desabafos em rodapé, coisas minhas

e se me desse agora

para desatar a escrever tudo em diminutivos, como quem faz um desabafozinho, nesta manhã cinzentinha, onde corre um arzinho assim friito, capaz de nos aborrecer os ossinhos?

e então? vocês eram pessoas para perder um tempinho a ler? sim? obrigadinhos.

e se

o fizesse, à espera que um solzito aparecesse, para me dar vontade de começar a fazer a malita destinada a uma voltinha que tenho agendada já há um tempito, ou tempinho, vá?

logo se vê.

desabafos de agosto, desabafos em rodapé

coincidência?

há um ano publicava-se aqui em desabafos, , a partir de um sofá cinzento, a calamidade nacional: incêndios. fenómeno sazonal, já todos esperamos na estação certa, o crepitar das chamas com uma resignação aflitiva. esta agenda parece não ter fim. vejo este país a arder há mais de 30 anos, e não sei como continuamos a permitir tal desatino.

fogo

imagem

“No primeiro ‘briefing’ de hoje da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), realizado pelas 09:00, em Lisboa, a adjunta nacional de operações, Patrícia Gaspar, revelou que no sábado os 268 incêndios foram combatidos com o apoio de 1.762 viaturas, tendo sido realizadas 103 missões com meios aéreos.” (sapo.pt)

coisas da vida, desabafos em rodapé

férias

tendo em conta conceitos como denotação e conotação, este substantivo feminino plural, precisa de ser sacudido para poder voltar a ser o que sempre foi.

quer isto dizer que a palavra acima citada, significava leveza e horas bem mal aproveitadas, sem que isso tivesse qualquer importância –  o pretérito, o que ficou lá bem para trás,  às vezes é tão bom, ponto de exclamação, suspiro, e ênfase em saudades- já estes dias, ainda agora, dias primeiros, não corresponderam. espera-se pois, que os que faltam, possam cumprir.