coisas minhas, desabafos em rodapé

o cinema anda ruim, não anda?

estou a ver televisão. o Robert de Niro está ali aos tiros desenfreados, histérico, ele que já foi um taxi driver , um touro enraivecido, caçador numa guerra no sudeste asiático… não tenho gosto em vê-lo assim. os anúncios de filmes na grande tela de verão também não convencem. o cinema anda ruim, não anda? a sétima arte anda pelas ruas da amargura, e a amargura até dá bons argumentos, mas…deixemos isso. gosto de filmes franceses.

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coisas minhas, desabafos em rodapé

“my name is bond…”

já foi tarde que me rendi aos encantos do agente secreto “shaken not stirred”. vejo os filmes no ecrã, à espera que os truques ali executados, possam passar à vida real, e assim, eliminar para sempre os maus da fita. claro que é ficção. só que eu gosto de ficção, de ilusão, de  realidades inventadas para o ecrã. mais em concreto: durante aqueles momentos, a vida depende só de um homem que salva sempre a humanidade de um qualquer malfeitor a necessitar ser erradicado do planeta -a marvel também erradica muito bem-  mas isso é outra conversa. quando voltamos à realidade, ela é bem menos graciosa e despachada, e lá a enfrentamos o melhor que podemos. agora falemos de roger moore, o agente de olhos claros, despediu-se. talvez se venha a encontrar com o engenhoso “Q”. sempre ao serviço de sua majestade.

bond

Q

coisas da vida, desabafos em rodapé

era a mais velha da sala

ontem fui ao cinema. a marvel tinha mais um filme em cartaz. filha entretanto crescida manifestou vontade de ver. aproveitando o facto de que não tarda estará longe de casa – ia dizer ninho, mas arrependi-me- também fui. não foi nenhum sacrifício. “doutor estranho”. dos efeitos especiais, à história da luta entre o bem e o mal,  esteve tudo ótimo.

benedict cumberbatch, também se portou lindamente.

ah! eu era a pessoa mais velha na sala de cinema. sem pipocas e sem palhinha para sorver líquido, penso ser um elemento pré-histórico. não tarda, impedem a entrada deste tipo de pessoas nas salas de cinema. digo isto, porque a senhora que nos vendeu os bilhetes ficou horrorizada perante a nossa recusa em trazer, por “apenas mais dois euros” milho estalado e bebida gaseificada. apenas dois euros. pelintras.

desabafos em rodapé

o meu ator de cinema de sempre

Insuperável. Conheci-o a partir de uma série televisiva ” reviver o passado em brideshead“, com realização da Granada Television, nos anos 80. Arrebatou-me não só pela história/enredo, mas também pelas magníficas interpretações dos diferentes atores. Desde logo, Jeremy Irons se destacou. Retive-o. Depois fui acompanhando toda a sua carreira cinematográfica. Digamos que o venero!

Jeremy, ainda carregado de juventude

bridesae

e aqui, com mais um pouco de cronologia…

jerremy

good morning, sir!

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desabafos em rodapé

Lord Mordecai, o excêntrico! “Ai, jasus !”

O dia ontem foi difícil. Havia que tomar medidas. Encontrar algo leve que me deixasse durante uma hora e mais qualquer coisa anestesiada, era premente. Recaiu a escolha em ir ao cinema. Filme: ” O Excêntrico Mordecai” com Johnny Depp. Gosto do ator. Despojei-me de alguns euros, recusei a oferta de bebida e pipocas, entrei numa sala bastante vazia, aliás entrámos, minha filha acompanhou-me, e esperámos que as luzes se apagassem. Mas faltava ali qualquer coisa. Não demorou a chegar. Ei-las: um grupo de adolescentes, carregando  a tal oferta que nós recusámos, e foi ouvi-las sentarem-se com todo o estardalhaço a que têm direito. Entrtetanto ouviu-se silêncio, e eu fiquei sem saber se estava mesmo a ser verdade. Silêncio numa sala de cinema? Foi sol de pouca dura, pois o grupo de jovens vinha com o kit completo; riso descontrolado e comentários sonoros, sendo que um deles devia ser o eleito da noite: “ai jasus”. E lá se passou o tempo. O filme, enfim; caramba, Johnny, não percebeste a janela  de oportunidade que te foi oferecida quando jardinavas com mãos de tesoura?  Foste proprietário de uma fábrica de chocolate, passaste por uma fase em que te aciganaste e levado pelo cheiro do chocolate (outra vez) ali te encantaste por uma doceira, andaste por outros mundos, e agora agarraste-te de tal maneira a jeitos e trejeitos, que nem esse bigode, que quase parece personagem com colaboração especial te salvou. É caso para dizer; “Ai jasus”!

bom domingo!

desabafos em rodapé

os filmes e os seus cenários

quando gosto de um filme, mesmo que os seus cenários sejam citadinos o meu interesse não esmorece. aquando do “notting hill” que vi e revi, e não desdenho de cada vez que aparece no canal hollywood, fixei-me naquela porta azul da casa onde william tacker (hugh grant) vivia com um amigo completamente non sense, e ainda, na famosa livraria  toda azul, onde havia apenas livros de viagens. cismei, então, que havia de ser bairro a explorar numa viagem que fizesse a londres. objetivo cumprido há uns anos (em 2006). primeiro: visitar sua majestade; não estava em londres. fomos a windsor. (festejava o seu aniversário), não recebia visitas. houve desfile. está bem! depois, um museu, – é preciso cultura-  (história natural, foi o escolhido, naquele dia). finalmente notting hill: procurei e procurei. não tendo a certeza do número da porta calculei que talvez fosse ali. fiquei muito contente, até revia mentalmente as cenas…palermices de quem vive apenas com cinquenta por cento da sua pessoa no chão, tudo o resto anda na estratosfera. vim muito mais contente daquela viagem, e certa que o cinema não é só ficção.

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imagem retirada do cenário do filme
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imagem retirada do cenário do filme