso quotidiano. eu, aqui feliz com o dia que se fazia sentir, e elas, as aleivosas, a quererem mostrar todo um poder demoníaco, de subjugação a um martírio que me traz de vez em quando, vontade de materializar assim:

ideias_meias perdidas

aplacava-lhes o mau feitio, sabendo do meu cuidado para que nada lhes faltasse. ou:

ideias_meia perdida_2

dava-lhes ali uma ternurinha, numa espécie de trocadilho bem sucedido. ou

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dava-lhes  um recado ríspido disfarçado com uma pitadinha de humor, pois começo a fartar-me desta comédia.

segunda-feira, 23 de abril. faltam menos de 48 horas para ser feriado.  que se lixem as meias.

imagens

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coisas da vida

dinamismo de um jogador de futebol

dinamismo-de-um-jogador-de-futebol-umberto-1913

obra de umberto boccioni, 1913 (imagem)

não há para onde fugir. o assunto,depois  da bicicleta  já ter dado várias voltas ao mundo) agora, é a supensão, a imbecilidade, a boçalidade, a falta de integridade. totalmente cercados. isto lembra-me um bocadinho : “pão e circo”. um bocadinho. mesmo não sendo apreciadora da arte da bola no relvado, é possível que os verdadeiros apreciadores de futebol se sintam defraudados com a miséria que grassa em campo. em todos. dos azuis, aos encarnados,aos verdes, não há paleta que aguente.

 

 

coisas da vida, desabafos em rodapé

“limpar o sarampo”

parece que o método , este, do título, consiste numa abordagem quiçá a  dar para o violento, mas, considerando o assunto numa perspetiva séria, é possível que assim tenha de ser. de agulha em punho, venham de lá os justiceiros com  a mistura certa para dar cabo disto de uma vez por todas, que isto de gerações com manias naturistas, ou o que lhe quiserem chamar, não tem graça, inunda-nos de chatices e não há paciência que aguente.

 

coisas da vida, coisas minhas, desabafos em rodapé

há, do verbo haver

 

há o(s) livro que eu não li, há o(s) filme(s)  que eu não vi, há as noticias que não ouvi, há os movimentos a que não aderi… e há uma espécie de sonambulismo que me põe num andamento  do lado de fora da vida, passeando-me em via paralela, envolta como em película de uso doméstico: olho, mas pareço não ver, sei, mas não comento, toco, mas não sinto.

se calhar sofro de  síndrome  raro, mas não tanto assim. tenho de ir à internet ver o que será. por lá se encontram causas e sintomas e até receitas de cura. de que estarei à espera?

coisas da vida, desabafos em rodapé

assunto em epígrafe

estou à espera dos óscares.

após:

“supernanny, sim ou não, o que é exposição, o que vai à CPCJ, ou fica por dizer”;

“d. manuel clemente e as suas opiniões”;

“do Carnaval que uns gostam, outros nem por isso, e há aqueles a quem lhes é indiferente”;

“dia de são valentim” que há de explodir em outfits e conselhos dedicados a todos os bons (e maus) amantes”, espero pelos óscares,  pra ver o que vai ser.

é uma excitação diária.