coisas minhas, desabafos em rodapé

samba e benção em conjunto

É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração

Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não

(…)

paradoxo?será?

vem com dicção separada com tantos litros de água salgada, mas com um balançar nas sílabas, na acentuação, numa cadência que só a beleza do samba tem.

benção, capitão do mato, vinicius de moraes.

 

 

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coisas minhas, desabafos em rodapé

é muito importante falar de sofás

pode parecer um assunto enfadonho e uma artimanha para apanhar leitores desprevenidos. pode sim, cada um julgará por si à posteriori, no entanto, parece-me que não é de todo desajeitado chamar o assunto à luz de uma terça-feira soalheira, quente para a estação. logo para começar, estou a escrever recostada nas almofadas do meu sofá cinzento. inerte, quedo e mudo, é um ouvinte a estimar. partilhamos momentos: ele mais circunspecto, eu mais aberta à palavra, ele mais reservado, eu a espraiar-me em aleluias ou lamentações. não se queixa, está cá sempre pronto para o que lhe trago todos os dias. tem dias que lhe dedico  atenção extrema em cuidados de spa: aspirado com leveza, tratado nas palminhas, alisado e coberto com mantinhas fofas para um aconchego em dias mais nevoentos, aliviado do calor e da luz quando lhe baixo as persianas para não se sentir afrontado com a temperatura excessiva, aligeirado com brisa, quando ela sopra ligeira e fresca…

para não se sentir completamente sozinho durante o dia – creio que não haverá grande diálogo com os móveis que o circundam, outra tribo, já se vê – deixo-lhe almofadas em tons suaves e materiais adequados, a interação há de tornar-se mais fácil.

e surgiu-me agora de repente uma ideia. face à quantidade e à facilidade com que muitas  pessoas  publicam livros hoje em dia, vou pensar em dedicar uma prosa consistente ao meu sofá cinzento. assim mesmo com este nome: ” o meu sofá cinzento”. como também está muito na moda o crowdfunding, vou propor tímida e descaradamente-numa espécie de exercício paradoxal matinal, anda tão parada este tipo de manobra –  uma ajudinha para a futura publicação.

se lhes parecer bem, conversaremos.

coisas minhas, desabafos em rodapé

dia de cogumelo

Soneto do Guarda-Chuva

Ó meu cogumelo preto
minha bengala vestida
minha espada sem bainha
com que aos moiros arremeto

chapéu-de-chuva, meu Anjo
que da chuva me defendes
meu aonde por as mãos
quando não sei onde pô-las

ó minha umbela – palavra
tão cheia de sugestões
tão musical tão aberta!

meu pára-raios de Poetas
minha bandeira da Paz,
minha Musa de varetas!”

Sebastião da Gama

coisas minhas, desabafos em rodapé

pezinho , um ténis, uma coleção

quando o pessimismo ataca, as noticias nos bombardeiam e o espírito desassossega com todos os perigos que nos espreitam e que os comentadores afirmam ser reais ( e eu acredito, e não é à conta dos comentadores) aliviei o espírito a espreitar  outras coisinhas aqui

tenis

 

 

 

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tenis-3

tenis-4

tenis-5

lacinhos, pompons, brilhos…que venha a primavera. ora ponha aqui, ora ponha, aqui…o seu pezinho…ora ponha, aqui…