desabafos em rodapé

cada cabeça sua sentença

os sacos de plástico e a sua pegada.

O plástico é mau para o ambiente, não há dúvidas sobre isso. O seu fabrico cresceu exponencialmente nas últimas décadas. Em 2016, a produção mundial de plásticos totalizou cerca de 335 milhões de toneladas, 60 milhões só na Europa, segundo os dados do Portal Statista. A China é o maior produtor, com um quarto do total. Também sabemos que uma imensa quantidade de plásticos acabam a flutuar nos oceanos, onde gigantes “ilhas” de lixo põem em causa o ecossistema marinho.

No entanto, dois estudos recentes mostram resultados surpreendentes quando se compara a pegada ecológica deixada por um vulgar saco de plástico (daqueles dos supermercados) com as de outro tipo de sacos reutilizáveis, como os de polipropileno (plástico mais duro) e mesmo os de algodão.

uns dizem que sim, outros que não, alguns que mais ou menos, outros nem isso, nem aquilo.

em que é que ficamos?

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desabafos em rodapé

união europeia? quem é que me lê em tal sítio?

perplexidade em ” o meu sofá cinzento”. está lá a bandeirinha de fundo azul com o amarelo das estrelinhas bem distribuído, tudo muito composto. tenho lá outras, que eu compreendo a geografia da estatística deste blog, e assim, identifico muito bem os países que, um a um, cá me chegam diligentemente, e eu agradeço. agora, união europeia, com direito a bandeira identificativa, baralhou-me um bocadinho o raciocínio

desabafos em rodapé

sobre este dia

hoje  parece que não consigo encontrar o sentido da proporção ou equilíbrio.

eu no meio.

de um lado, uma interação que já não é possível fazer-se, porque a realidade se distanciou daquela cabeça que outrora tão bem se chegava à vida. do outro, a distância em quilómetros apenas apaziguados por teclas e ecrãs que deixam ver. só não deixam tocar.

e eu no meio.

avisos

ainda eu rosnava contra as pipocas

cinema. Nova Zelândia. aviso:

“Apenas um lembrete amigável de que temos um código de vestuário nos cinemas Hawera. É muito simples, basta estar vestido de forma apropriada e com sapatos limpos, e está pronto. Por favor, nada de pijamas, onesies [pijamas de peça única], roupões ou galochas sujas — não importa o quão bonitas sejam!”

a partir de agora passarei  a relativizar o ruído crocante e irritante de todos aqueles que me cercam numa qualquer sala de cinema e apreciar  muito, mas mesmo muito, o facto de não ter ninguém na cadeira ao lado da minha, uma alimária envergando um pijama ou um roupão, embora verdade seja dita, um roupão traçado com um cinto bem encorpado, é outra conversa.

fonte

 

 

 

 

coisas da vida

“sol na eira e chuva no nabal”

 

estava o Sol com vontade de iluminar e fez-se ao terreno e iluminou. a roupa lavada, e depois bem torcida, que a máquina que muito bem  a lavou, muito bem  a torceu, pois ele eram rotações  a chiar num rodopio que, calhando, um dia destes, sai-me do lugar, e chego a casa e dou-me com uma espécie de mastodonte no corredor, ligada a uma tomada exangue. pois lá foi a dita roupinha respirar o ar que se impunha, e receber os raios mais ou menos quentinhos que se distribuíam, ali, na área do terraço, à espera que zéfiro, numa dança muito lá dele, a consiga elevar em movimentos graciosos e cheios de bons resultados. mas, porque não se pode ter “sol na eira e chuva no nabal”, acontece que o número de pares de meias entrados, não corresponderam ao número dos que saíram. esta estatística, esta contagem, este censo, este numeramento, sei lá eu o que lhe hei de chamar, mais uma vez a trazer à liça um tema que parece não desaparecer do nosso quotidiano. eu, aqui feliz com o dia que se fazia sentir, e elas, as aleivosas, a quererem mostrar todo um poder demoníaco, de subjugação a um martírio que me traz de vez em quando, vontade de materializar assim:

ideias_meias perdidas

aplacava-lhes o mau feitio, sabendo do meu cuidado para que nada lhes faltasse. ou:

ideias_meia perdida_2

dava-lhes ali uma ternurinha, numa espécie de trocadilho bem sucedido. ou

ideias_meias perdidas_3

dava-lhes  um recado ríspido disfarçado com uma pitadinha de humor, pois começo a fartar-me desta comédia.

segunda-feira, 23 de abril. faltam menos de 48 horas para ser feriado.  que se lixem as meias.

imagens

desabafos em rodapé

afogada em ficção

“—Ninguém consegue qualquer coisa contentando-se com o seu trabalho. É necessário criar relações. Devia pensar em criar um negócio.

—De que géneros de negócios fala? (…)

—Oh! há centenas, não é o que falta. Mas vejo-o perfeitamente pelo menos num lugar de responsabilidade.

— Mas é preciso dinheiro para montar um negócio.

— Não muito, se tiver as relações necessárias. ”

Focus, Arthur Miller