desabafos em rodapé

“i just called to say…”

Serve este, para explicar o quanto se sofre no dia a dia, quando há a infelicidade de ter que recorrer a um número telefónico que nos dá música. e são tantos, ó Altíssimo. Talvez, talvez, hoje, pela manhã, alguém cá de casa, possa ter deixado ficar um pequeno saco esquecido num banco de uma estação ferroviária. Talvez. E se assim tivesse acontecido, talvez,  alguém o pudesse ter entregue na bilheteira.

Vamos ligar. Agora é esperar. Ouve-se uma espécie de clique e é aqui,  que todo o maravilhoso número musical e de avisos ao utente tem início, a partir de uma voz simpática, que sugere procedimentos antes de colocar o fundo musical a correr em 45 rotações, fosse o caso de um velhinho LP de vinil, às voltas num velhinho gira-discos. E o piano, numa exímia execução a uma só mão, punha-me a cantarolar aquilo que um dia Stevie Wonder escreveu com ênfase no refrão “I just called to say I love you”. Eu não fui tão longe, só queria perguntar pela possibilidade de alguém ter encontrado um saco. Os minutos passavam, e eu a pensar que um simples telefonema – i just called…- pode ecoar tanto amor, e “nos entretantos” uma voz bem treinada, dizia-me em intervalos regulares, que a minha chamada era muito importante. Eu devia aguardar. Por favor, não desligar. Assim fiz. I just called…

Depois, fui atendida. Dei o nome, o número de telemóvel, o endereço eletrónico, perguntaram-me o número do comboio- I just called…- agora era eu mentalmente, minha querida se pergunta mais alguma coisa, vou daqui à estação procurá-la pessoalmente. Ficámos assim. Eles depois, dizem alguma coisa. Às tantas, o saquito até pode ter ficado no carro. Nunca se sabe se chegou a contactar com os cheiros matinais da estação ferroviária de Pombal. Vamos aguardar. I just called…

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ser positivo e otimista

está a ser fácil. para este ano, os objetivos estão cumpridos. aquela agonia perto do final de agosto, quando as férias estavam a terminar, e tinha um especial ódio ao dia 1 de setembro, este ano, ó,céus! está mitigada. não só já estou a trabalhar em agosto, como ainda o dia 1 de setembro calha a um sábado. estou, deste modo, a trabalhar no sentido de ver sempre o copo meio cheio. se para a semana em pleno desenvolvimento laboral, e com a palavra férias totalmente enterrada num pretérito tão próximo, estarei assim tão otimista e bem disposta, isso…logo se vê.

chove e faz fresco. continuação de uma boa semana.

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Cristina Ferreira, um salário esganiçado, ao que parece…

há uns tempos largos, alarguei-me numa narrativa sobre o ordenado de Cristina Ferreira, através de uma conversa tida junto aos meus ouvidos, num final de tarde.

hoje,  em parangonas tão grandes, que nem precisei chegar-me à banca do jornal, pois o título atravessava a estrada e acabou por me  surpreender ainda eu ia na passadeira, foi esmagador o momento em que decifrei o valor revelado: um milhão. A seguir, mais informação. Finalizo, dizendo que o aqui vai de pesquisa  e informação extremamente útil aos leitores deste humilde espaço, não tem preço. sabendo de antemão, que haverá pessoas sensíveis e delicadas que ficarão boquiabertas com revelações deste gabarito, peço desculpa desde já, se acabarem por dar o vosso tempo por perdido, ao terem feito um desvio até este sofá cinzento.