coisas minhas, desabafos em rodapé

de hoje a um mês,

também é feriado.

celebremos, pois.

BLOG_ miuda que dança

apetece-me infantilidade.

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coisas minhas, desabafos em rodapé

hoje estiveram comigo

aqui, neste espaço, pessoas de Portugal, Estados Unidos, Brasil, Espanha e Reino Unido. Já ontem, a Arménia marcou presença junto com a Alemanha. No dia anterior, o Bangladesh, a Irlanda e o Canadá e a Finlândia, Índia e Suécia…

🙂

Tem dias que isto parece as Nações Unidas, de tanta variedade de “gentes”, já outros, parece  um deserto amaldiçoado, pelo silêncio dos passos que não ouço. Coisas da vida.

coisas minhas, fotos, sábados

Tajo /Tejo, e um castelo visto de costas

El río Tajo (en portugués, Tejo) es el río más largo de la península ibérica, a la que atraviesa en su parte central, siguiendo un rumbo este-oeste, con una leve inclinación hacia el suroeste, que se acentúa cuando llega a Portugal.” 

depois, em verões castigadores, o Tejo faz-se pequenino, e deixa-se de ambições. rodeia o Castelo que em tempos foi linha de defesa, e tenta derramar-se e encantar  margens por demais despidas de manto líquido.

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um Sol implacável descarregava toda a sua garra numas paredes que já enfrentaram outras batalhas. estas, climáticas, são uma novidade para o Castelo de Almourol.

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o Tejo, magrinho, quase nem serpenteia de tanta fraqueza, aqui, em Vila Nova da Barquinha.

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agonizante, em caminho estreito, não tem entusiasmo para encantar que o visita.

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tudo isto, a vinte e poucos de outubro de 2017

bom fim de semana.

coisas minhas, desabafos em rodapé

D. Palmira e o comunicado

solicitava-se a presença célere de D. Palmira, pois era portadora de um importante comunicado, e já se sabe que um comunicado se não for pronunciado a tempo e horas perde validade, e entranham-se -lhe pequenas quantidades de mofo cronológico de uma inutilidade atroz.  claro que ninguém queria que o comunicado de que a D. Palmira era portadora, se finasse assim tão anonimamente. iniciou-se logo ali uma demanda por D. Palmira. várias foram as pessoas que de imediato se propuseram ir à sua procura. entretanto, alguém se lembrou que tinha trazido doce de abóbora, para barrar em bolachas de água e sal, quadradas e crocantes. depressa este chamariz de açúcar aglutinou todo um círculo de gulosos à volta de uma tigela de barro genuíno e tradicional, que levou ao abandono da demanda iniciada. sobre o comunicado e D. Palmira, creio que até à hora a que relato- treze horas e sete minutos- não mais foi avistada. as bolachas estavam supimpas. ó se estavam.

coisas minhas, desabafos em rodapé

o condutor-rolha

 

1-bom dia a quem ainda não vi hoje. trago um assunto enervante à liça: o condutor-rolha. de certeza que todos conhecem, podem é chamar-lhe outro nome. então vamos lá:

2-estão a ver aquelas rotundas que a certa hora do dia começam a denotar um fluxo de trânsito que deixam pouca margem de manobra? estão a ver aquelas ruas que lhe são adajcentes, mas por qualquer motivo não lhes conseguimos chegar, porque alguém bloqueou aquela nesga de rotunda que nos permitiria o acesso para outro sítio, que não aquele que toda a rotunda parece querer indicar? porque há pessoas que não viram na primeira, mas querem virar na segunda, só que têm uma espécie de tampão a impedir. e quem é? é o condutor-rolha.

 3-o condutor-rolha, uma vez que se lhe encarquilhou o cérebro de tanto servir de tampão, cola-se num sitio da rotunda – pre-ci-sa-men-te- aquele que permitiria escapatória. é neste momento  que, às vezes, todo um vocabulário adormecido, menos ortodoxo, é chamado a colaborar para expandir os nervos. gritar com os vidros fechados também, por vezes, resulta. mas escancarar a boca dessa forma, depois de um dia de trabalho, não sei…mais vale um insulto mordido em ré menor.