coisas minhas, desabafos em rodapé

e porque hoje é sexta com tolerância de ponto

estou sentada no meu sofá cinzento. são mais ou menos onze horas, se calhar para mais, mas poucochinho, e não sei se faço bem ou mal, na medida em que metade deste agregado familiar trabalha no setor privado, e teve de ir sentar os ricos costados numa cadeira da entidade patronal e, talvez por isso, nem me esteja assim, a saber completamente bem. nada a fazer. tenho picos destes, de grande reflexão, mas passam-me rapidamente.

de resto, está tudo calmo, aqui, no terceiro esquerdo. tirando as obras da vivenda em frente ao prédio, e apesar das janelas impedirem que o barulho entre, aquela máquina centrifugadora do cimento é poderosa. chega-me cá. enerva um bocadinho. mas é só isso.

e assim, em conclusão, até tinha muito para dizer, mas creio não ser necessário, pois parece-me que os leitores não andam com grande paciência para parágrafos intermináveis. é, não é? eu sabia.

bom dia.

coisas minhas, desabafos em rodapé

eu tenho mais que fazer,

ai tenho, tenho, do que andar nas limpezas nos bastidores de “desabafos”. isto de ter que limpar o spam à mão, sem ajuda de qualquer aspirador potente, põe-me num estado deplorável. acabei agora, e são, neste momento, dezanove horas e cinquenta e três minutos, de limpar um spam com mais de, sei lá, mais de 20 cm de texto,  que eu, embora sem fita métrica, tirei-lhe as medidas a olho. eu tenho um letreiro com direito de admissão no que, aos comentários diz respeito, mas há entradas clandestinas muito bem organizadas. ai, há, há! (esta ultima frase tem assim, um certo ritmo, não tem? experimentem dizer depressa, mas só depois de jantarem)

coisas minhas, desabafos em rodapé

não desligue #3

TEMA

quem disse que os fisioterapeutas são boas pessoas?

a dissertar. a partir de agora.


o problemas nas costas é recorrente.

tratar delas exige tempo e atenção.

a desculpa da falta de tempo funciona na perfeição.

mas um mês de incómodo levou-me  a agir.

consulta.

inscrição- fornecimento de dados.

sala com cadeiras.

espera. chamam-me. entro na sala. observo com cuidado o cenário.

explicação sobre o funcionamento da coluna. a minha, pelo que se percebia, tinha pontos de dor “aqui”, e “ali”. anuí.

deite-se. assim fiz.

perguntas, dores, torções, apertões, inspirações e expirações após, pensei estar em Guantanamo. cheguei a pedir ajuda a Mr. Obama.

coisas da vida, desabafos em rodapé

deitar contas à vida

Tudo somado já não é tão pouco quanto isso; se subtrairmos as agonias e tempos conturbados, dividirmos o resultado pelos bons momentos passados, multiplicando agora com  a esperança de que melhores tempos virão, o cálculo há de ser uma conta redonda que me pode dar a sensação do tal copo meio cheio ou meio vazio dependendo da prova dos nove, noves fora nada.