coisas minhas, desabafos em rodapé, fotos

há um ano a esta parte

em viagem de trabalho, celebrei o solstício de verão na Eslovénia. da capital, Liubliana, até Koper e Piran, tudo é verde e acarinhado. bem preservado, apesar dos horrores que se passaram ali à porta nos anos 90, este país escapou à bárbarie e tem um grande orgulho em todo o seu património. com o solstício de verão 2017 a começar às 05h24, segundo dados científicos, estou bem longe da sensação de satisfação de há um ano. ficam-me as memórias para amenizar a tristeza de viver num país tão maltratado.

liubliana vista do terraço de um hotel

pormenor arquitetónico de um prédio situado numa artéria junto a embaixadas.


edifício da ópera

mês de junho totalmente dedicado a festivais e a celebrações

 

Koper, cidade medieval com reminiscências venezianas

 

Piran, praça central

banhada pelo adriático, com  a croácia em pano de fundo

a refrescar os olhos, numa data com pouco para festejar por este ano de 2017.

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viagens na minha terra

seguindo a Norte e quase sempre a direito por força das estradas que hoje temos, chegámos a Peso da Régua. entre o verde e o espelho de água, apetecia consolar o estômago. para tal, escolheu-se um sítio, alegadamente bem posicionado por conta dos comentários muito positivos ao lugar. terá sido sorte dessas pessoas, pois não correu muito bem todo o procedimento. longa espera – apesar da reserva feita- serviço mal combinado, e uma perfeita desorientação face ao elevado número de comensais que esperavam e desesperavam. se calhar, eu desesperava mais que outros. se calhar. entretendo o olhar, fixei-me nos “pendentes” do exterior, que mais tarde se hão de encher de cor, mas que, por agora, são apenas pequenos cachos de uvas verdes ornamentais, e bons servidores de sombra.

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e porque o serviço demorava, os olhos varriam a água e o que tudo à sua volta se prendia.

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já o almoço se perpetuava, aconchegado no local para si destinado, e os olhos, incansáveis, tentavam segurar aquilo que parece quase imutável, numa paisagem feita para deslumbrar.

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diz a lenda qua o douro acordou tarde para chegar à foz, e pôs-se ao caminho com grande determinação, cortou caminho cavando o seu leito entre imponentes “paredes” .

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mas sem se deixar intimidar, acrescento eu.

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boa semana.

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o que se passa no 3º esquerdo?

quase a rondar as vinte horas, ou já passadas, está o terceiro esquerdo a clamar por vida entre as suas paredes. foram horas de silêncio, apenas entrecortadas pelos barulhos exteriores, que até nem são muitos aqui, neste canto. há o barulho  daquela máquina- desconheço o nome- que faz misturas no segmento da construção que acabam em cimento; depois, há o cão branco, vadio à noite,  dorme todo o dia encostado aos carros, servindo-lhe os pneus de almofada, os latidos ficam guardados para os passeios noturnos;  os pinheiros que nos circundam, apesar de algum vento, sussurram baixinho, sem alarido de maior. o vento é quente, e não puxa para grandes manifestações. é possível que se tenham notado sinais exteriores de vida ao largo do terceiro esquerdo, ao longo do dia, mas agora, entre portas, parece que a calma reina neste pequeno espaço ainda inundado de luz solar. sentada no meu sofá cinzento, estou a pensar se deixo tudo assim, ou se lhe dou um pouco de dinâmica.

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sobre manjericão, essa demanda.

estou necessitada de doutos conselhos. sou grande apreciadora de manjericão, barra, ocimum basilicum. então, o mui amado ocimum basilicum,  que se expõe no lugar das frutas e dos legumes, às vezes encimada por paletes de cogumelos de variedades diferentes, em superfícies comerciais ao nosso dispor, vem para casa- minha, neste caso- e fica depositada junto  a uma janela, aconchegado com luz indireta para não aleijar a sensibilidade botânica da sua perfumada identidade, e não muitos dias depois, definha, despede-se e joga-se num volteio deprimente, encolhido, sem querer mais diálogo com o exterior. acastanha-se e vai-se embora, apesar de todos os cuidados prestados. entretanto, já tocam os sinos por nova planta. esta, agora, enterrada num vaso, num espaço exterior , com muita terra à volta, junto, – mas não demasiado -, a outras companheiras , não demora muito tempo a dar sinais de querer fenecer. da vontade ao ato, é um instante.

o que estou  a fazer mal? agradeço todas as contribuições que me levem a ter algum êxito nesta demanda.

bom fim de semana

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“my name is bond…”

já foi tarde que me rendi aos encantos do agente secreto “shaken not stirred”. vejo os filmes no ecrã, à espera que os truques ali executados, possam passar à vida real, e assim, eliminar para sempre os maus da fita. claro que é ficção. só que eu gosto de ficção, de ilusão, de  realidades inventadas para o ecrã. mais em concreto: durante aqueles momentos, a vida depende só de um homem que salva sempre a humanidade de um qualquer malfeitor a necessitar ser erradicado do planeta -a marvel também erradica muito bem-  mas isso é outra conversa. quando voltamos à realidade, ela é bem menos graciosa e despachada, e lá a enfrentamos o melhor que podemos. agora falemos de roger moore, o agente de olhos claros, despediu-se. talvez se venha a encontrar com o engenhoso “Q”. sempre ao serviço de sua majestade.

bond

Q