coisas minhas, desabafos em rodapé

disparidades

preciso de fazer exercício. todos os dias penso estar apta a mexer-me mais, e prometo sempre que amanhã é que vai ser. nunca foi, desde segunda-feira até hoje. depois, culpas e remorsos, enquanto vasculho receitas saudáveis, para me penitenciar. a seguir vou à despensa buscar uma tirinha/snack, de uma marca muito biológica, com um sabor maravilhoso, e textura muito simpática, que dá vontade logo de repetir – mas não se pode- e penso que naquele descer e subir de escadas já vai um nadinha de alguma coisa. é de noite, e não pus em prática fosse o que fosse que ontem tenha pensado. inclusivamente, achei que podia pôr em prática o movimento:  # e o que fizeste, hoje? e era ver pra aí desabafos, que eu sei lá. mas depois, achei que me estava a meter na vida das pessoas e achei melhor recuar na intenção. recuei. de resto, vai-se andando.

boa noite.

coisas da vida, desabafos em rodapé

a batata palha está esgotada na minha mercearia

comprei um queijo de cabra fresco e um pacote de manteiga. não desperdicei a viagem. cheguei a casa e disseram sobre a possibilidade de decretar estado de emergência, comentários e opiniões, e da minha janela nem vivalma, não, minto, uma senhora entrou na papelaria onde vendem jornais, papel cavalinho, cadernos A4 e outros tamanhos, para além de tinta da china. em tempos venderam raspadinhas. agora não sei. vendem tabaco. isso vendem. já vi numa prateleira, daquele “faça você mesmo”, para expelir fumo a seguir, e outro que vem já compostinho naqueles rolinhos brancos. isqueiros, não sei se há. sei que tem prendas para o dia do Pai. vi na montra de manhã, quando passei, e não trouxe a batata palha. a sopa de legumes até estava boa, e logo me esqueci da importância do bacalhau à brás. talvez amanhã. parece que já vai haver. batata palha. o bacalhau já tenho.

desabafos em rodapé

entre paredes

e a relatar através da janela:

vejo vazio. ouço silêncio. eu sempre gostei de calma nas ruas, e por isso , aos domingos,  a determinada hora em que parece estarem todos recolhidos em casa- hora do almoço- preferencialmente, gosto eu de andar na rua sem ver vivalma. agora, que esta ausência é forçada, pesa.

 

coisas da vida, desabafos em rodapé

isto do 29 de fevereiro

tem a sua graça. só que este ano pulou-me o aniversário para uma quarta-feira, e ainda não consegui analisar o impacto que pode vir a ter na minha vida fazer anos a meio da semana. de repente, pode vir a ser um assunto sobre o qual me terei de debruçar com sentido crítico, e talvez se encontre aqui um nicho de oportunidade, para lançar um novo tópico de conversa no mundo imenso e profundo das redes socais. já estou a ver um estudo científico, muito complexo na análise e bastante intrincado na explicação sobre o dia que mais convém aniversariar. se lhe juntarmos o signo astrológico, temos assunto para muitas publicações. ou então, não, e apenas serei eu a delirar.

leap-year-2016-5690429188079616-hp

imagem

art&design, desabafos em rodapé

cá por casa…com lã de feltro

da minha parte, não há qualquer habilidade para trabalhos que envolvam habilidade manual. no entanto, a natureza tem razões que eu própria desconheço, e colocou-me no colo uma miúda com habilidades várias. e quando digo várias , são mesmo várias. há uns tempos resolvemos oferecer um livro a uma colega e amiga querida, que nos deu o mote (sem se dar conta) para uma história que saiu muito engraçada. depois de escrita, foi revista pela ilustradora ( a miúda cá de casa) e todo o trabalho que a elaboração deste livro envolveu, saiu das mãos da mesma. no fim, até parecia que tinha vindo da “fábrica dos livros”. tudo “hand made”. tudo mesmo. diz a pequena que custa muito coser à mão um livro. acredito. o resultado muito catita, por sinal, foi muito apreciado e ficámos muito contentes por termos feito o dia de alguém ainda melhor. agora, descansando das suas lides dos trabalhos ligados ao 3D, deu-lhe para pegar em lã de feltro e picá-la furiosamente, até se ver resultado.

e é isto:

20200222_175124

IMG_0006

IMG_0005

IMG_0011

IMG_0012

simplicidades no 3º esquerdo. há quem prefira o Carnaval. está tudo bem.

desabafos em rodapé

exposição

à chuva, ao nevoeiro, e a uma certa aragem carregada de frio vindo de sítios muito conhecidos pelos especialistas que nos informam sobre alertas de cores vibrantes, e que carregam avisos muito concertados com a palavra cautela. a exposição fez-se logo de manhãzinha, e com o correr do dia, muitas eram as pessoas também a colaborar no mesmo desafio, e depois com as horas corridas, que o tempo não tem misericórdia, expõem-se as luzes lá fora,  muito amarelas, vertidas por lâmpadas colocadas em candeeiros muito altivos, mas que nos fazem o favor de se curvar um bocadinho lá em cima, num ato carregado de bondade e amparo,  e o dia quase no fim, e agora o recolher, todo ele muito discreto, de certa forma apático no ser e no atuar, e que importa, no fim tudo se conjuga, entre o muito que o  dia exigiu, e o pouco que se espera que lhe esteja reservado lá mais para o fim. está um senhor a cantar com voz melodiosa “it’s up to you New York”, ele lá sabe as conversas que tem a esta hora do dia. as minhas, também só eu é que sei, sem exposição, nem exibição, assim muito cá para dentro, apesar de não parecer. mas é.