desabafos em rodapé

génio à medida do pedido

o encontro foi fortuito, mas suficientemente forte para que o pedido fosse concedido. demorou algum tempo. o anticiclone dos Açores armou-se em prepotente e quis impor a sua vontade. o génio, senhor de uma vontade férrea e poderes mais que acreditados, deixou que o fim de semana chegasse para mostrar o que vale.

genio da lampada

obrigada, ou devo dizer grazie mille?

coisas minhas

tudo cinzento

céu cinzento. mar cinzento sofá cinzento. domingo cinzento.

sao pedro 2 (2)

à exceção de uns laivos amarelos, que até podiam estar ali a celebrar uns raios de Sol, tudo obedece ao mesmo tom. o que nos distingue de um verdadeiro dia de inverno? é que, apesar de tudo, vamos ter claridade até quase às nove horas. e isso, parecendo que não, até ajuda a não desanimar de todo. isso, e as previsões que apontam para melhorias não tarda nada. se acabar isto a  escrever “carpe diem” ficará muito mal?

desabafos em rodapé

cada cabeça sua sentença

os sacos de plástico e a sua pegada.

O plástico é mau para o ambiente, não há dúvidas sobre isso. O seu fabrico cresceu exponencialmente nas últimas décadas. Em 2016, a produção mundial de plásticos totalizou cerca de 335 milhões de toneladas, 60 milhões só na Europa, segundo os dados do Portal Statista. A China é o maior produtor, com um quarto do total. Também sabemos que uma imensa quantidade de plásticos acabam a flutuar nos oceanos, onde gigantes “ilhas” de lixo põem em causa o ecossistema marinho.

No entanto, dois estudos recentes mostram resultados surpreendentes quando se compara a pegada ecológica deixada por um vulgar saco de plástico (daqueles dos supermercados) com as de outro tipo de sacos reutilizáveis, como os de polipropileno (plástico mais duro) e mesmo os de algodão.

uns dizem que sim, outros que não, alguns que mais ou menos, outros nem isso, nem aquilo.

em que é que ficamos?

desabafos em rodapé

união europeia? quem é que me lê em tal sítio?

perplexidade em ” o meu sofá cinzento”. está lá a bandeirinha de fundo azul com o amarelo das estrelinhas bem distribuído, tudo muito composto. tenho lá outras, que eu compreendo a geografia da estatística deste blog, e assim, identifico muito bem os países que, um a um, cá me chegam diligentemente, e eu agradeço. agora, união europeia, com direito a bandeira identificativa, baralhou-me um bocadinho o raciocínio

desabafos em rodapé

sobre este dia

hoje  parece que não consigo encontrar o sentido da proporção ou equilíbrio.

eu no meio.

de um lado, uma interação que já não é possível fazer-se, porque a realidade se distanciou daquela cabeça que outrora tão bem se chegava à vida. do outro, a distância em quilómetros apenas apaziguados por teclas e ecrãs que deixam ver. só não deixam tocar.

e eu no meio.