coisas minhas, desabafos em rodapé

ritmos

Logo de manhã toca o despertador em ritmo alucinante e bastante enervante que me obriga a dar resposta capaz e eficiente: virar-me para o lado, pois é impossível ao meu metabolismo responder de forma imediata à chamada. Entretanto, alguns breves minutos após ( às vezes mais de dez), emanam ordens específicas da minha cabeça no sentido de haver alguma movimentação, pois o relógio não pára (com acento) e, lentamente, as pernas viram-se em direção ao chão, os pés tocam nos chinelos e é o início de todo um processo: e 1,  e 2 e 3, e… nada, que isto não se coloca um corpo em movimento assim por dá cá aquela palha. Insiste, insiste, está bem, eu insisto. E o ritmo a instalar-se, e eu já quase, quase, a ser…quase.

bom dia.

 

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coisas da vida, desabafos em rodapé

sobre nostalgia

Etimologicamente, a palavra nostalgia é formada pelos termos gregos nostós (que significa regresso a casa) e álgos (que significa dor). Define-se por um sentimento de tristeza, um sentimento que pode elevar a palavra saudade a um nível acentuado. Perante isto, parecendo simples, sem no entanto o ser, percebo que já há muito tempo sinto necessidade de regressar a casa, àquele lugar que sempre tive, que estava cá dentro e fluía mesmo que as contrariedades se impusessem. Esta albufeira nostálgica que se instalou devagar e insidiosamente (com o meu consentimento) tem ordem de demolição rápida e imediata. O pior é que com o problema da burocracia portuguesa há de levar o seu tempo.

coisas minhas, desabafos em rodapé

madame curie

tinha talvez uns dez ou onze anos quando li sobre a vida de Marie Curie, e fiquei fascinada. entretanto, no liceu, a disciplina de química nunca me atraiu por aí além. não foi elegante da minha parte. passaram anos, e este verão visitei-a. a oportunidade surgiu e pedi-lhe muita desculpa por ser tão “arara” nas lides químicas, mas garanti-lhe que era muito boa em leitura. fiquei perdoada. na casa museu é possível ficar com uma ideia do mundo desta “dupla nobel”, numa época em que não havia quem defendesse  direitos e diferenças de género.

curie

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admiro muito cientistas, e brincando um pouco, o meu primeiro herói foi o professor Pardal.

desabafos de agosto, férias por todo o lado, desabafos em rodapé

art noveuax junto ao Báltico

Riga, Letónia, e o Báltico ali mesmo a chamar por quem lá passa. Depois de muitas voltas à cidade, há que parar e ir apreciando a beleza arquitetónica que estas ruas albergam. De Paris a Riga vai uma boa distância, mas esta última, ostenta uma beleza digna de nota, nos edifícios que lá nasceram, obedecendo ao rigor do traço de arquitetos apaixonados pela denominada art noveaux.

e dei de caras com os músicos de Bremen

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e dois gatos num telhado. não sei se era de zinco quente.

para se ver melhor, uma fotografia apanhada aqui.

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o assunto não se esgota nestas parcas imagens. a cidade está rodeada de beleza natural, beleza arquitetónica. um senão: o lixo – principalmente copos e garrafas  que ficam no passeio, embora nem em todo o lado,pois os caixotes do lixo, por serem pequenos, não aguentam tanto desperdício –  fica feio. a cidade não merecia.