desabafos em rodapé

está um bocadinho húmido

 eu estou em casa.  peço desculpa a quem tem que fazer na rua, mas é só pra dizer que estou a gostar muito deste som, aqui do lado direito, onde uma janela me deixa apreciar o cenário. vem com força, depois, mais calma, deixa-se apenas cair quase em silêncio. diria que é som, a rebentar de vida.

totoro

só para retirar um pouco da carga dramática com que a chuva, às vezes, gosta de se vestir.

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desabafos em rodapé

abril águas mil

nada de reclamações. vai cheio. corre sem pressa, mas com vigor.

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todos os patinhos sabem bem nadar

sábado. a antecipar um domingo de Páscoa sensaborão. hoje é segunda. em antecipação a  uma terça com início de toma de antibiótico. vou precisar de água.

coisas minhas, desabafos em rodapé

um “crac” antes de uma radiografia

a mesa já anunciava a Páscoa: toalha, iguarias, e faltava só compor-se com as pessoas que tardavam em chegar. não vieram todas ao mesmo tempo e foi-se saboreando a companhia, à medida que iam chegando. tudo estava tão bom. não deixei nada por provar. e ia a conversa correndo, eu discorrendo, e num mastigar lento de palavras em conjunto com uma fatia de pão muito pequena, mas coberta generosamente de presunto, ouviu-se um “crac”. pois que foi, o que não foi, anunciei que tinha acabado de partir um dente. bem na frente. sendo assim, é agora possível, desde que abra bem a boca,visualizar um espaço vazio capaz de nos catapultar até ao infinito das papilas gustativas, que estão logo ali ao lado. ai agora o que vai ser, telefonou-se a um dentista credenciado, logo a seguir vinham as recomendações, e tendo eu hora marcada para uma radiografia panorâmica, eis-me em horário certo, num tom de pontualidade irrepreensível e  a senhora de bata branca do outro lado do balcão, clama por cartões, requisições e documentos acompanhados de dinheiro e assinaturas, e eu obedeço prestes, pois aquele tom de voz imperativo de quem já está farto de trabalhar e àquela hora ainda vem mais uma, lá me indica que tenho de subir ao primeiro andar que a colega chamaria. chegada à sala de espera, um canal de televisão oferecia também belíssimos prémios em cartão num tom de voz exasperante, e valeu-me vir outra senhora de bata branca que me encaminhou para um sítio. após todas as indicações para tirar brincos, colares e etc, vestiu-me um avental que pesava quase tanto como as mágoas deste mundo, esticou-me o queixo, plantou-o em lugar certo, enfiou-me uma espécie de apito na boca e rodou a panorâmica. já está entregue em sede própria. esperam-se desenvolvimentos.

 

desabafos em rodapé

vou contar melhor, para se perceber .

na realidade, onde parecia que eu ironizava (post anterior),não, aquilo era mesmo verdade. estava mesmo preocupada. eu tenho vivido uma vida tranquila, aqui no wordpress, sem sobressaltos. sei que dá imenso trabalho comentar aos que vêm de fora, e não é por isso que eu penso estar abandonada neste universo virtual, não, porque eu sei quem vem cá. ora, um dia destes, vi repetidamente no “caderno” estatístico, visitas oriundas daquele país (nem pronuncio, à cautela) que teve um czar baleado em tempos idos, e agora tem um outro, muito amado pelo seu povo. a crer em teorias da conspiração, em que dizem que têm por lá gente qualificada a estragar a vida dos outros (falaram coisas e asssim que lá na América e que mais que também), e vai daí que eu pensei:”querem lá ver, que tropeçaram nisto, e só por brincadeira me desencaixaram , aqui o modelo todo?”. é que aprecia mesmo. abria a página, e toda ela era um branco pintalgado de letras à esquerda do monitor. palavras escritas a azul, outras a preto, todas elas sobrepostas, e nem sequer podia entrar naquilo que é meu, pois não havia porta de acesso. preocupação, dor e raiva. eu? a ser vítima de ataque burlesco?-  falta-me  melhor e mais apropriado adjetivo, que estou com um nadinha de pressa- querem lá ver que foi coisa do outro lado, onde o frio dá a volta à cabeça? uma pessoa, nos tempos que correm, tem legitimidade para pensar em tudo. daí que, depois de muito trabalho, lá consegui montar as peças para lançar aquele registo quase pungente. as respostas foram boas, agradeço muito. é que deixei mesmo de vos ver, ler e ouvir. agora, lentamente, estamos  a recuperar. como tenho de ir escrever uma carta muito importante, fico por aqui. boa semana.

coisas minhas, desabafos em rodapé

o que é que se passa em: “o meu sofá cinzento?”

estou em crer que fui vítima de assalto, aqui, neste humilde blog . alguém com poderes sobrenaturais, engendrou um plano todo ele muito bem urdido, mexeu em teclas e domínios dos cantos mais obscuros do wordpress, e colocou-me numa situação muito desagradável: não vejo, não ouço, não sinto a vossa presença. estar aqui  a escrever este texto acontece por artes desconhecidas, e pode eventualmente ser completamente apagado do sistema. caso recebam, acenem desse lado, por favor. basta um lenço à janela. grata pela compreensão. isto está mesmo estranho. às tantas, confundiram-me com o patrão do facebook, e intentaram um golpe baixo contra os meus parágrafos. porquê a mim, que nem tenho o blog cotado em bolsa?