coisas da vida

“sol na eira e chuva no nabal”

 

estava o Sol com vontade de iluminar e fez-se ao terreno e iluminou. a roupa lavada, e depois bem torcida, que a máquina que muito bem  a lavou, muito bem  a torceu, pois ele eram rotações  a chiar num rodopio que, calhando, um dia destes, sai-me do lugar, e chego a casa e dou-me com uma espécie de mastodonte no corredor, ligada a uma tomada exangue. pois lá foi a dita roupinha respirar o ar que se impunha, e receber os raios mais ou menos quentinhos que se distribuíam, ali, na área do terraço, à espera que zéfiro, numa dança muito lá dele, a consiga elevar em movimentos graciosos e cheios de bons resultados. mas, porque não se pode ter “sol na eira e chuva no nabal”, acontece que o número de pares de meias entrados, não corresponderam ao número dos que saíram. esta estatística, esta contagem, este censo, este numeramento, sei lá eu o que lhe hei de chamar, mais uma vez a trazer à liça um tema que parece não desaparecer do nosso quotidiano. eu, aqui feliz com o dia que se fazia sentir, e elas, as aleivosas, a quererem mostrar todo um poder demoníaco, de subjugação a um martírio que me traz de vez em quando, vontade de materializar assim:

ideias_meias perdidas

aplacava-lhes o mau feitio, sabendo do meu cuidado para que nada lhes faltasse. ou:

ideias_meia perdida_2

dava-lhes ali uma ternurinha, numa espécie de trocadilho bem sucedido. ou

ideias_meias perdidas_3

dava-lhes  um recado ríspido disfarçado com uma pitadinha de humor, pois começo a fartar-me desta comédia.

segunda-feira, 23 de abril. faltam menos de 48 horas para ser feriado.  que se lixem as meias.

imagens

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coisas minhas, desabafos em rodapé

eu tenho mais que fazer,

ai tenho, tenho, do que andar nas limpezas nos bastidores de “desabafos”. isto de ter que limpar o spam à mão, sem ajuda de qualquer aspirador potente, põe-me num estado deplorável. acabei agora, e são, neste momento, dezanove horas e cinquenta e três minutos, de limpar um spam com mais de, sei lá, mais de 20 cm de texto,  que eu, embora sem fita métrica, tirei-lhe as medidas a olho. eu tenho um letreiro com direito de admissão no que, aos comentários diz respeito, mas há entradas clandestinas muito bem organizadas. ai, há, há! (esta ultima frase tem assim, um certo ritmo, não tem? experimentem dizer depressa, mas só depois de jantarem)