coisas minhas, desabafos em rodapé

viagens na minha terra

seguindo a Norte e quase sempre a direito por força das estradas que hoje temos, chegámos a Peso da Régua. entre o verde e o espelho de água, apetecia consolar o estômago. para tal, escolheu-se um sítio, alegadamente bem posicionado por conta dos comentários muito positivos ao lugar. terá sido sorte dessas pessoas, pois não correu muito bem todo o procedimento. longa espera – apesar da reserva feita- serviço mal combinado, e uma perfeita desorientação face ao elevado número de comensais que esperavam e desesperavam. se calhar, eu desesperava mais que outros. se calhar. entretendo o olhar, fixei-me nos “pendentes” do exterior, que mais tarde se hão de encher de cor, mas que, por agora, são apenas pequenos cachos de uvas verdes ornamentais, e bons servidores de sombra.

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e porque o serviço demorava, os olhos varriam a água e o que tudo à sua volta se prendia.

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já o almoço se perpetuava, aconchegado no local para si destinado, e os olhos, incansáveis, tentavam segurar aquilo que parece quase imutável, numa paisagem feita para deslumbrar.

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diz a lenda qua o douro acordou tarde para chegar à foz, e pôs-se ao caminho com grande determinação, cortou caminho cavando o seu leito entre imponentes “paredes” .

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mas sem se deixar intimidar, acrescento eu.

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boa semana.

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desabafos de agosto, férias por todo o lado

fraude, digo eu!

há uns tempos fomos à escócia. Para além de edimburgo, inverness também esteve no programa, e ainda mais umas voltinhas. edimburgo muito bom, agora; inverness: o monstro, o mito, a besta aguardava-nos. de comboio até lá fez-se bem.da janela viam-se: ovelhinhas, vaquinhas com franja, alguma neve, ribeirinhos, transbordava de espírito bucólico aquela paisagem. assim que chegámos procurámos a forma de ir até lochness. achámos e fomos. carrinha conduzida com velocidade bastante divertida, gingona,  por George, um fala barato com um sotaque desgraçado que ninguém entendia o que dizia, deixou-nos junto ao barco que nos haveria de levar ao monstro. partida. silêncio quase geral, será desta que aparece? não foi. ficámos com as fotografias do lago e da paisagem em redor. não me importei. para mim; é ver para crer, não vi, não há bicho! ponto! Mas tenho pena dos crentes no mito, pois, soube-se na semana passada, que a fotografia  mais credível, segundo Steve Feltham, um especialista na matéria, afinal, não passou de uma brincadeira da autoria de George Edwards, um palerma lá do sítio. na minha opinião, isto é fraude. para castigo, Edwards devia escrever cem vezes numa parede criada para o efeito; “quem o monstro quiser ver, muito uísque há de beber!”

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inverness, vista do castelo
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castelo, visto de inverness
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lochness, mas sem vislumbre do bichinho
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lochness, castelo de urquhart