coisas da vida, desabafos em rodapé

fui e vim

e ainda aqui estou. a bem dizer nunca cheguei a sair do lugar. presa à cadeira pus-me em movimento. movimento de rotação: rodei muito sobre mim mesma, principalmente ao nível dos pensamentos. fiquei quase enjoada, não só com o movimento, mas também com os pensamentos. eram tão repetitivos. não deixavam margem para dúvidas que se me fugia algo que julgara para sempre eterno. e o que seria esse algo? tinha a certeza que também me viera ao pensamento, mas deve ter sido muito fugaz a sua presença. ou olvidei muito depressa, ou não me concentrei suficientemente devagar. e  a divagar, sem querer ser trocadilho, pairei sobre um campo repleto de palavras. reparei que eram iguais às de sempre. não crescem.  sempre o mesmo tamanho e envergadura de há meses. e as mais floridas não polinizaram. tanto tempo sem polinizar. tenho de meter abelhas nos meus pensamentos. a ver se elas ajudam no campo das palavras que, afinal, parece ser isso que se me aflorou , fugiu, voltou e não parou muito tempo, só o suficiente para perceber que o campo de palavras dos pensamentos precisa rejuvenescer. espera-se que a chuva possa ajudar. o pior é se entorpecem com a humidade. dá-lhe ferrugem, sim que as palavras também enferrujam… e ranjem depois, fazem tal barulho que as abominamos e passamos a encurtar discurso, a resumir assunto, a sintetizar conversas…hã? sim, claro. dizias? pode ser.  não te maces. está bem assim.

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coisas minhas, desabafos em rodapé

janela(s) de oportunidade

acabadinhas de chegar cá a casa.

ei-las. pouco nítidas. há que preservar a privacidade. e depois há muita inveja não declarada, e nunca se sabe quando uma boa macumba me arruína a oportunidade e a janela.

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tivemos de expulsar as antigas. eram “oportunidades” já gastas.

sala

não há oportunidade que não dê trabalho e não precise de ferramenta. mais uma vez um  registo a dar para o baço, pois muita nitidez pode proporcionar voyeurismo exagerado.

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atualizações a qualquer momento.

bom dia.

coisas da vida, desabafos em rodapé

a cantar de galo,

pelo menos até ao próximo fevereiro de 2018, parece-me. o ano novo chinês é todo ele revestido de cores, encantos e boas energias. mas só para alguns. nada de novo, afinal. o galo irá cantar para uns, desafinar para outros. no fim, far-se-á o balanço. a mim, dizem-me que sou porco. será, será, eles têm uma cultura milenar. hão de acertar nalguma coisa. o que me chateia ser porco tem a ver com a cor rosada e o pelo crespo. que desagradável.

boa noite.

coisas minhas, desabafos em rodapé

sair da zona de conforto

sem filosofias ou  tiradas que deem pano para mangas, neste momento é sair de casa, onde se proporciona uma atmosfera deveras agradável e ir enfrentar o azedume deste anoitecer- penso que o frio há de estar relacionado com azedume-, e ir ao encontro de uma sessão de fitoterapia, lá fora, longe. quase longe, só um bocadito. não é muito, mas custa.

para quem acha que eu não sei o que estou a dizer, tenho a acrescentar que isso de sair da zona de conforto – expressão modernocontemporânea- isso, dizia, aconteceu-me muito, muito cedo mesmo na minha vida, e por várias vezes… sendo assim , posso dar-me ao luxo de satirizar.

coisas minhas, desabafos em rodapé

marc jacobs, lá nas alturas

diz que é tudo para spring 2017.

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“Mamma mia, here I go again
My my, how can I resist you?”

não. ninguém me convence que vou ver isto nas sapatarias. caso sim, vou tomar medicação.

eu sei. é só para os desfiles.

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até dói, mas só para pessoas simplórias como eu. para quem percebe, isto reveste-se de significado. tem de ser, senão…